“Se Bem me Lembro, Há Mau Tempo no Canal”

No dia em faz 115 anos que nasceu Vitorino Nemésio, aqui fica a recordação das suas obras e, sobretudo, das suas palestras na RTP, com o título genérico de “Se Bem me Lembro”.

 

vitorino-nemesioVITORINO NEMÉSIO Mendes Pinheiro da Silva, Professor e Escritor, nasceu na Praia da Vitória (Ilha Terceira – Açores), a 19-12-1901, e faleceu em Lisboa, a 20-02-1978. Era filho de Vitorino Gomes da Silva e de Maria da Glória Mendes Pinheiro, ambos naturais da Praia da Vitória.  Interrompeu os estudos  liceais, feitos nos Açores, para assentar praça como voluntário. Cabo de infantaria e empregado de escritório, em Lisboa, tornou-se profissional em 1921 como redactor de A Pátria. Revisor da Imprensa da Universidade em Coimbra, em 1922, matriculou-se na Faculdade de Direito e depois na de Letras, acabando por se licenciar no ano de 1931 em Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa, onde se doutorou em 1934 com o estudo »A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio«, (1934). Ensinou nas Universidades de Mompilher (1935-1937) e Bruxelas (1937-1939), antes de se tornar, em 1941, Professor Catedrático na Faculdade de Letras de Lisboa, da qual veio a ser Director (1957-1959).

Em Coimbra foi militante republicano  académico e com Afonso Duarte lançou a revista Tríptico. Precursor da Presença, colaborou nesta e fundou a Revista de Portugal, aberta a todas as tendências literárias de Portugal e Brasil na década de 30. Adquiriu grande popularidade como memoralista  no programa da RTP »Se Bem Me Lembro« e foi o primeiro Director  (de 11-12-1975 a 25-10-1976) do jornal O Dia. Em 1966 recebeu o Prémio Nacional de Literatura e em 1973 o Prémio Montaigne.

Obras principais: de poesia, »O Bicho Harmonioso«, (1938), »Eu, Comovido a Oeste«, (1940), »Nem Toda a Noite a Vida«, (1953), »O  Verbo e a Morte«, (1959), »Canto de Véspera«, (1966), e »Sapateia Açoriana, Andamento Holandês e Outros Poemas«,  (1976); de ficção: »Paço de Milhafre«, (1924, contos), »Varanda de Pilatos«, (1926), e »Mau Tempo no Canal«, (1944, romance galardoado com o Prémio Ricardo Malheiros); de ensaio e crítica: »Sob os Signos de Agora«, (1932), »A Mocidade de Herculano«, (1934), »Relações Francesas do Romantismo Português«, (1936), »Ondas Médias«, (1945), e »Conhecimento de Poesia«, (1958); de crónica: »O Segredo de Ouro Preto«, (1954), »Corsário das Ilhas«, (1956), e »Jornal do Observador«, (1974). A sua obra literária ressuma um profundo humanismo, em que a erudição, mais subentendida do que alardeada, lhe torna mais vasta e penetrante a sua sentida compreensão dos homens e da vida.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Albufeira; Almada (Freguesias da Charneca de Caparica e Sobreda); Amadora; Aveiro (Freguesia do Eixo); Beja; Benavente (Freguesia de Samora Correia); Braga; Caminha (Freguesia de Vila Praia de Âncora); Campo Maior; Cascais (Freguesias de Alcabideche, Carcavelos, Cascais, Estoril, Parede, e São Domingos de Rana, com duas artérias); Coimbra; Entroncamento; Évora; Fafe (Freguesia de Regadas); Faro; Ferreira do Alentejo;  Figueira da Foz; Gondomar (Freguesias Fânzeres, Rio Tinto e Valbom); Lisboa (Freguesia de Santa Clara (antiga Freguesia da Ameixoeira), Edital de 20-11-1978), de Loures (Freguesias de Loures, São João da Talha e São Julião do Tojal); Lousã;  Maia; Mangualde; Matosinhos (Freguesia da Senhora da Hora); Moita (Freguesias de Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Gaio-Rosário); Montijo; Odivelas (Freguesias de Famões (duas artérias), Odivelas, Póvoa de Santo Adrião e Ramara); Oeiras; Ovar (Freguesia de Esmoriz e Ovar); Palmela (Freguesias de Palmela e Pinhal Novo); Ponta Delgada; Portalegre; Porto; Praia da Vitória (Freguesias de Agualva, Fontinhas e Porto Martins); Santa Maria da Feira (Freguesia da Arrifana); São João da Madeira;  Seixal (Freguesias da Amora e Corroios); Sesimbra (Freguesia da Quinta do Conde); Setúbal (Azeitão); Sintra (Freguesias de Algueirão-Mem Martins, Queluz e Rio de Mouro); Trofa (Freguesias de São Mamede do Coronado e Trofa); Valongo (Freguesias de Ermesinde e Sobrado); Vila Franca de Xira (Freguesia de Póvoa de Santa Iria); Vila Nova da Barquinha;  Vila Nova de Gaia (Freguesias de Arcozelo, Vilar do Andorinho e Vilar do Paraíso).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Coordenação de Ilídio Rocha, ,Publicações Europa América, Março de 1998, Pág. 103, 104, 105, 106 e 107).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 382).

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