Os CTT, com este ou com outros nomes que foram tendo ao longo dos anos, fazem hoje 496 anos.

CTTA 06 de Novembro de 1520, D. Manuel I, que então ser encontrava em Évora, mandou passar carta de Correio-Mor do Reino a Luís Homem, cavaleiro da sua casa. Daí em diante só aos poucos Correios, chefiados por Luís Homem, era permitido levar, através do País, as cartas do Estado e dos particulares, mediante o pagamento ajustado para cada caso, segundo as distâncias a percorrer.

 

Não pretendo escrever aqui a História dos CTT, para a qual não tenho conhecimentos nem capacidades, pretendo, apenas e só, dar a conhecer algumas personalidades vínculadas aos CTT, que ajudaram, com esforço e dedicação, a manter e a crescer aquela que, salvo erro, era a Instituição Pública mais antiga do País.

A partir de hoje, e dentro da medida do possível, irei publicando as biografias de algumas personalidades, vínculadas aos CTT, para começar, nada mais justo do que começar com Dom Manuel I, o monarca que publicou o Decreto que instituiu o Correio-Mor, ou seja o início daquilo que deu origem aos CTT.

Seguir-se-ão, os Correio-Mor, do 1º ao 12º (o 13º Correio-Mor virá mais tarde); a seguir serão os Assistentes do Correio-Mor do Reino ou Correio-Mor Assistente e, a seguir?, a seguir não sei qual será o critério, aceitam-se sugestões.

Ao escrever a biografia de certas personalidades, é inevitável não se falar um pouco da “História dos Correios”, embora o meu propósito seja simplesmente dar a conhecer pessoas vinculadas aos CTT.

 

dom-manuel-iDom Manuel I, O Venturoso. Rei de Portugal desde 25-10-1495 até à sua morte, nasceu em Alcochete, a 31-05-1469, e faleceu em Lisboa, a 12-12-1521. Monarca português, filho do Infante D. Fernando, irmão de D. Afonso V, e de D. Brites. Foi o décimo quarto Rei de Portugal (1495-1521), é conhecido pelo cognome de “o Venturoso”. Casou três vezes. Primeiro, em 1497, com D. Isabel, filha dos Reis Católicos e viúva do Príncipe D. Afonso, filho de D. João II. Com a morte de D. Isabel, de parto, casou pela segunda vez, em 1500, com a Infanta D. Maria de Castela, irmã de D. Isabel. Deste casamento nasceram vários filhos, entre eles D. João, o futuro Rei, e D. Beatriz, Duquesa de Saboia. Viúvo novamente, casou, em 1518, com a Infanta D. Leonor, irmã de Carlos V.

Ao intitularse «Rei de Portugal e dos Algarves de aquém e de além-mar, senhor da navegação e da conquista da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia», ficou a ser o símbolo da idade de ouro da História de Portugal.

No seu reinado Vasco da Gama atingiu Calecute, na Índia, em 20-05-1498, abrindo um novo período da história universal, Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, em 22-04-1500, os Corte Real atingiram a Terra Nova (Séculos XV e XVI), Afonso de Albuquerque conquistou Goa (1500) e Malaca (1511), D. Jaime de Bragança conquistou Azamor (1513) e Tristão da Cunha (1514) chefiou uma faustosa embaixada ao Papa Leão X. Por então, todas as ambições e entusiasmos da Europa se concentravam em Lisboa.

Na ordem interna o monarca fez publicar as Ordenações Manuelinas entre 1512 e 1521, e assim xse procedeu à reforma dos Forais, organizou o Estado burocrático e mercantilista, promoveu a reforma dos Estudos Gerais, instituiu bolsas de estudo no estrangeiro para estudantes portugueses e pensou criar nova Universidade em Évora.

No seu reinado consolidou-se o estilo depois chamado «manuelino» na arquitectura religosa, civil e militar. No seu tempo viveram afamados Pintores, estreando-se na sua Corte Gil Vicente, local onde se realizavam festivais literários com a presença de numerosos Poetas e outros Escritores.

Acompanhou e apoiou a obra de assistência a que devotava especial cuidado sua irmã, a Rainha viúva D. Leonor.

