“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Uma família na Toponímia de Setúbal: Celestino Rosado Pinto, Eduardo Rosado Pinto e Maria Adelaide Rosado Pinto; isto é: Pai, Filho e Filha, na Toponímia de Setúbal.

 

Rosado PintoCELESTINO Germiniano Lima ROSADO PINTO, Músico, natural de Setúbal, nasceu a 17-12-1872 e faleceu a 09-01-1963. Iniciou os seus estudos musicais com José Luciano de Carvalho e depois continuou com o compositor setubalense António do Nascimento. Foi considerado, no campo das artes, um dos setubalenses mais completos. Pianista, organista, violoncelista, compositor e instrumentista, desde muito cedo se evidenciou na música. Tinha apenas 11 anos de idade quando as suas qualidades artistíticas se começaram a revelar, sobretudo na área da composição. Foi regente do Grupo Strauss e fez parte do Grupo Dramático Rangel de Lima (1894); pertenceu ao grupo de organizadores da Academia Sinfónica de Setúbal (1914), da qual foi regente musical juntamente com o maestro Lambertini. Celestino Rosado Pinto era pai do Médico Eduardo Rosado Pinto e da Musicóloga Maria Adelaide Rosado Pinto.

Fonte: “Site da Câmara Municipal de Setúbal”

EDUARDO ROSADO PINTO, Médico, nasceu em Setúbal, em 1915, e faleceu em Lisboa, em 1984. Era filho de Celestino Germiniano Lima Rosado Pinto, Musicólogo Setubalense distinto e irmão de Maria Adelaide Rosado Pinto, Musicóloga e Professora. Talvez, por isso, fez, para além do Curso de Medicina, o Curso Complementar do Conservatório.

Em 1941 iniciou o Internato Geral dos Hospitais Civis de Lisboa, para passar depois em 1943, a trabalhar no Serviço 5, de Cirurgia Pediátrica, do Hospital D. Estefânia.

A partir de 1950, passou também a dar a sua colaboração ao Hospital de S. João de Deus, em Montemor-o-Novo, onde trabalhou graciosamente mais de 33 anos, num verdadeiro sacerdócio.

Em 1953 é-lhe atribuída a categoria de Assistente de Cirurgia Pediátrica e passa a Director do Serviço 5, a partir de Novembro de 1959, sucedendo a Abel da Cunha. Até à sua morte, prematura, em 1984, foi ainda Director do Hospital D. Estefânia durante 16 anos. A ele se ficou a dever a criação do Serviço de Ortopedia do Hospital, que ostenta hoje o nome da Rainha Isabel II de Inglaterra.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Setúbal.

Fonte: “O Hospital  de Dona Estefânia e a História da Cirurgia Pediátrica em Portugal”, (Acta Pediátrica Portuguesa, 2005, nº 2/3, Volume 36, Pág. 165 a 169, , por António Gentil Martins)

Setúbal 1858MARIA ADELAIDE Miguéns ROSADO PINTO, Professora e Musicóloga, natural de Setúbal, nasceu a 30-06-1913 e faleceu a 22-09-1997. Era filha de Celestino Germiniano Lima Rosado Pinto, e irmão de Eduardo Rosado Pinto. Iniciou os seus estudos musicais com a Professora Alice Salgado Barreto. Aos 18 anos de idade concluiu o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional de Lisboa, onde obteve a calssificação de 19 valores. Fez o Curso de Especialização de Piano com o Mestre Professor Campos Coelho, nos ano de 1943 a 1947, tendo, igualmente, recebido lições de Helene Zumstagde, em Basileia (Suíça), nos anos de 1968, 1969 e 1975.

Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, a partir de 1958, tendo por isso visitado e estudado em diversas Escolas de Música, Academias, Institutos e Conservatórias na Suíça, assim como noutros países, onde ganhou imensos conhecimentos, com a intenção de organizar a Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi de Setúbal, tendo sido co-fundadora em 1960, tendo leccionado e dirigido esta, até 1988.

Foi, igualmente, Professora de Educação Musical na Escola Preparatória Luísa Todi.

Fez grande parte da sua vida de concertista no estrangeiro. Foi Professora de Educação Musical. Em 1961 foi uma das fundadoras do Coral Luísa Todi. Participou am vários congressos e seminários um pouco por todo o Mundo na qualidade de membro da International Society for Music Education. Maria Adelaide Rosado Pinto pertenceu à comissão fundadora da delegação de Setúbal da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM), em 1970, bem como da Associação Portuguesa de Educação Musical e do Conservatório Regional de Setúbal, em 1987, onde leccionou até 1997, data da sua morte.

Maria Adelaide Rosado Pinto, escreveu várias obras inafantis do teatro musicado, destacando-se as seguintes: Sorrisos da Primavera; Aniversário Real; Mercado de Aldeia; A Gruta Encantada; e o Príncipe Enamorado.

Publicou os livros: Natal, Natal; Marés Vivas; Evocando Poetas e Compositores Setubalenses; e Toadas e Cantares de Setúbal e sua Região, onde gravou para a eternidade as vozes dos homens do mar, suas toadas, danças e cantilenas do seu dia a dia, mais ou menos vivos, agitados pelas águas do Rio Sado.

Era sócia honorária da Associação do Património Cultural e Natural da Região de Setúbal. Em 1987, a Câmara Municipal de Setúbal condecorou-a com a Medalha de Ouro de Mérito Cultural da Cidade de Setúbal.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Setúbal.

Fonte: “Site da Câmara Municipal de Setúbal”

Fonte: “Setubalenses de Mérito”, (de João Francisco Envia, Edição de Autor, 2003, Pág. 351 e 352)

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