“Personalidades vinculadas aos CTT”

CTTOs CTT, com este ou com outros nomes que foram tendo ao longo dos anos, tiveram, para o seu prestígio e engrandecimento,  a contribuição de muitas pessoas. São essas pessoas que, dentro da medida do possível, que pretendo dar a conhecer.

 

7o-correio-mor-do-reinoLUÍS GOMES DA MATA, foi o 7º CORREIO-MOR, exerceu o cargo de 1641 a 1674. Luís Gomes da Mata, nasceu no alvorocer do Século XVII, provavelmente em Lisboa, e faleceu na mesma Cidade no ano de 1674. Era filho de João Gomes da Mata e de D. Filipa Barbosa e sobrinho paterno de António Gomes da Mata Coronel, de quem herdou os opulentos morgados e o rendoso ofício, que já exercia interinamente nos últimos meses de vida do tio.

Por Cartas Régias de 24 de Maio e 26 de Outubro de 1657 obteve o cargo de Correio-Mor das Cartas do Mar, não obstante as Cortes de 1654 haverem representado ao Rei contra a existência deste ofício, que, diziam elas, não servia senão para cobrar portes execessivos.

A Rainha D. Luísa, Regente na menoridade do filho, D. Afonso VI, curando mais das necessidades do Tesouro do que das perlengas das Cortes, encartou Luís Gomdes da Mata no lugar, a troco de 8.000 cruzados que este ofereceu para as despesas da Guerra no Alentejo. Pelo novo cargo, que ficava anexado ao ofício de Correio-Mor do Reino e sujeito aos mesmos vínculos e sucessões, alcançava o exclusivo da expedição e recepção de correspondência por via marítima. O que equivale a dizer que ampliava os seus rendimentos.

Foi, como os antecessores, fidalgo da Casa d’El-Rei com mil e quatgrocentos réis de moradia, e como eles possuidor de fartos haveres, escolhendo para esposa D. Violante de Castro, filha de Lopo de Sousa Coutinho e de D. Joana de Castro. Com esta aliança matromonial não só entrou na família o apelido Sousa Coutinho que daí em diante sempre ostentaram dos descendentes, mas começou também para os Mata uma nova vida mais afastada daquela febre de negócio que caracterizou os seus antepassados, e mais próxima das elegâncias e ostentações mundanas.

Do casamento houve numerosa prole, da qual destacamos: Duarte de Sousa da Mata Coutinho, que foi o 8º Correio-Mor; D. Maria Madalena, que foi insígne Pintora, e D. Joana Margarida de Castro, que cultivou a Poesia.

A este período pertencem ainda os Diplomas seguintes:

Ratificação, em 20 de Dezembro de 1643, da carta de 1606, que confere ao Correio-Mor a propriedade dos lugares de Correios Assistentes do Porto, de Coimbra, de Braga e de Aveiro, que já existima anteriormente ao referido ano de 1606.

Alvará de 07 de Maio de 1647, que concede a Luís Gomes da Mata, como Correio-Mor, 20.000 réis anuais de mantimento, á custa da Fazenda Real.

Provisão de 01 de Junho de 1673, que estabelece os privilégios dos Mestres de Posta, para que nenhum Ministro da Justiça ou Fazenda, ou Oficial de Guerra entendesse com eles, fora do que estavam destinados, nem com seus postilhões, nem lhe tomassem os cavalos, nem os obrigassem a ser Soldados pagos, ou auxiliares, etc.

Existem indícios seguros de que nos 33 anos da administração de Luís Gomes da Mata se desenvolveu notavelmente a rede de Correios no País e nas Colónias. Da nomeação de Assistentes para algumas terras temos nós conhecimento exacto: Para o Algarve, em 20 de Dezembro de 1642, o Capitão Julião da Costa de Oliveira, que devia fixar a sua residência numa das três cidades: Faro, Lagos ou Tavira. Supomos que se instalou em Faro, e que foi o primeiro funcionário desta categoria que existiu na Província Algarvia.

Para o Rio de Janeiro, em 01 de Fevereiro de 1663, Alferes João Cavaleiro Cardoso.

Para Avis, em 24 de Fevereiro de 1645, Manuel Rodrigues da Vide.

Para o Faial, em 11 de Maio de 1663, o Capitão Sebastião Teixeira.

Para a Baía, em 06 de Junho de 1663, Bartolomeu Fragoso Cabral.

Fonte: “Dos Correios-Mores do Reino aos Administradores Gerais dos Correios e Telégrafos”, (De Godofredo Ferreira, 2ª Edição, revista e aumentada, Lisboa, 1963)

Bibliografia: “Assistentes do Correio-Mor do Reino em Viseu”, (por Godofredo Ferreira, Edição dos CTT, Lisboa 1960)

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Editado pelos CTT, Edição de 1949)

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