“Pessoas vinculadas aos CTT”

CTTSIMÃO DA VEIGA, foi o primeiro Assistente do Correio-Mor de Viseu. 

Por pura vaidade, ou por outra razão qualquer, os Assisntentes do Correio-Mor do Reino, gostavam de ser tratados por Correios-Mores, seguido do nome da terra onde serviam, e não se julgue foi só pelo vulgo, foi também em documentos oficiais.

Anteriormente ao aparecimento do selo postal, em 1853, o porte das cartas não era pago pelo expedidor, mas, sim, pelo destinatário. Deste modo era o Correio da terra de destino que recebia os portes, em dinheiro.

O Assistente do Correio-Mor do Reino, em cada terra arrecadava as importâncias recebidas, que constituíam receita do seu ofício, e desse dinheiro, saía o pagamento de todas as despesas; renda de casa, pessoal, se o tinha, iluminação, material de expeidente, etc., e pagava oa Correio-Mor do Reino, de quem afinal era um simples rendeiro, uma pensão anual previamente estabelecida, segundo o valor da receita. O que restava constituía o seu lucro.

Nalgumas terras do Reino esse lucro não era pequeno; e por isso mesmo o lugar era, em todo o País, muito disputado pelas pessoas mais gradas, e em muitas Cidades e Vilas andava em famílias nobres, onde se transmitia de pais para filhos.

Em 1641 existiam Correios-Assistentes pelo menos nestas localidades: Aveiro; Braga; Coimbra; Ponte de Lima; Tomar; Viana do Castelo; Vila do Conde e Viseu.

 

Simão da Veiga, natural de Viseu, não se sabe quando nasceu, mas sabe-se que faleceu a 10-02-1635. Foi o 1º Assistente do Correio-Mor, em Viseu. Exerceu o cargo de 1610 a 1635. Foi casado com Florença Lopes, e teve desta, pelo menos, além de uma filha, cujo nome não sabemmos, mais quatro filhos: Manuel da Veiga (que virá a ser o 2º Assistente do Correio-Mor do Reino; António da Veiga, que foi Cónego da Sé de Viseu e faleceu a 15 de Fevereiro de 1647; José da veiga, baptizado em Viseu, a 29 de Abril de 1588, que parece ter morrido criança; Gabriel da Veiga, baptizado na mesma Cidade, a 09 de Janeiro de 1592.

Era um mercador que em 1596 trazia empresadas em três vidas umas casas do Cabido, de que pagava anualmente um foro de 50 réis e um capão, e ainda um chão de um olival, ao Pereiro, de que pagava o foro de outro capão.

Devia ser criatura endinheirada, pois na finta que se lançou para a construção da Ponte de Roncada, coube-lhe pagar, juntamente com seu genro, a importância de 20 réis, quantia elevada em relação aos outros fintados.

Além do ofício de Assistente do Correio-Mor, exerceu também o cargo de executor das rendas do Cabido para que foi nomeado pelo Deão do mesmo corpo eclesiástico, a 27 de Outubro de 1623.

Bibliografia: “Assistentes do Correio-Mor do Reino em Viseu”, (por Godofredo Ferreira, Edição dos CTT, Lisboa 1960)

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