“Marido e Mulher”, na Toponímia do mesmo Município.

 

Laura Alves e Vasco Morgado, Mulher e Marido, na Toponímia dos Municípios de: Almada; Amadora e Cascais.

 

laura-alvesLAURA ALVES Magno Veiga Morgado, Actriz e Cantora, natural de Lisboa, nasceu a 08-09-1927 e faleceu a 06-05-1986. Actriz e Cantora, foi uma  das vedetas mais aclamadas pelo público português. Cursou na Escola Industrial Machado de Castro e frequentou o curso de Dança no Conservatório Nacional.

Estreou-se em 1935, interpretando ao lado de Alves da Cunha As Duas Garotas de Paris, e no Teatro Nacional a pela infantil A História da Carochinha, com música de Filipe Duarte. Frequentou em seguida o Conservatório Nacional e rapidamente ascendeu ao primeiro plano com a sua intervenção nas operetas Lisboa 1900 (música de Raul Portela e Fernando de Carvalho, 1941) e O Zé do Telhado (música de Jaime Mendes, 1944), contracenando naquela com o Barítono Alberto Reis e nesta com Estevão Amarante. Entre ambas participou em duas revistas, O Senhor da Pedra e Margarida Vai à Fonte, na primeira das quais fez, com bom sentido de humor, uma imitação de Beatriz Costa, de quem foi a sua sucessora como «vedeta» do género e, posteriormente, entre várias outras;  A Patuscada 81945); Tá bem ou não Tá? (1947) e Enquanto Houver Santo António (1950)

Na inauguração do Teatro Monumental, em 1951, foi, ao lado do Tenor Tomás Alcaide, a protagonista da opereta de Óscar Straus As Três Valsas; nessa sala de espectáculos encabeçou o elenco de várias revistas, entre 1952 e 1957: Lisboa Nova; Viva o Luxo; Mulheres há Muitas; Melodias de Lisboa; Música, Mulheres e…; e das comédias musicais Boa Noite, Bettina, de Giannini e Garinei, e Margarida da Rua (Irmã la douce, de Alexandre Beffort e Margarite Monnot; , versos traduzidos por David Mourão-Ferreira), ambas de 1960. A partir desse ano, dedicou-se exclusivamente ao teatro declamado, onde havia conseguido grandes êxitos (A Sereia do Mar e da Terra, de A. Casona, 1952); A Rainha do Ferro-Velho, de G. Kanin, 1958; Gata em Telhado de Zinco, de Tennesse Williams, 1959); posteriormente, são de recordar as suas interpretações em Meu Amor é Traiçoeiro, (de Vasco de Mendonça Alves, 1962); a Mulher de Roupão, (de Tennesse Williams, 1966); A Promessa, (de Bernardo Santareno, 1967).

O Cinema utilizou-a em comédias de grande popularidade, como: O Pai Tirano, (1941); O Pátio das Cantigas, (1942); O Leão da Estrela, (1947), e Sonhar É Fácil, (1951).

Casou, em 1948, com Vasco Morgado, Empresário do Teatro Monumental e de vários outros Teatros de Lisboa e Porto, de quem se divorciou em 1967, casando-se doze anos depois com o Maestro e Compositor  Frederico Valério.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Cidade de Almada e Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora; Beja; Caldas da Rainha; Cascais (Freguesias da Parede e São Domingos de Rana); Lisboa; Loures (Freguesias de Prior Velho e Santo Antão do Tojal),Odivelas (Freguesias de Famões, Odivelas e Pontinha); Palmela; Seixal (Freguesia de Fernão Ferro); Sesimbra (Sesimbra e Freguesia da Quinta do Conde); Setúbal; Sintra (Freguesias de Algueirão-Mem Martins e Queluz); Vila Franca de Xira (Freguesias de Póvoa de Santa Iria, Vialonga e Vila Franca de Xira).

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 36)

Fonte: “Dicionário do Cinema Português 1895-1961” (de Jorge Leitão Ramos, Editorial Caminho, 1ª Edição, Outubro de 2012, Pág. 28, 29 e 30)

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 38).

vasco-morgadoVASCO Manuel Veiga MORGADO, Empresário e Actor, nasceu na Charneca de Caparica (Almada), a 19-05-1924, e faleceu em Lisboa, a 22-11-1978. Era filho de Cândido da Anunciação Ribeiro Morgado e de Maria Manuela de Araújo Veiga Morgado. Foi casado com a Actriz Laura Alves.

Tinha o Curso Industrial e frequentou o Conservatório Nacionald e Lisboa, não tendo chegado a concluir o Curso de Teatro.

Tornou-se Empresáerio Teatral, tendo chegado a possuir cinco teatros em Lisboa e um no Porto, o que fazia dele o mais importante empresário do mundo do teatro durante os últimos anos do Estado Novo.

O Teatro Monumental, ao Saldanha, em Lisboa, era o símbolo deste pequeno império, que representava em 1967 cerca de 80% da produção teatral nacional e que vivia essencialmente do então muito popular teatro de revista.

Dentro da ordem Corporativa deo regime, Vasco Morgado foi Secretário do Grémio dos Espectáculos, Vice-Presidente da mesma organização e Procurador à Câmara Corporativa nas X e XI Legislaturas. Entrou para a Câmara Corporativa em Abril de 1970, substituindo Artur Campos Figueira de Gouveia, falecido a 14 de Fevereiro de 1970 (acórdão da Comissão de Verificação de Poderes nº 6/X, de 09 de Abril de 1970), passando então a integrar a 1ª Subsecção (Teatro, Música e Dança) da IX Secção (Espectáculos). Representava as entidades patronais, como membro da Secção de Teatro, Música e Dança da Corporação dos Espectáculos.

A sua acção na Câmara Corporativa resume-se à subscrição de um parecer, o parecer nº 14/X, relatico à proposta de lei nº 6/X (protecção do cinema nacional), de 21 de Abril de 1970. No entando, a sua passagem pela Câmara Corporativa revelou-se bastante útil para o conhecido empresário, que, beneficiando do seu cargo político, ultrapassou certos dissabores como o mandato de prisão ordenado pelo Juiz do Tribunal da Trabalho por ter sido julgado e condenado nalguns processos de transgressão em que era participante a Caixa de Previdência dos Profissionais de Espectáculos. O Juiz chegou a pedir autorização ao Presidente da Câmara Corporativa para o prender, mas Supico Pinto não autorizou, tendo respondido: «Dada a natureza da obrigação, entendo que não devo aceder ao solicitado».

Iniciou a sua carreira artística, como figurante, no filme »O Pai Tirano« (1941), de António Lopes Ribeiro. Participou posteriormente em »Ladrão, Precisa-se« (1946), »Heróis do Mar« (1949) e »Parque das Ilusões« (1963). Em 1945, fundou, juntamente com o cineasta Constantino Esteves, uma empresa cinematográfica que produziu alguns dos filmes em que participou como Actor.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica), Amadora, Cascais (Freguesia da Parede), Oeiras (Freguesia de Linda-a-Velha).

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1935-1974, (Volume II de M-Z), Direcção de Manuel Braga da Cruz e António Costa Pinto, Colecção Parlamento, Pág., 185 e 186).

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