“Efeméride”

 

florbela-espancaFlorbela Espanca, uma das grandes Poetisas Portuguesas, nasceu, faz hoje 122 anos e faleceu, faz hoje 86 anos.

FLORBELA de Alma da Conceição ESPANCA, Poetisa,  nasceu em Vila Viçosa, a 08-12-1894, e Faleceu em Matosinhos, a 08-12-1930. Era filha de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, e irmã de Apeles Demóstenes da Rocha Espanca.

Em Évora concluiu o Curso Liceal em 1917, malogrado o primeiro casamento, vem para Lisboa, em 1919, onde frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Em 1916, começou a escrever versos em vários jornais, poesias essas correspondentes ao período de 1916-1917, que mais tarde foram reunidas no volume Juvenília, publicado, postumamente, em 1931.

Em Abril de 1931, foi publicada a segunda edição desre último volume, acrescida com mais 28 sonetos inéditos, sob a rubrica de Reliquiae, devendo-se a publicação a Guido Battelli, então Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, que, para a Poesia, chamou a atenção do público ledor, com um artigo: Ensaios Críticos. Este traduziu para italiano numerosas poesias de Florbela.

Seguiram-se-lhe outras obras: Cartas, (1931); As Máscaras do Destino, (Contos, 1931); O Dominó Negro, (1931) e Sonetos Completos, (1931).

Florbela Espanca, colaborou no Notícias de Évora; D. Nuno (Vila Viçosa); Magazine Civilização (Porto); Portugal Feminino (Lisboa) e Revista Portuguesa (Vila Viçosa).

Só depois de morta se lhe reconheceu o mérito, porque, como afirmou António Ferro, em «Fundo», no Diário de Notícias, «Florbela nunca foi uma poetisa de Sociedade», mas sim uma isolada. Numerosos Escritores e críticos começaram, então, a estudar e analisar a estranha e excepcional obra desta Poetisa: Tito de Bettencourt, Teresa Leitão de Barros, Albino Lapa, José Agostinho, Joaquim Costa, Aurora Jardim, Vítos Santos, Diogo Ivens Ferraz, António Miguel Caeiro, Hortense Pereira de Almeida, António Batoque, Costa Leão, Albino Forjaz de Sampaio, etc. Nino Nassaroli, de Verona, também se lhe referiu, em Itália. A obra de Florbela Espanca está traduzida em italiano

Elogiaram-na, entre outros, Henrique Lopes de Mendonça, Borbom e Meneses, Cândida Aires de Magalhães, etc.

Em 17-05-1964, foram os seus restos mortais transladados do cemitério de Matosinhos para o da sua terra natal. Foi fundada em Vila Viçosa a Casa Museu de Florbela Espanca (Outubro de 1964).

Por iniciativa do Escritor Celestino David, secundada por Fernanda de Castro, constituiu-se, em 1931, uma comissão de senhoras a fim de angariar fundos, para a consagração de Florbela através de um monumento. Esse monumento foi, finalmente, inaugurado em 1949, no Jardim Público de Évora, da autoria de Diogo de Pacedo, com pedestal de Jorge Segurado.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes, Alcochete (Freguesia de São Francisco), Albufeira, Almada (Freguesias de Almada,, Charneca de Caparica e Caparica), Alenquer (Freguesia do Carregado), Amadora, Arouca, Avis (Freguesia de Ervedal), Barreiro (Freguesias do Barreiro e Santo António da Charneca), Beja, Benavente (Freguesia de Samora Correia), Borba, Braga, Cascais (Freguesias de Alcabideche, Cascais, Parede e São Domingos de Rana), Castro Verde, Coruche (Freguesia do Couço), Cuba, Entroncamento, Estremoz, Évora, Fafe (Freguesias de Fafe e Regadas), Ferreira do Alentejo (Freguesias de Ferreira do Alentejo e Figueira dos Cavaleiros), Gondomar (Freguesias de Rio Tinto e Valbom), Guimarães (Freguesias de Gonça, Guimarães, São Torcato e Serzedelo), Leiria, Lisboa (Freguesia do Campo Grande, Edital de 19-07-1948), Loures (Freguesias de Camarate, Prior Velho, Santa Iria de Azóia, Santo António dos Cavaleiros e São Julião do Tojal), Maia, Mangualde, Matosinhos, Moita (Freguesias de Alhos Vedros, Baixa da Banheira, Moita e Vale da Amoreira), Montijo (Freguesias de Alto do Estanqueiro-Jardia, Montijo e Sarilhos Grandes), Montemor-o-Novo, Moura, Odivelas (Freguesias de Famões, Odivelas, Ourém, Pontinha, Póvoa de Santo Adrião e Ramada), Oeiras (Freguesias de Carnaxide e Oeiras), Oliveira do Hospital, Ovar (Freguesias de Esmoriz e São João), Palmela (Freguesias de Palmela, Pinhal Novo e Quinta do Anjo), Ponte de Sôr, Redondo, Sabugal, Salvaterra de Magos (Freguesia de Marinhais e Salvaterra de Magos), Santa Maria da Feira (Freguesia de Arrifana), Santarém, Seixal (Freguesias Amora, Corroios, Fernão Ferro e Torre da Marinha), Serpa, Sesimbra (Freguesias  do Castelo e Quinta do Conde), Setúbal (Azeitão e Setúbal), Sintra (Freguesias de Agualva, Belas, Casal de Cambra, Mem Martins, Queluz, Rio de Mouro, São Martinho), Trofa (Freguesias de São Mamede do Coronado e Trofa), Valongo (Freguesias de Alfena, Campo e Ermesinde), Vendas Novas (Freguesia de Landeira e Vendas Novas), Vila Franca de Xira (Freguesias de Alverca do Ribatejo, Forte da Casa, Vialonga e Vila Franca de Xira), Vila Nova da Barquinha, Vila Nova de Famalicão (Freguesias de Oliveira e Riba de Ave), Vila Nova de Gaia (Freguesias de Arcozelo e Vila Nova de Gaia), Vila Viçosa e Viseu.

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 10, Pág. 187)

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres, de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 365 e 366”

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 200)

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