“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Dona Luísa de Gusmão e Catarina de Bragança, Mãe  e Filha, na Toponímia de Lisboa.

 

Dona Luísa de Gusmão a quem se atribui a expressão “mais vale Rainha por um dia que Princesa toda a vida”

 

Catarina de Bragança, a introdutora, em Inglaterra, do hábito de tomar o “chá das cinco”

 

Dona Luísa de GusmãoLUÍSA Francisca DE GUSMÃO, Rainha de Portugal, nasceu na Andaluzia (Espanha), a 13-10-1613, e faleceu em Lisboa, a 27-02-1666. Nobre dama espanhola, nasceu em San Lucar-de-Barrameda e faleceu em Lisboa. Veio a ser Rainha de Portugal pelo seu casamento com Dom João IV, então ainda Duque de Bragança. Casaram por procuração, em Janeiro de 1633, e a ratificação do casamento efectuou-se em Elvas, rodeada de grande pompa. Este casamento agradou muito à corte espanhola, em especial ao Ministro Conde-Duque de Olivares e, por isso, foi restituído o Ducado de Guimarães à Casa de Bragança. Mas a Duquesa não se colocou a favor da Espanha. Pelo contrário, aconselhou sempre o seu marido a libertar-se do estrangeiros, manifestando o desejo de vir a ser Rainha. Quando os conjurados de 1640 ofereceram ao duque o trono, este mostrou-se hesitante e foi Dona Luísa que, com a sua energia, o convenceu a aceitar. Quando a Rainha entrou em Lisboa no dia 26 de Dezembro, depois de seu marido, que entrou a 6 e foi aclamado a 15, o povo, sabendo o que se passara, acolheu-a entusiasmado. Em 1653 faleceu o Príncipe Teodósio, com 18 anos, seu filho e herdeiro do trono e, três anos depois, o próprio Dom João IV, que deixou nomeada sua mulher tutora e curadora de seus filhos, e Regente durante a menoridade de Dom Afonso, que lhe sucederia, e era doente. Mas a regência não foi fácil de vido às dissensões dos partidos rivais da Corte, tendo Dona Luísa acabado por nomear uma Junta de Conselheiros (Junta Nocturna, porque se reunia à noite na Secretaria de Estado), além do Conselho de Estado. Portugal de Espanha ainda se encontravam em guerra e a Rainha firmou com a França um tratado defensivo, duarnte o qual Portugal obteve importantes vitórias nas Batalhas das Linhas de Elvas e de Montes Claros. Em 1662, uma revolução palaciana levou Dom Afonso, que já contava 18 anos, a ocupar o trono (Dom Afonso VI). Sua mãe retirou-se, depois de residir no Paço mais um ano, para o Convento das Carmelitas Descalças, no Grilo, Xabregas, acompanhada por duas damas da câmara e algumas criadas. Aí faleceu três anos mais tarde, deixando expresso que queria ser sepultada no Convento de Corpus Christi, enquanto não terminasse a construção da igreja do convento do Grilo. A isso deu cumprimento seu neto, Dom João V, em 1713. Mas, em 1889, o seus restos mortais foram transladados para o Panteão Real da Igreja de São Vicente. Fundou, em Lisboa, o Colégio dos Irlandeses, o Convento de Corpus Christi, o das Carmelitas Descalças e o Mosteiro do Grilo. Teve sete filhos: Dom Teodósio, Dona Ana, Dona Joana, Dona Catarina (mais tarde Rainha de Inglaterra), Dom Manuel, Doma Afonso (depois Rei), e Dom Pedro (também Rei, após a deposição de seu irmão Afonso).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia do Lumiar); Loures (Freguesia de Camarate); Sintra (Freguesias de Casal de Cambra e Belas); Sintra (Freguesia de Alverca do Ribatejo).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 317 e 318).

 

Dona Catarina de BragançaCATARINA DE BRAGANÇA, Rainha de Inglaterra, nasceu em Vila Viçosa, a 25-11-1638, e faleceu em Lisboa, a 31-12-1705. Filha de Dom João IV  e de Dona Luísa de Gusmão, casou-se, em 21-05-1662, com Carlos II, constituindo este casamento um verdadeiro triunfo diplomático para Portugal e a nova dinastia de Bragança, que havia chegado ao trono em 1640 e entrou, por este casamento, no conjunto das casas reais aceites pela Europa.

Para a sua concretização foi assinado um contrato prévio que cedeu  à Inglaterra Tânger e Bombaim e a autorização de comunicações directas com o ultramar português.

Dona Catarina, olhada com suspeição por ser católica fiel às suas convicções religiosas e à prática da sua fé, que sempre defendeu com grande dignidade, soube integrar-se na vida inglesa, onde introduziu o uso do chá e terá obtido a conversão do soberano. A sua memória permaneceu na tradição inglesa.

Natural da China, o chá foi introduzido na Europa pelos portugueses no século XVI. Assim, este foi um hábito que Dona Catarina levou de casa e que continuou a seguir em Inglaterra, organizando reuniões de senhoras a meio da tarde na qual se bebericava a famosa e reconfortante bebida.

O hábito de beber chá já existiria, num período em que a Companhia das Índias Orientais o estava a vender abaixo do preço comercializado pelos Holandeses e o anunciava como uma panaceia para a apoplexia, epilepsia, catarro, cólica, tuberculose, tonturas, pedra, letargia, enxaquecas e vertigem – um verdadeiro cura tudo e mais alguma coisa -, mas foi Dona Catarina de Bragança que o transformou na “instituição” que os ingleses hoje conhecem por “Chá das Cinco”, o tão famoso quanto imprescindível “five o’clock tea“.

Viúva de Carlos II, em 1685, regressou a Portugal em 1693. Foi Regente de 1704 a 1705.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Bragança; Lisboa (Freguesia de Arroios, Edital de 23-03-1954 – Paço da Rainha); Óbidos (Freguesia da Amoreira); Vila Viçosa.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 144).

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