“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Dona Maria Pia e Dom Carlos I; Mãe e filho na Toponímia de: Cascais;  Lisboa; Loures e Odivelas.

 

Campo de Ourique 0181MARIA PIA de Sabóia, Rainha de Portugal, nasceu em Turim (Itália) a 16-10-1847, e faleceu em Stupinigi (Itália), a 05-07-1911. Rainha de Portugal pelo seu casamento com o Rei D. Luís I. Era filha de Vitor Manuel, Rei da Sardenha e de Itália e da Arquiduquesa Maria Adelaide. Quando a sua mãe morreu tinha ela 7 anos, e foi educada pela condessa de Vila Marina. Foi pedida em casamento para Dom Luís quando tinha 14 anos, para o que se deslocou a Itália o enviado especial, visconde de carreira. O contrato foi assinado em 1861 e a notícia foi acolhida com alegria pelos italianos. Casou, por procuração, em Turim, em 27-09-1862, embarcando no dia 29 para Portugal, na fragata Bartolomeu Dias, e chageando a Lisboa em 05 de Outubro. No dia seguinte, no meio de grandes festejos, a que o povo se associou, foi ratificado o seu casamento na igreja de São Domingos. Teve dois filhos, Carlos (depois Dom Carlos I), e Afonso Henriques (duque do Porto). De ânimo varonil repreendeu Saldanha por ofensa ao Rei, quando ele, para derrubar o gabinete do Duque de Loulé (1870), cercou, com a artilharia o Palácio da Ajuda, onde residia a família real. Alguns políticos consideravam-na gastadora, mas, embora fosse considerada a mais faustosa rainha da Europa, possuía um espírito generoso e não gastava o dinheiro só consigo, mas em donativos aos que a serviam. Era também muito esmoler e o próprio povo a cognominou Anjo da Caridade. Em diversas catástrofes que assolaram o país, era a primeira a acorrer, aquando das inundações de 1876, e enfrentando violento temporal para ir socorrer as vítimas do incêndio do Teatro Baquet, do Porto, em 1888. Em 1877 foi inaugurada, no Porto, a ponte com o seu nome e, em 1878, fundou, na Tapada da Ajuda, a Creche Vitor Manuel. Enviuvou em 1889. Por duas vezes foi regente, em 1902, quando seu filho Carlos se deslocou oficialmente a Espanha, e , em 1904, quando ele foi a Inglaterra. O assassíniuo de seu filho, Dom Carlos, e de seu neto, Dom Luís Filipe, a 1 de Fevereiro de 1908, foi um tão rude golpe que a deixou meia demente, tendo morrido no exílio. Em Lisboa existe um asilo com o nome desta Rainha e, em 1977, foi comemorado, no Porto, o centenário da ponte com o seu nome, com várias cerimónias e uma exposição.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Alcobaça (Freguesia de Aljubarrota, Prazeres); Cascais (Freguesias de Cascais e São Domingos de Rana); Lisboa; Loures (Freguesia de São João da Talha); Montijo; Odivelas (Freguesia de Caneças); Porto; Santo Tirso (Freguesia de Rebordões); Vila Franca de Xira (Freguesia de Vialonga); Vila Nova de Famalicão.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 338 e 339).

 

Estrela e MisericórdiaCARLOS I, de seu nome completo: Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon e Saxe-Coburgo-Gotha, Rei de Portugal de 1889 a 1908, natural de Lisboa, nasceu a 28-09-1863 e faleceu a 01-02-1908. Era filho primogénito de Dom Luís I e da Rainha Dona Maria Pia de Sabóia, e casado, em 1886, com Dona Maria Amélia de Orleães, filha dos condes de Paris.

O jovem monarca subiu ao trono, em 1889, numa época particularmente difícil da vida do país, resultante de uma conjuntura económico-financeira de crise e de uma grande rivalidade entre os dois grandes partidos »rotativos«, progressista e regenerador, que afectava de maneira notória a vida política do país, mantendo-a em permanente tensão. O ambiente de crise agudizou-se ainda mais com o Ultimatum britânico de 1890, motivado pelo célebre Mapa Cor-de-Rosa, que obrigou os portugueses a retirarem-se das regiões africanas aí estabelecidas. Este ultimato provocou em Portugal uma onda de indignação e de ódio geral contra Inglaterra e contra o regime monárquico, que não teria sabido defender os interesses nacionais. A situação foi então aproveitada pelo partido republicano que, em 1891, desencadeou no Porto uma revolta, a primeira tentativa armada republicana para tomar o poder.

Dom Carlos procurou acalmar o país, colocando, em 1906, João Franco na chefia do governo liberal, mas a acção deste político reacendeu a hostilidade dos partidos e dos adeptos dos ideais republicanos. A tensão política trazida pela atitude ditatorial do governo acabaria de modo trágico, com o regicídio de Dom Carlos, em Fevereiro de 1908, no qual morreria também o príncipe herdeiro, Dom Luís Filipe. Ainda em vida, Dom Carlos procurou desenvolver uma política de relações externas para reconquistar o prestígio do país na Europa. Efectuou, no ano de 1895, uma viagem às principais capitais europeias, recebendo posteriormente, em 1903 e 1904, Eduardo VII de Inglaterra, Afonso XIII de Espanha, a rainha Alexandra de Inglaterra, o imperador Guilherme II da Alemanha e ainda o presidente da república francesa, Emílio Loubet. Durante o seu reinado, foi assinado com a Grã-Bretanha o tratado de Windsor (1889), reataram-se as relações luso-brasileiras, interrompidas por um acidente diplomático, e, finalmente, pacificaram-se os territórios ultramarinos, desde África até à Índia.

Dom Carlos distinguiu-se como um monarca culto. Cientista, colaborou em investigações oceanográficas, a bordo o iate »Amélia«, tendo sido também um exímio pintor de aguarelas e pastéis, que lhe valeram prémios em concursos internacionais.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Almada; Amadora; Aveiro; Barreiro; Bombarral (Freguesia de Pó); Bragança; Caldas da Rainha (Cidade das Caldas da Rainha e Freguesia de Foz do Arelho); Cascais; Constância; Ferreira do Zâzere; Funchal; Lagoa (Freguesias de Estômbar e Parchal); Leiria; Lisboa (Freguesias da Estrela e da Misericórdia, Edital de 23-12-1948, e Parque das Nações, Edital de 16-09-2009); Loures (Freguesias de Camarate e  de Santa Iria da Azóia); Marco de Canaveses; Odivelas (Freguesias de Odivelas e de Pontinha); Oeiras (Freguesia de Porto Salvo); Portimão; Porto; Ribeira Grande; Sabugal (Freguesia de Aldeia de Santo António); Seixal (Freguesia de Fernão Ferro); Serpa (Freguesia de Pias); Sesimbra (Vila de Sesimbra e Freguesia da Quinta do Cinde); Sintra (Freguesia de Casal de Cambra); Vila Nova de Gaia.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 124 e 125).

Fonte: “Dicionário Histórico e Biográfico de Artistas e Técnicos Portugueses”, (de Arsénio Sampaio de Andrade, 1ª Edição, Lisboa, 1959, Pág. 41 e 42)

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