“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

A família Duarte Pedroso, na Toponímia de Algés, Pai e três Filhos, plasmados na Toponímia de Algés.

 

alges-087António Duarte Pedroso, natural de Lisboa, nasceu a 19-06-1834 e faleceu a 03-10-1904. Oficial da Marinha de Guerra. Era filho de Francisco Pedroso e de Joana Justiniana. Era pai de Eduardo Augusto Pedroso, Francisco Duarte Pedroso e Vítor Duarte Pedroso.

Assentou praça como Aspirante de Marinha em 30-09-1847, sendo promovido à 2ª Classe, em 27-07-1850; à 1ª Classe, em 20-05-1851; a Guarda-Marinha, em 06-10-1853; a 2º Tenente, em 18-09-1856; a 1º Tenente, em 17-07-1866; a Capitão-Tenente, em 01-12-1875; a Capitão-de-Fragata, em 12-07-1881; a Capitão-de-Mar-e-Guerra, me 19-04-1888; a Contra-Almirante, em 17-02-1895 e a Vice-Almirante, em 07-02-1901. Em 25-07-1904 passou ao quadro auxiliar por ter atingido o limite de idade.

Exerceu as seguintes comissões em terra: Promotor e Presidente dos Conselhos de Guerra; Chefe de Repartição Fiscal da Fazenda de Marinha; Presidente da Comissão de Administração de Marinha; Director dos Serviços Fabris e Inspector do Arsenal de Marinha; Chefe do Departamento Marítimo do Centro; Vogal do Conselho Superior de Justiça Militar; Maior-General da Armada; membro do Conselho Superior de Marinha; Vogal da Comissão encarregada de propôr as alterações na ordenação da Armada, e da Comissão encarregada de emitir e dar parecer sobre o relatório da Comissão Inglesa que examinou as alterações no Regulamento para prevenir abalroamentos no mar, indicados na Conferência Internacional Marítima de Washington; Vogal da Comissão encarregada de dar parecer sobre a utilidade prática de regulamentar as Vozes de Comando das fainas a bordo, como indicava o projecto elaborado pelo Capitão-Tenente António de Oliveira Andrea; Vogal da Comissão encarregada de formular umas instruções para o Arsenal de Marinha; Vogal da Comissão para estudar e indicar as instalações necessárias a fazer no local escolhido para as construções e reparações de uma esquadra. Foi, também, Presidente da Comissão encarregada de examinar e dar parecer sobre a corveta Rainha de Portugal, as canhoneiras Tejo, Cuanza e Douro e o transporte Pêro de Alenquer.

As suas comissões no mar foram: as viagens a Inglaterra e a Barcelona, no couraçado Vasco da Gama; viagem a Filadélfia no transporte Índia, à Ilha de São Miguel, no transporte África e a Macau, conduzindo tropas.

Serviu como Oficial nos seguintes navios de guerra: fragata D. Fernando; corvetas Duque da Terceira, Porto e D. João I; nau Vasco da Gama; vapores Conde do Tojal, e Infante D. Luís; brigue Vila Flor; vapor Mindelo; corveta Sagres e transporte Índia, e Comandou os vasos de guerra: canhoneira Rio Minho; escunas Barão de Lazarim e Vénus; transporte Lince; iates Conde de Penha Firme e César; transportes Índia e África; couraçado Vasco da Gama e a Divisão de Reserva.

Foi louvado pelo cuidado e dedicação na Comissão de conduzir, na fragata D. Fernando, à Ilha da Madeira, a Infanta D. Amélia e a Princesa sua filha, em Agosto de 1852, esforçando-se por lhes tornar a viagem o menos penosa possível, procurando com solicitude e por todos os meios ao seu alcance desempenhar o serviço de navegação pelo modo mais suave para as augustas senhoras; pela maneira como desempenhou os seus deveres militares, distinguindo-se no combate contra os piratas que infestavam os mares próximos de Macau, apresando na flotilha do comando do 1º Tenente Scarnichia, dez embarcações, destruindo seis e queimando duas povoações, onde os referidos piratas se acoitavam; pelos serviços prestados à corveta francesa Prinvogt, quando do seu encalhe em Simon’s Bay, etc. Foi louvado também em Portaria, pelas ordens dadas para aprestar seis navios de Marinha de Guerra Nacional, que foram confiadas em devido tempo, marcando este facto uma extraordinária demonstração de zelo e actividade.

Foram importantes as campanhas a que se refere a Portaria acima citada. Tanto no ataque e apresamento das forças navais do pirata Apack, no rio Iang-Quinag, como no combate em 1855, António Duarte Pedroso patenteou o seu valor e a sua elevada competência técnica. Nos mares de Moçambique prestou da mesma forma assinalados serviços, especialmente em 1865 quando no vapor Zambeze se dirigiu a Porto Velhaco (Distrito de Moçambique), onde com limitada guarnição daquele barco fez queimar dois pangaios que ali se achavam prontos a receber escravos, serviço este em que, como cita o respectico louvor «se conduziu com o maior acerto e descrição, repelindo com valentia uma multidão de negreiros que se lhe apresentaram a defender com denodo e coragem os ditos pangaios.

António Duarte Pedroso possuía a Carta de Conselho; foi Ajudante-de-Campo Honorário de D. Luís e de D. Carlos; era Cavaleiro, Oficial, Comendador, Grande Oficial e Grã-Cruz da Ordem Militar de São Bento de Avis; Cavaleiro e Oficial da Ordem da Torre e Espada; Comendador da Ordem de Cristo e possuía ainda as Medalhas de Ouro e de Prata de Serviços no Ultramar; a Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar; a Medalha de Prata de Valor Militar; a Medalha de Prata de Bons Serviços e de Comportamento Exemplar.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Oeiras (Freguesia de Algés, Largo Almirante Pedroso).

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 20, Pág. 839 e 840

alges-0027EDUARDO AUGUSTO PEDROSO (RUA). Lavrador e Benemérito da Freguesia de Algés. Era filho de António Duarte Pedroso e de Isabel Corrêa e irmão de Francisco Duarte Pedroso e de Victor Duarte Pedroso.

O pouco que se sabe desta família leva-nos a concluir tratar-se de uma família importante na zona de Algés, onde, quase todos fazem parte da Toponímia  na Freguesia de Algés.

 

 

alges-047FRANCISCO DUARTE PEDROSO – (RUA) . Médico Cirurgião. Era filho de António Duarte Pedroso e de Isabel Corrêa e irmão de Eduardo Augusto Pedroso e Victor Duarte Pedroso.

O pouco que se sabe desta família leva-nos a concluir tratar-se de uma família importante na zona de Algés, onde, quase todos fazem parte da Toponímia da Freguesia de Algés.

 

 

alges-111VÍCTOR DUARTE PEDROSO – (RUA) – Era filho de António Duarte Pedroso e de Isabel Corrêa e irmão de Eduardo Augusto Pedroso e Francisco Duarte Pedroso.

O pouco que se sabe desta família leva-nos a concluir tratar-se de uma família importante na zona de Algés, onde, quase todos fazem parte da Toponímia da Freguesia de Algés.

 

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