“Marido e Mulher”, na Toponímia do mesmo Município.

 

Maria Lalande e Ribeirinho, Mulher e Marico, na Toponímia dos Municípios de: Amadora; Almada, Cascais e Lisboa.

 

maria-lalandeMARIA Adelaide da Silva LALANDE, Actriz, nasceu na Freguesia de Salgueiro do Campo (Castelo Branco), a 07-11-1913, e faleceu em Lisboa, a 21-03-1968. Era filha de José Inocêncio Lalande e de Virgínia Carma da Silva. Foi casada com o Actor e Enecenador Ribeirinho.

Nobilíssima figura da cena portuguesa, foi aluna distintíssima do Conservatório onde frequentou os cursos de Teatro e Dança. Estreou-se no Teatro da Trindade, mas foi no Teatro Nacional que começou a ser actriz. O seu primeiro grande papel surgiu no desempenho da adolescente, tuberculizada e mártir, de Gerard Hauptmann, o maior poeta dramático da Germânia da última metade do século XIX. As personagens da sua galeria de criações dramáticas revelam o seu instinto de tragédia, embora também tenha interpretado a comédia, o Teatro Gil Vicente e o teatro infantil “História da Carochinha”, de Eduardo Schwalbach, “São João Subiu ao Trono”, de Carlos Amaro. Das melhores peças nacionais e estrangeiras figuram admiráveis interpretações de obras de Ibsen, “Casa de Bonecas”, de Alexandre Dumas, “Dama das Camélias”, de B Shaw, “Pigmalião”, de Eugénio O’Neil, “Electra e os Fantasmas”, de Marcel Pagnol, “Fanny”, de Alfredo Cortês, “Tá-Mar”, de Ramada Curto, “Po Caso do Dia”, de Tennesse Williams, “Fumos de Verão”, de Romeu Correia, “Jangada”, de Bernardo Santareno, “António Marinheiro”, e de Costa Ferreira, “Rua”.

Recebeu o Prémio Lucília Simões atribuído pelo SNI. Teve grandes desempenhos nos filmes Rosa do Adro, Lisboa e Fátima Terra de Fé. Maria Lalande é a mais alta expressão de tragédia dos palcos portugueses.

Participou, entre outros, nos seguintes filmes: Lisboa (de José Leitão de Barros, Documentário, 1930); Campinos do Ribatejo, (de António Lopes Ribeiro, 1932); A Rosa do Adro, (de Chianca de Garcia, 1938); Fátima, Terra de Fé, (de Jorge Brum do Canto, 1943); Não Há Rapazes Maus, (de Jorge García Maroto e João Mendes, 1948).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada; Barreiro (Freguesia do Lavradio); Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana); Castelo Branco; Lisboa (Freguesia de Benfica, Edital de 31-01-1978); Montijo; Seixal (Freguesia de Fernão Ferro) e de Sesimbra.

Fonte: “O Grande Livro dos Portugueses”, (Círculo de Leitores, 1990)

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres, de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 660”.

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 14, Pág. 583).

 

ribeirinhoFrancisco Carlos Lopes Ribeiro (Ribeirinho), Actor e Encenador, natural de Lisboa, nasceu a 21-09-19111 e faleceu a 07-02-1984. Era filho de Manuel Henrique Correia da Silva Ribeiro e de Ester Nazareth Lopes. Foi casado com a Actriz Maria Lalande.

Teve aos olhos do público uma vida dupla. A sua faceta mais conhecida foi a de cómico, celebrada no cinema numa catadupa de filmes que fizeram as delícias do povo como “O Pai Tirano” e “O Pátio das Cantigas” , em que também assinou a realização, “A Menina da Rádio” e “O Grande Elias”. Sabia tudo de comédia, como fazer rir até às lágrimas e emocionar quando era preciso. O eterno filho de Vasco Santana, era ágil na corrida e na graça, tendo dado muito do seu génio ao Teatro de Revista que cultivou até ao fim da sua vida. Por outro lado, foi um dos homens mais bem informados e melhor formados de uma geração que, convenha-se, pouco sabia de Teatro Moderno e do melhor que se fazia e inovava em palcos estrangeiros. Conhecia os clássicos tão bem como os contemporâneos.

Dirigiu quatro Companhias exemplares e pioneiras na formação de um público alheio à cena do “seu tempo”. “O Teatro do Povo”,” Os Comediantes de Lisboa”,” O Teatro Universitário” e “O Teatro Nacional Popular”.

Foi director do Teatro Nacional Dona Maria II após a recuperação total do edifício, tornou claro que só um verdadeiro homem de Teatro, está capacitado para gerir a Sala Garrett.

No cinema participou em filmes de António Lopes Ribeiro, seu irmão, como A Revolução de Maio (1937), Feitiço do Império (1939), O Pai Tirano (1941) ou A Vizinha do Lado (1945). Trabalhou ainda com Arthur Duarte (que o dirigiu em A Menina da Rádio, 1944 e O Grande Elias, 1950), Ladislao Vajda e Teixeira da Fonseca.

Realizou a popular comédia O Pátio das Cantigas (1941), onde também participa como actor e co-realizou com António Lopes Ribeiro o documentário As Rodas de Lisboa (1951).

Foi Condecorado com o grau de oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada e foi galardoado com os prémios Eduardo Brazão e Chaby Pinheiro.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Costa de Caparica), Amadora, Cascais (Freguesia de Alcabideche e São Domingos de Rana), Lisboa (Freguesia de São Jorge de Arroios, Edital de 24-04-1986), Odivelas, Oeiras (Freguesia de Linda-a-Velha), Seixal (Freguesia de Fernão Ferro), Sintra (Freguesias de Algueirão-Mem Martins e Rio de Mouro), Vila Franca de Xira.

Fonte: “O Grande Livro dos Portugueses”, (Círculo de Leitores, 1990, Pág. 436)

Fonte: “Ribeirinho. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-05-13]”

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 448).

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