“Faz hoje, 14-11-2016, 177 anos sobre o nascimento de Júlio Dinis”

 

Passam hoje 177 anos sobre o nascimento de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, mais conhecido por Júlio Dinis, aqui ficam alguns dados biográficos deste grande Escritor Português.

 

julio-dinisJÚLIO DINIS, pesudónimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, Médico e Escritor, natural do Porto, nasceu a 14-11-1839 e faleceu a 12-09-1871. A ascendência inglesa por parte da mãe e a morte desta, em 1844, são elementos que na vida literária de Júlio Dinis não deixarão de ser significativas. O pai José Joaquim Gomes Coelho, natural de Ovar, e Médico-Cirurgião pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto.

Em 1855 matricula-se na Escola Médico-Cirúrgica do Porto, onde completará o curso com altas classificações. A tuberculose, que já vitimara Ana Constança Potter, mãe de Júlio Dinis, mata igualmente, ainda em 1855, dois irmãos do autor. Em 1856 escreve as suas primeiras obras dramáticas e em 1858 as suas primeiras novelas, que juntamente com outras posteriores constituirão o volume Serões da Província. A tuberculose, que também o viria a vitimar, manisfesta-se-lhe pela primeira vez em 1856, agravando-se a partir de 1860, ano em que surge o seu principal pseudónimo. Em 1861 defende tese de licenciatura e em 1863 pensa ocupar um cargo na Escola, ideia de que é forçado a desistir por imperativos de saúde e que só virá a concretizar-se dois anos depois.

A partir de 1860 começara, entretanto, a colaborar em alguns jornais, publicando poemas, mas é a partir de 1862 que se inaugura a sua frutuosa colaboração no Jornal do Porto, com a publicação de algumas novelas que aparecerão posteriormente no volume Serões da Província. É durante uma estada em Ovar em 1863, para recuperação da doença, que realiza o esboço de As Pupilas do Senhor Reitor e A Morgadinha dos Canaviais; Uma Família de Ingleses (assim era o título original) tinha já siso iniciado por volta de 1858/1859. É na Madeira, aonde se desloca ainda por motivos de saúde, em 1869/1871, que é concebida a obra Os Fidalgos da Casa Mourisca, de cujas provas Júlio Dinis já não chega a efectuar a revisão completa. Os seus romances, com excepção deste último, apareceram todos em folhetins no Jornal do Porto (As Pupilas do Senhor Reitor, em 1866; Uma Família de Ingleses, em 1867; A Morgadinha dos Canaviais, em 1868), antes de terem sido publicadas em volume. Pelas próprias circunstâncias de saúde que sempre condicionaram toda a carreira literária de Júlio Dinis, a obra deste autor apresenta características que lhe são específicas. Com efeito, a sua capacidade de produção é notável, se tivermos em conta que morreu com 32 anos incompletos. O mesmo facto, por outro lado, traz à sua obra um modo relativamente constante na maneira de conceber o romance e as intrigas que lhe servem de base. As suas narrativas, com excepção de Uma Família Inglesa, cujo cenário é o Porto, desenrolam-se num ambiente onde a rusticidade desempenha papel fundamental. Não é, aliás, por acaso que normalmente se apontam como antecessores de Júlio Dinis nesta via O Pároco de Aldeia de Herculano e Os Contos do Tio Joaquim de Rodrigo Paganino. Se a intriga sentimental das obras de Júlio Dinis é facilmente convertível a um esquema de base relativamente fixo, onde é visível a manutençaõ de certos pressupostos de cariz romântico, por outro lado o autor demonstra aguda capacidade de observação na notação de ambientes e pormenores sociais e pitorescos e ainda um certo modo irónico mas ao mesmo tempo risonho que constituem indubitavelmente, na literatura portuguesa, características inovadoras e, até, de relativa raridade.