Sempre reflectindo os interesses da nascente burguesia comercial, procurou limitar os privilégios da nobreza. Dom Manuel I, enquanto governou, outorgou Foral à então Vila de Lagos no ano de 1504.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Albufeira; Alcobaça (Freguesia de São Martinho do Porto); Alcochete; Alfândega da Fé; Aljezur; Almada (Cidade de Almada e Freguesia da Sobreda); Almeirim; Alvaiázere (Freguesias de Alvaiázere e Maçãs de Dona Maria); Amadora; Amares (Vila de Amares e Freguesia de Figueiredo); Arcos de Valdevez; Armamar (Freguesia do Fontelo); Arouca; Arraiolos; Arruda dos Vinhos; Barreiro (Freguesia de Coina); Beja; Benavente (Freguesia de Samora Correia); Caldas da Rainha (Cidade das Caldas da Rainha e Freguesia de Santa Catarina); Cascais (Freguesias de Alcabideche e São Domingos de Rana); Castelo de Vide (Freguesia de Nossa Senhora da Graça Póvoa e Meadas); Chamusca (Freguesia de Parreira); Coimbra; Crato; Elvas (Cidade de Elvas e Freguesia de Vila Boim); Estarreja; Évora; Fafe (Freguesias de Fafe e Regadas); Felgueiras (Freguesias de Caramos, Felgueiras, Lixa e Pombeiro de Ribavizela); Figueira da Foz; Fronteira (Freguesia de Cabeço de Vide); Funchal; Golegã; Gouveia; Ílhavo (Freguesia da Gafanha da Nazaré); Lagos; Lisboa (Freguesia de Santa Maria de Belém); Loures (Freguesias de Bobadela, Santa Iria de Azóia, Santo António dos Cavaleiros e São Julião do Tojal); Lourinhã (Freguesia de Campelos); Lousã; Lousada; Mangualde; Manteigas; Mêda; Mirandela; Moita; Montalegre; Montemor-o-Novo; Montijo (Freguesias de Atalaia e Montijo); Mora (Freguesia de Pavia); Mourão; Murtosa; Odemira (Freguesia de Colos); Odivelas (Freguesia da Pontinha); Oeiras (Freguesias de Algés, Barcarena e Caxias); Oliveira do Hospital (Freguesias de Ervedal, lagos da Beira e Oliveira do Hospital); Ourique; Ovar; Paredes (Freguesias de Baltar e Sabrosa); Penalva do Castelo; Penamacor (Freguesia de Bemposta); Pinhel; Ponta Delgada; Ponte da Barca; Ponte de Lima; Ponte de Sôr (Vila de Ponte de Sôr e Freguesia de Vale de Açôr); Portimão; Porto; Póvoa de Varzim; Sabugal; Santa Comba Dão (Freguesia de Pinheiro de Ázere); Santa Maria da Feira (Freguesias de Arrifana e Santa Maria de Lamas); Santarém; Santiago do Cacém (Vila de Santiago e Freguesia de Alvalade); Santo Tirso (Freguesias de Rebordões e São Tomé de Negrelos); Seia (Vila de Seia e Freguesia de Loriga); Seixal (Freguesias da Amora e Fernão Ferro); Sesimbra (Vila de Sesimbra e Freguesia da Quinta do Conde); Setúbal; Sines; Sintra (Vila de Sintra e Freguesias de Algueirão-Mem Martins, Belas, Casal de Cambra, Montelavar e Rio de Mouro); Sobral de Monte Agraço; Soure; Tavira; Torres Vedras (Freguesias de Campelos e Silveira); Trancoso; Trofa; Viana do Castelo; Vieira do Minho (Freguesia de Caniçada); Vila do Bispo (Freguesia de Sagres); Vila do Conde (Cidade de Vila do Conde e Freguesias de Mindelo e Touguinha); Vila Nova de Cerveira; Vila Nova de Famalicão (Freguesia de Ribeirão); Vila Nova de Foz Côa; Vila Nova de Gaia (Freguesias de Arcozelo e Avintes); Viseu.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 333 e 334).

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