“Marido e Mulher”, na Toponímia do mesmo Município.

Lobão Vital e Virgínia Moura, dois democratas, lutadores pela liberdade, Marido e Mulher, na Toponími do Município do Porto.

 

lobao-vitalAntónio LOBÃO VITAL, Arquitecto e Político, nasceu em Aguiar da Beira, a 01-09-1911, e faleceu no Porto, a 13-06-1978. Formado em Arquitectura pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto, distinguiu-se na política. Militante do Partido Comunista Português (era casado com Virgínia Moura), foi detido 16 vezes pela PIDE, a primeira das quais em 03 de Fevereiro de 1935. Sofreu um total de seis anos de cadeia.

A perseguição política de que foi alvo começou em 1930 quando participou em greves estudantis. Foi obrigado a fazer o Liceu como aluno externo, tinha sido expulso dos estabelecimentos escolares por ter fundado a revista Outro Ritmo. Aos 19 anos era já dirigente do MUNAF. Participou activamente nas candidaturas presidenciais de Norton de Matos, Ruy Luís Gomes, Arlindo Vicente e Humberto Delgado.

Foi um dos impulsionadores do Congresso da Oposição Democrática de Aveiro. Colaborou em diversos jornais antifascistas e foi dirigente sindical.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Moita (Freguesia do Vale da Amoreira); Porto.

Fonte: “Jornal Expresso”

Fonte: “Jornal Avante”

 VIRGÍNIA de Faria MOURA. Engenheira Civil, lutadora antifascista, defensora dos direitos das mulheres. Nasceu em São Martinho do Conde (Guimarães), a 19-07-1915, e faleceu no Porto, a 20-04-1998. Filha de uma Professora Primária e de um Oficial do Exército. Foi casada com o Arquitecto Lobão Vital.

Foi a primeira mulher a licenciar-se em Engenharia na Universidade do Porto, e depois de ter cursado Matemáticas.

Com o pseudónimo de Maria Selma colaborou nos jornais O Diabo, Pensamento, Ecos do Sul, etc. Fez parte de um grupo de jovens intelectuais que lançou a revista Sol Nascente. Filiada no PCP desde 1933, virá a pertencer ao comité central deste partido em 1957. Integrada na Associação Feminina Portuguesa para a Paz (1936), desenvolveu importante actividade de apoio aos refugiados da guerra civil em espanha. Participou no MUNAF e foi representante da comissão distrital do Porto do movimento e da condição feminina no MUD. Em 1949 fez parte da comissão distrital do Porto do movimento de candidatura do general Norton de Matos à Presidência da República. Pertenceu à comissão central do Movimento Nacional Democrático que apresentou a candidatura do professor Ruy Luís Gomes à Presidência da República em 1951. Como activista daquele movimento unitário desenvolveu uma intensa actividade política, vindo a ser presa cerca de uma dezena de vezes, na década de 50 e impedida de exercer qualquer ocupação focial. Em 1954, na sequência de manifestações independentistas dos indianos sob dominação portuguesa, Virgínia Moura e outros activistas do MND serão acusados de traição, presos e julgados por se terem oposto à política colonial de Salazar e terem apontado uma solução política para o problema que previa a possibiliadde da independência. Apoiante de Humberto Delgado à Presidência da República integra a partir de 1958 as Juntas Patrióticas. Participa no II Congresso Republicano de 1968 e preside à sessão de encerramento do III Congresso da Oposição Democrática, em 1972. Desde 1969 é uma impulsionadora do Movimento Democrático das Mulheres e nesse ano foi mandatária distrital da comissão Democrática do Porto e candidata às eleições para a NA. Após o 25 de Abril de 1974 foi Deputada à Assembleia da República e membro da Assembleia Municipal do Porto.

Foi agraciada com a Ordem da Liberdade (1981), Medalha de Mérito so MDM (1983) e Medalha de Mérito da Câmara Muncipal do Porto (1995).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada; Amadora; Gondomar (Freguesia de Rio Tinto); Guimarães (Cidade de Guimarães e Freguesia de Conde); Porto; Póvoa de Varzim; Seixal (Freguesia de Aldeia de Paio Pires); Vila Franca de Xira (Freguesia de Vialonga).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 242 e 243).

Fonte: “Candidatos da Oposição à Assembleia~Nacional do Estado Novo (1945-1973). Um Dicionário”, (de Mário Matos e Lemos, Luís Reis Torgal, Coordenador, Colecção Parlamento, Edição da Assembleia da República, 1ª Edição, Lisboa, Outubro de 2009, Pág. 211 e 212).

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