“Marido e Mulher”, na Toponímia do mesmo Município.

Palmira Bastos e Sousa Bastos, Mulher e Marido, na Toponímia dos Municípios de: Lisboa, Odivelas e Oeiras.

 

 

palmira-bastosPALMIRA Martinez de Sousa BASTOS, Actriz, nasceu na Freguesia de Aldeia Gavinha (Alenquer), a 30-05-1865, e faleceu em Lisboa, a 10-05-1967. Era filha de artistas espanhóis que actuavam numa modesta companhia ambulante. A Mãe era de Valhadolid e o pai de Santiago de Compostela). Durante a sua carreira artística, que se estendeu por três quartos de século, ocupou ininterruptamente um lugar de primeiro plano na cena portuguesa.

Estreou-se em “O Reino das Mulheres”, de E. Blum, a 18-08-1890, no Teatro da Rua dos Condes, com o empresário Sousa Bastos, com quem casou a 01-06-1894 (viúva desde 1911, veio a casar com Actor-Cantor Almeida Cruz).

Revelou logo, grandes qualidades para acena. Foi seu Professor de Canto Augusto Machado.

Trabalhou em diversos Teatros: no Teatro Nacional de D. Maria, na Companhia Rosas e Brasão, com a qual fez a primeira digressão artística, em 1893, tendo sido acompanhada por sua mãe, em companhias de opereta, dos empresários Sousa Bastos, Afonso Taveira, Luís Galhardo e Armando de Vasconcelos, realizou largas temporadas no Teatro D. Amélia, onde criou vários papéis, nas fantasias Vénus e Viagens de Guliver, em 1905 e 1906.

Desde 1931 a 1967, pertenceu ao elenco da Companhia Amélia Rey Colaço, que actuava no Teatro Nacional D. Maria II, onde representou com grande êxito o repertório daquela empresa, sendo uma das primeiras figuras, não só daquele Teatro mas da cena portuguesa. Foi uma Artista genérica na opereta, na comédia, no drama e na revista. Em todos estes géneros se distinguiu.

Representou nos principais palcos portugueses, no Continente e nas Ilhas Adjacentes, e percorreu o Brasil, em digressões artísticas. Em 1960, Palmira Bastos foi convidada a visitar o Brasil, onde, naquele país irmão, lhe tributaram uma impressionante homenagem. No seu regresso, em 25-10-1960, no Teatro D. Maria II, foi-lhe, igualmente, prestada, em cena aberta, uma calorosa homenagem, à qual assistiu o Ministro da Educação Nacional. Anteriormente, recebeu notáveis testemunhos de apreço pelo seu valor artístico.

A sua última actuação foi em 15-12-1966 na peça “O Ciclone”. Com aptidão não só para o drama e a comédia mas também para opereta e a revista, ocupou durante décadas um dos primeiros lugares da cena Portuguesa. Para o cinema mudo interpretou o filme “O Destino”, em 1922, de G.Pallu.

No Teatro Nacional, após melindrosa operação a que foi submetida; no Teatro de Sá da Bandeira, no Porto, pelos críticos teatrais desta cidade. No Museu João de Deus, em Lisboa. O Lisbon Courier, associando-se a esta homenagem, dedicou-lhe a seguinte quadra: Palmira, quer dizer teatro puro/ Mais nobre, porque é todo singeleza/Palmira, quer dizer: mas uma quina/Na bandeira da Arte Portuguesa.

Contracenou com os melhores Artistas, como os Rosas, Brasão, António Pinheiro, Santos Melo, Carlos Santos, Ferreira da Silva, Ângela Pinto, Adelina Abranches, Rosa Damasceno e tantos outros grandes do Teatro Português.

É difícil enumerar as peças em que criou papéis extraordinários; no entanto, devemos salientar: Maria Antonieta; Feiticeira; Tá-Mar; Honra; Frei Luís de Sousa; Inquisidor; Zá-Zá; Dama das Camélias; Leonor Teles; Electra; Miss Ba; O Leque de Lady Windermere, etc.

Assinale-se, também, a sua brilhante actuação no teatro musicado, nas interpretações de: A Boneca; Tição Negro; Galo de Oiro; Tim-Tim por Tim-Tim; Solar dos Barrigas; ABC; Burro do Sr. Alcaide; Sal e Pimenta; Cigana; Gata Borralheira; Noite e Dia; Perichole; Barba Azul, etc.