Obras em volume: dissertação (com o nome civil): Da Importância dos Estudos Meteorológicos para a Medicina, (1861); ficção: As Pupilas do Senhor Reitor – Crónica da Aldeia, (1867); Uma Família Inglesa – Cenas da Vida do Porto, (1868); A Morgadinha dos Canaviais – Crónica da Aldeia, (1868); Serões da Província, (1870); Os Fidalgos da Casa Mourisca – Crónica da Aldeia, (1872); poesia: Poesias, (1874); teatro: Teatro Inédito, (3 volumes, 1946/1947); vária: Inéditos e Esparsos, (1910).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes (Cidade de Abrantes e Freguesia do Tramagal); Albufeira; Alcanena; Alcobaça (Freguesia de Pataias); Alcochete (Freguesia de São Francisco); Almada Freguesias de Almada e Charneca de Caparica); Almeida (Freguesia de Vilar Formoso); Amadora; Aveiro; Barcelos (Freguesia do Carvalhal); Barreiro (Cidade do Barreiro e Freguesia de Santo António da Charneca);Braga; Caminha (Freguesia de Vila Praia de Âncora); Cascais (Freguesia s de Alcabideche, Cascais, Estoril e São Domingos de Rana); Chaves; Coimbra; Coruche (Freguesia de São José da Lmarosa); Entroncamento; Évora; Fafe (Freguesia de Fafe e Regadas); Faro; Felgueiras; Ferreira do Alentejo; Funchal; Gondomar (Freguesias de Fânzeres, Gondomar e Valbom); Grândola; Guimarães; Idanha-a-Nova (Freguesia do Ladoeiro); Ílhavo (Freguesia de Gafanha da Nazaré); Lagos (Cidade de Lagos e Freguesia de Odiáxere); Lisboa (Freguesia de Nossa Senhora de Fátima); Loulé; Loures (Freguesias de Bucelas, Portela, Sacavém e Santa Iria de Azóia); Maia; Mangualde; Marvão (Freguesia de Beirã); Matosinhos (Freguesia de Senhora da Hora); Moita (Freguesias de Alhos Vedros e Baixa da Banheira); Montijo (Freguesia da Atalaia); Odivelas (Freguesias de Famões e Odivelas); Oeiras; Oliveira de Azeméis (Freguesia de São Roque); Oliveira do Hospital; Ovar (Freguesias de Cortegaça. Esmoriz, Ovar e Válega); Palmela (Freguesias de Palmela, Pinhal Novo e Quinta do Anjo); Pinhel; Porto; Reguengos de Monsaraz; Santa Maria da Feira (Freguesias de Arrifana, Fiães e Nogueira da Regedoura); Santarém; Santo Tirso; São João da Madeira; Seixal (Freguesias de Amora, Corroios e Fernão Ferro); Sesimbra; Setúbal; Silves (Freguesia de Pêra); Sintra (Vila de Sintra, Freguesias de Agualva-Cacém, Algueirão-Mem Martins, Casal de Cambra, Colares, Queluz, Rio de Mouro); Torres Vedras (Freguesia da Silveira); Trofa; Vale de Cambra; Valongo (Freguesia de Ermesinde); Valpaços; Vila Franca de Xira (Freguesias  de Alverca do Ribatejo, Póvoa de Santa Iria e Vialonga); Vila Nova de Famalicão (Vila Nova de Famalicão e Freguesia de Ribeirão); Vila Nova de Gaia (Cidade de Gaia, Freguesias de Avintes, Canelas, Grijó, Pedroso e Sarzedo); Viseu.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Publicações Europa América)

Fonte: “História da Maçonaria em Portugal, Política e Maçonaria 1820-1869”, (A.H. Oliveira Marques, Editorial Presença, III Voluma, 2ª parte, 1997, Pág. 469).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 190).

Fonte: “Vultos na Toponímia de Lagos”, (de Silvestre Ferro, Edição da Câmara Municipal de Lagos, 2ª Edição, 2007, Pág. 166)

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