“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Pedro Reinel e Jorge Reinel, Pai e Filho, uma família de Cartógrafos na Toponímia de Cascais.

 

Linda-a-Velha 140PEDRO REINEL, Cartógrafo, natural de Lisboa (Séculos XV-XVI). Foi Mestre de Cartas e Agulhas de Marear nos reinados de Dom João II, Dom Manuel I e Dom João III e pai do Cartógrafo Jorge Reinel. É o primeiro dos Cartógrafos portugueses com obras identificadas e assinadas. O seu primeiro trabalho cartográfico data de cerca de 1485. Ainda vivia em 1542. Conhecem-se seis cartas da sua autoria, além de outra que lhe é atribuída, Carta Atlântica até ao limite dos descobrimentos de Diogo Cão (cerca de 1485, Carta Atlântica com um meridiano graduado (cerca de 1500), autoria duvidosa, Carta Atlântica com uma oblíqua de latitudes para a Terra Nova (cerca de 1504), carta do Oceano Índico (cerca de 1522), carta do hemisfério austral em projecção polar (cerca de 1522) e Carta Atlântica (1535).

Foi Pedro Reinel quem designou na esfera e na Carta a posição das Ilhas Molucas, problema geográfico que depois foi objecto de tão longas discussões diplomáticas. Foi na intervenção dos Reineis, pai e filho, que a Espanha encontrou o melhor fundamento, ou pelo menos o ponto de partida para sustentar as suas pretensões à posse daquelas Ilhas. D. João III concedeu-lhe também, em 1528, como a seu filho, uma tença anual de quinze mil reais.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Cascais (*); Oeiras (Freguesia de Linda-a-Velha *).

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 24, Pág. 880)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 442).

 

Cascais 1435JORGE REINEL, Cartógrafo, natural de Lisboa (Séculos XV-XVI). Era filho de Pedro Reinel. Cartógrafo português de grande nomeada. Em 1519 encontrava-se homiziado em Espanha, onde seu pai o foi buscar, os dois concluíram nesse ano o Globo e o Planisfério que serviu a Fernão de Magalhães para o estudo da sua viagem de Circum-Navegação. Segundo diz o Dr. Armando Cortesão, na sua notável obra intitulada Cartografia e Cartógrafos Portugueses dos Séculos XV e XVI, teve de concluir os trabalhos que aquele tinha entre mãos.

A localização das ilhas Molucas, por eles feita, serviu de base às pretensões de Espanha sobre aquele arquipélago do Estremo Oriente. Tendo regressado a Portugal, foi longos anos Mestre de Cartas e Agulhas de Marear. Ainda vivia em 1572.

Na Biblioteca de Wolfenbüttel existe uma carta do Oceano Índico (1510) da sua autoria, e em Florença uma carta atlântica, de 1540. No Arquivo de Munique havia também um planisfério de 1519, desaparecido durante a Segunda Grande Guerra.. Em 1528 foi-lhe dada uma tença anual de dez mil reais.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Cascais (*); Porto.

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 24, Pág. 879)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 442).

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