Palmira Bastos foi também uma inteligente ensaiadora, directora de empresa teatral, encenadora, etc.

Actuou no cinema mudo, na películoa O Destino, produzida pela Invicta Filmes, do Porto.

Foi distinguida com o Prémio Lucinda Simões 1965, pela seu ainterpretação na peça Ciclone.

Em 1959, o Governo português concedeu-lhe a Comenda da Ordem de Sant’Iago. Na festa de homenagem que lhe foi prestada em 30-05-1965, o Chefe do Estado condecorou-a com a Comenda da Ordem de Cristo.

Em 22-09-1962, a sua terra natal, Aldeia Gavinha, prestou-lhe uma expressiva homenagem, atribuindo o nome de Palmira Bastos ao largo fronteiro à casa em que nasceu.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Alenquer; Almada (Cidade de Almada e Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora; Barreiro (Freguesia do Lavradio); Beja; Caldas da Rainha; Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana); Évora; Lisboa (Freguesia de Marvila); Loures (Freguesias da Portela e São João da Talha); Matosinhos (Freguesia da Senhora da Hora); Moita (Freguesias de Alhos Vedros e Baixa da Banheira); Montijo; Odivelas (Freguesias de Odivelas, Pontinha, Póvoa de Santo Adrião e Ramada); Oeiras (Freguesia de Queijas); Seixal (Freguesia da Torre da Marinha); Sintra (Freguesia de Monte Abraão); Vila Franca de Xira (Freguesias de Forte da Casa e Póvoa de Santa Iria).

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres”, (de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 121, 122 e 123).

Fonte: “Dicionário do Cinema Português 1895-1961” (de Jorge Leitão Ramos, Editorial Caminho, 1ª Edição, Outubro de 2012, Pág. 46, 47, 48, 49, 50 e 51)

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 131 e 132)

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 85).

 

sousa-bastos António de SOUSA BASTOS, Escritor e Jornalista, natural de Lisboa, nasceu a 15-05-1844 e faleceu a 02-07-1911. Fez a instrução primária em Lisboa e o liceu em Santarém. Voltou para Lisboa para seguir o Curso de Agronomia no Instituto Agrícola, não o concluindo, entregando-se depois a diversos empregos e à vida jornalística. Começou a trabalhar no Álbum Literário, passando depois para o Comércio de Lisboa, Diário Comercial, Gazeta Setubalense, Gazeta do Dia, entre outros periódicos.

Estreou a sua primeira revista teatral, intitulada “Coisas e Loisas”, em 1869. Criou um género que vingou durante muitos anos e para o qual escreveu peças como “Lisboa no Palco”, em 1864, “Cenas de Lisboa”, em 1875, “Do Céu à Terra”, em 1884, “Tim Tim Por Tim Tim”, em 1889, “Tam Tam”, em 1890, “Fim do Século”, em 1892, “Sal e Pimenta”, em 1894, “Em Pratos Limpos”, em 1896 e “Talvez te Escreva”, em 1900. Compôs dramas românticos, comédias e operetas, e, fundou e dirigiu jornais e revistas ligadas ao Teatro. Deixou livros de interesse informativo e memorístico, como “Cousas do Teatro”, em 1895, “A Carteira do Artista”, em 1896, “Dicionário do Teatro Português”, em 1908, e “Recordações de Teatro” em 1947.

Em Lisboa, foi Empresário dos Teatros: Rua dos Condes, Trindade, Príncipe Real e Avenida.

Casou em 1894 com a Actriz Palmira Bastos e dirigiu Teatros em Lisboa, Rio de Janeiro, São Paulo, Pará e Pernambuco.

Obras principais: dramas: O Actor; Os Mistérios de Lisboa; Os Ladrões de Lisboa, (1877); comédias: Um Criado Brioso, (1880); revistas: Tim Tim por Tim Tim, (1889); Fim de Século, (1891); Sal e Pimenta, (1894); Talvez Te Escreva, (1900); outras obras: Carteira Artista, (1898); Dicionário do Teatro Português, (1908).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Marvila), Odivelas (Freguesia da Ramada), Oeiras (Freguesias de Linda-a-Velha e Queijas).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Publicações Europa América)

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 29, Pág. 841 e 842)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 84).

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