O Actor Pedro Pinheiro, se fosse vivo, faria hoje 77 anos de idade

 

pedro-pinheiroJoaquim José PEDRO da Silva PINHEIRO, Actor, nasceu na Freguesia da Abrigada (Alenquer), a 27-11-1939, e faleceu no Hospital da CUF Descobertas, em Lisboa, a 13-11-2008. Descobre que quer ser Actor aos quatro anos de idade (com a visão do Amor de Perdição, de Lopes Ribeiro), mas só em 1962, com a entrada no Conservatório, cujo curso termina em 1965, essa opção ganha contornos reais.

Entretanto, para trás tinham ficado Estudos Liceais em Alenquer e Lisboa, Teatro amador na sua terra natal e um atribulado serviço  militar que o levara à Índia e fizera viver a queda dessa colónia portuguesa.

Em 1963, depois de uma passagem pela Casa da Comédia, estreia-se profissionalmente em O Mercador de Veneza, de Shakespeare (encenação de Couto Viana), na Companhia Nacional de Teatro, sediada no Teatro da Trindade. No ano seguinte faz peças infantis do Teatro do Gerifalto.

Após concluir o Conservatório, Pedro Pinheiro ingressa no Teatro da Estufa Fria, dirigido por Augusto Figueiredo. Passa depois para o Teatro Villaret, onde, na Companhia de Raul Solnado, faz, sucessivamente, Braço Direito Precisa-se, de Manuel Frederico Pressler, Desculpe Se o Matei, de Alec Coppel (1965), e A Guerra do Espanador, de Neil Simon (1966).

Em 1967 está no Teatro Nacional Popular (Teatro da Trindade), onde, entre outras peças, interpreta A Esposa Trocada, de Thomas Middleton (encenação de Francisco Ribeiro), e Não se Sabe Como, de Pirandello (encenação de Costa Ferreira), já em 1969. No ano seguinte vai para o Teatro Maria Matos para Tombo do Inferno, de Aquilino Ribeiro (encenação de Igrejas Caeiro), e A Relíquia, de Eça de Queirós/Luís Sttau Monteiro/Artur Ramos (encenação de Artur Ramos), em 1970.

No Teatro Variedades faz então O Contrato, de Francis Veber (encenação de Maria Helena Matos), antes de regressar ao Teatro Infantil na Companhia de Alexandre Vieira.

Em 1971 vamos encontrar Pedro Pinheiro na Casa da Comédia interpretando Uma Tartaruga Chamada Dostoievsky, de Arrabal (encenação de Herlânder Peyroteo). Em 1972 escreve e encena a peça infantil As Aventuras de Batatinha e Casacão.

Em 1975 funda, em regime de sociedade artística, o Teatro do Povo, que, instalado num teatro desmontável no Parque Eduardo VII, levou à cena vários espectáculos: Avenida da Liverdade, de Pedro Pinheiro (encenação do autor), Uma Canção no Pão, de Magalhães Júnior (encenação de Pedro Pinheiro),  O Meu Querido Jorge, de Pedro Pinheiro, segundo Molière (encenação de Pedro Pinheiro), e a peça infantil O Zé Maria, a D. Cigarra e a Senhora Formiga, de Pedro Pinheiro (encenação do autor). Em 1978 está em Guilherme e Marinela, de Viveca Melander (encenação de Ruy de Matos), no Cinema Satélite.

A revista como género teatral incita Pedro Pinheiro a experimentá-la. Escreve e encena Na Corda Bamba, que monta num circo, e Em Frente Marche, na Academia de Santo Amaro.

De parceria com José Jorge Letria escreve e interpreta, em 1981, Ai a Tola (encenação de Maria Dulce), na Sociedade Filarmónica da Amadora.

Em 1982 volta ao palco do Teatro da Trindade para O Processo de Jesus, de Diego Fabri (encenação de António de Cabo), em 1984-1985 escreve, encena e interpreta A Grande Viagem do Pai Natal e Os Sete Pecados Mortais. Ainda em 1985 funda o Talma, Teatro Popular que leva à cena, no Teatro da Trindade, O Regresso da Guerra, de Pedro Pinheiro, segundo textos de Ângelo Beolco (encenação de autor).

No cinema Pedro Pinheiro inicia-se com Uma Vontade Maior. Muito activo em teatro radiofónico, quer como intérprete quer como autor (várias dezenas de peças e folhetins), Pedro Pinheiro tem diversificado o seu trabalho por áreas tão diversas como recitais de poesia, autoria de fados e canções, teatro televisivo, programas infantis na RDP, espectáculos musicais, etc.

Ainda em televisão, para além de Os Malucos do Riso, da SIC, fez parte das novelas, Tudo Por Amor e Fascínios, e as séries Maré Alta, A Minha Família é uma Animação e Capitão Roby.

Publicou dois livros: “Histórias do Palhaço Casacão”, (edição de autor, 1972); “Memórias de Um Miúdo de Oito Anos”, (edição de autor, 1973). Foi galardoado com o Grande Prémio de Teatro Português, em 2000, com a peça “Encontro com a Rita Hayworth”.

Fonte: “Dicionário do Cinema Português 1962-1988” (Jorge Leitão Ramos)

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