Portugueses, nascidos nos territórios administrados por Portugal, que fazem parte da Toponímia Nacional.

Muitos foram os Portugueses que, embora tendo nascido fora de Portugal Continental e Ilhas, fazem parte da Toponímia, vamos, dentro do possível, torná-los mais conhecidos do público.

 

Agostinho Lourenço, um notável Químico português, (não confundir com o nome homónimo, que foi Director da PIDE), é um dos portugueses nascidos fora de Portugal Continental, que fazem parte da Toponímia Nacional.

 

 

agostinho-lourencoAGOSTINHO Vicente LOURENÇO, Professor, nasceu em Mormugão (Índia), a 08-03-1822, e faleceu em Lisboa, a 12-02-1893. Era filho do médico Nicolau Lucio da Conceição Lourenço e de Maria Aurora Alvares.

Fez os estudos preparatórios, e o Curso Médico, nas Escolas de Goa, sendo depois fugazmente Professor da Escola Médica de Nova Goa.

Veio para Lisboa, acompanhado do Secretário do Governo da Índia, Custódio Manuel Gomes. Mas o seu desejo era continuar os estudos fora de Portugal. Pediu, então, uma bolsa de ao Ministério do Reino, que lhe permitiu ir para Paris, onde estudou e trabalhou em algumas das principais Clínicas e Laboratórios, como é o caso do Laboratório Wurtz.

A sua dedicação ao estudo da Química Orgânica levou-o a ser distinguido pela Academia de Ciências de Paris. Mais tarde, percorreu a Inglaterra, onde se casou, e a Alemanha, voltando a Paris para fazer o Curso de Engenharia Civil.

Recebeu vários convites para leccionar, mas optpou pelo regresso a Portugal, pois considerava ter uma dívida de gratidão para com o seu País, que lhe tinha proporcionado os estudos no estrangeiro.

Em 1862, a convite do Duque de Loulé, então Ministro do Reino, concorreu para Lente substituto na cadeira de Química Orgânica da Escola Politécnica de Lisboa. Dois anos mais tarde, por ocasião da jubilação de Júlio Pimentel, passou a Lente proprietário da mesma cadeira. Foi sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa

Em 1862, foi encarregado pelo Governo de estudar os progressos da Indústria na Exposição Universal de Londres. Foi também integrado no Ministério das Obras Públicas, fazendo carreira até alcançar o posto de Engenheiro-Chefe de 1ª Classe.

Foi nomeado para fazer os estudos hidrológicos do Reino. A elel se devem as análises das águas minerais dos Distritos de Lisboa e de Vila Real.

Foi eleito Par do Reino, pelo Distrito da Horta, a 24 de Abril de 1887, tomando posse a 21 de Maio de 1887. Na Câmara dos Pares foi nomeado pela mesa para integrar a Comissão de Petições.

No fim da vida, voltou à regência da sua cadeira de Química Orgânica na Escola Politécnica de Lisboa, que tinha interrompido durante alguns anos, e paralelamente interessou-se por questões relacionadas com arte, principalmente pintura, de que era um grande amante.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de São João de Deus).

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol II, de D-M), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento, Pág. 636”

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 15, Pág. 498 e 499)

Fonte: “Quem É Quem Portugueses Célebres, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 314).

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