“Personalidades vinculadas aos CTT”

Francisco Coelho, que foi o 3º Correio-Mor, exerceu o cargo de 1565 a 1577

 

Não pretendo escrever aqui a História dos CTT, para a qual não tenho conhecimentos nem capacidades, pretendo, apenas e só, dar a conhecer algumas personalidades vínculadas aos CTT, que ajudaram, com esforço e dedicação, a manter e a crescer aquela que, salvo erro, era a Instituição Pública mais antiga do País.

A partir de hoje, e dentro da medida do possível, irei publicando as biografias de algumas personalidades, vínculadas aos CTT, para começar, nada mais justo do que começar com Dom Manuel I, o monarca que publicou o Decreto que instituiu o Correio-Mor, ou seja o início daquilo que deu origem aos CTT.

Seguir-se-ão, os Correio-Mor, do 1º ao 12º (o 13º Correio-Mor virá mais tarde); a seguir serão os Assistentes do Correio-Mor do Reino ou Correio-Mor Assistente e, a seguir?, a seguir não sei qual será o critério, aceitam-se sugestões.

Ao escrever a biografia de certas personalidades, é inevitável não se falar um pouco da “História dos Correios”, embora o meu propósito seja simplesmente dar a conhecer pessoas vinculadas aos CTT. Pessoas, cuja obra merecia e deveria ser lembrada. Nos últimos anos, para algumas pessoas, parece, que os CTT são só futuro, e não tivessem passado.

 

CTTFRANCISCO COELHO, foi o 3º Correio-Mor, exerceu o cargo de 1565 a 1577. Pelo seu casamento com Luísa da Guerra, filha de Luís Afonso, teve Francisco Coelho, moço da Câmara de El-Rei, a posse do apetecido cargo de Correio-Mor de que lhe faz mercê a carta régia de 20 de Setembro de 1565.

Embora, carta régia, se diga taxativamente que ele usufruirá o lugar pela mesma forma que o tivera o sogro,parece que não foi isenta de agruras essa fruição. Foi o caso que os seus correios, quando do regresso das viagens fora de Portugal, se recusavam a dar-lhe o dízimo das quantias que lá recebiam para a viagem de torna. A questão foi sindicada, pelo Licenciado Lourenço Correia, e por provisão régia ded 05 de Agosto de 1575 foram os recalcitrantes intimados ao cumprimento sa lei, isto é, a dar ao Correio-Mor o dízimo do que recebiam tanto cá para as viagens de ida, como lá para as viagens de retorno.

Do seu casamento com Luísa Guerra houve, pelo  menos, duas filhas: Inês da Guerra que levou em dote o Ofício de Correio-Mor para seu marido; e Ana da Guerra que foi herdeira de seu tio o Cónego Baltasar Luís.

Francisco Coelho deve ter falecido pouco antes de 29 de Maio de 1577, porque nessa data fez El-Rei D. Sebastião mercê a Luísa da Guerra de uma tença de 15.000 réis cada ano, tendo em atenção os serviços de seu marido e de seu pai; e estipula que a tença se começará a vencer desde 23 daquele mês, data provável, portanto, do falecimento de Francisco Coelho.

Alguns dias depois, a 10 de Junho, dá o mesmo Rei um alvará de lembrança à viúva, concedendo o lugar de Correio-Mor à pessoa que casar com uma das filhas de Francisco Coelho. A sucessão do Ofício de Correio-Mor estava condenada a perpetuar-se por linha feminina.

Fonte: “Dos Correios-Mores do Reino aos Administradores Gerais dos Correios e Telégrafos”, (De Godofredo Ferreira, 2ª Edição, revista e aumentada, Lisboa, 1963)

Bibliografia: “Assistentes do Correio-Mor do Reino em Viseu”, (por Godofredo Ferreira, Edição dos CTT, Lisboa 1960)

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Editado pelos CTT, Edição de 1949)

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