“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Manuel Envia e João Francisco Envia, Pai e Filho na Toponímia de Setúbal.

 

setubal-1871MANUEL José ENVIA, Jornalista, natural de Setúbal, nasceu a 11-03-1871 e faleceu a 26-04-1963. Em 1883, ano em que faleceu sua mãe, com 12 anos de idade, fez o 1º Exame de Gramática, com distinção. Em 1912, fez o Exame de Instrução Primária Complementar, também com distinção. Fez 2 anos de Comércio com boas classificações, faltando-lhe o terceiro ano, por se ter dedicado a autor teatral, cujas peças ele mesmo ensaiava.

Funcionário Público no Liceu, na Comissão de Iniciativa de Setúbal e na Câmara Municipal, no total de 26 anos de serviço.

Aos 15 anos escreveu o seu primeiro artigo literário no jornal Semana Setubalense, secção de estreias, de que eram Redactores o Poeta Paulino de Oliveira e o Escritor Leonardo Duarte Júnior, depois, pai do Dr. Leão Duarte, Advogado.

Foi, durante 15 anos, 1930 a 1945, Proprietário, Editor, Director e Redactor Principal do semanário O Sado, que terminou em Novembro de 1945, pela venda do respectivo alvará a Luís Faria Trindade.

Durante setenta e oito anos exerceu a actividade Jornalística, de Publicista e de Escritor Teatral, tendo sempre em vista os interesses da região sadina e a elevação do seu nível cultural.

Teve imensa colaboração na imprensa de Setúbal e em outros órgãos regionais do País, especialmente no Diário do Alentejo, como cronista de usos e costumes, e crítico citadino.

Foi autor da novela Uma Festa na Escudeira, que se publicou em 1917, e cuja edição se esgotou. Igualmente escreveu Coisas de Sstúbal, obra de 360 páginas, ilustrada com retratos de setubalenses ilustres e respectivas biografias, as quais tiveram boas referências na Imprensa local e de Lisboa.

Além  do já mencionado, fez publicar ainda os seguintes trabalhos: Gazetilha; Versos; Contos e Novelas e várias peças teatrais, tais como: Cenas e Quadras, em 1908, com 62 repressentações, no Grande Salão Recreio do Povo; O Cisne da Comporta, em 1909, com 2 meses no palco; No Reino do Pagode, no Casino Setubalense, com 15 representações, no ano de 1912; Por Becos e Travessas, em 1912, no Teatro Luísa Todi, 2 meses em cena; As Musas do Nicolau; e Não Tem Espinhas, esta no Grande Salão Recreio do Povo; Madrugada de Amor, opereta em 1 acto, em 1917, no Casino Setubalense; Traulitadas, em 1918, no Casino Setubalense; Tem Que Ser Assim, em 1918, também no Casino; A Princesa Aurora, opereta em 2 actos, em 1919, igualmente no Casino; Vivas Sem Sal, em 1922, no Teatro Isabel Costa; e Diga-me Dessas, em 1935, na Sociedade Musical Capricho Setubalense.

Estas peças totalizaram, no seu conjunto, mais de 200 representações, sempre aplaudidas por um público numeorso e por vezes compacto. Foi uma época brilhante do amadorismo teatral em Setúbal, movimentando grande número de amadores, figurantes, coristas, cenógrafos e músicos locais, tendo a cultura artística setubalense tomado grande incremento entre 1908 e 1935.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Setúbal.

Fonte: “Setubalenses de Mérito”, (de João Francisco Envia, Edição de Autor, 2003, Pág. 325, 326, 327, 328, 329 e 330)

 

joao-francisco-enviaJOÃO FRANCISCO ENVIA, Comerciante, natural da Freguesia de Nossa Senhora da Anuncada (Setúbal), nasceu a 10-07-1919 e faleceu a 28-02-2010. Era filho de Manuel Envia. Uma das maiores personalidades da cidade de Setúbal e grande defensor da cidade, da sua cultura e do seu Vitória, deixou uma vasta obra publicada.

Foi aluno da Escola Industrial e Comercial de Gil Vicente. Iniciou a sua actividade comercial com 11 anos de idade na antiga Papelaria Campos e em 1948 fundou o seu próprio negócio com a abertura da Papelaria Rubi, na rua Arronches Junqueiro, que esteve aberta até há pouco tempo.

Em 1941, foi expedicionário a Cabo Verde e fez parte do 1º Batalhão Expedicionário do Regimento de Infantaria nº 11, regressando em fins de 1943.

Fez parte dos corpos gerentes do Vitória Futebol Clube e era dirigente na época em que este clube, a sua grande paixão, conquistou a 1.ª Taça de Portugal. Fundou a sua Secção de Pesca Desportiva e dirigiu-a durante vários anos. Foi presidente do Conselho Fiscal da Associação Regional do Centro de Pesca Desportiva, sediada em Lisboa, director em várias direcções da Associação de Socorros Mútuos Setubalense, Director do Clube Naval Setubalense e tesoureiro da LASA.

Colaborou com a imprensa regional desde 1959, entre os quais o jornal “O Setubalense”, onde ainda assinava várias crónicas bastante elogiadas por todos os que apreciavam o seu estilo e obra. Deixa uma dezena de livros publicados, com destaque para “Setúbal, a Princesa do Sado” e “Setubalenses de Mérito”. A sua última obra foi “Elmano Sadino – O Poeta Amoroso”.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Setúbal.

Fonte: “Jornal O Setubalense de 01-03-2010”

Fonte: “Setubalenses de Mérito”, (de João Francisco Envia, Edição de Autor, Edição de 2003)

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