“Passa hoje, mais um ano sobre a morte do Compositor e Maestro Frederico de Freitas”

 

frederico-de-freitasFREDERICO Guedes DE FREITAS, Compositor e Maestro, natural de Lisboa, nasceu a 15-11-1902 e faleceu a 12-01-1980. Iniciou os seus estudos de Música com a mãe, Elvira Cândida Guedes de Freitas. Teve formação Superior de Piano, Violino e Ciências Musicais no Conservatório Nacional de Lisboa. Compositor, Director de Orquestra, Pedagodo e Investigador. Desenvolveu uma actividade profissional muito vasta e variada.

Em 1926, obteve o Prémio Nacional de Composição. Como Pedagogo, desenvolveu esforços notáveis na divulgação da Música no Ensino Liceal. Dedicou-se à investigação na área musical, deixando inúmeros e importantes ensaios de musicologia. Como maestro, dirigiu orquestras em concertos por toda a Europa e América. Foi o fundador da Sociedade Coral de Lisboa. A sua obra caracteriza-se pelo facto de ter acompanhado e assimilado as suas experiências vanguardistas da música erudita, tendo sido ele o primeiro, na Península Ibérica, a explorar a bitonalidade, a politonalidade e a atonalidade. Paralelamente, dedicou-se à música ligeira de inspiração popular, compondo inúmeros musicais para o teatro e para o cinema (Severa). Na sua obra de carácter erudito, encontram-se peças de música vocal, sinfónica, para canto, piano e para outros instrumentos.

Recebeu diversas distinções pelo seu talento criativo, nomeadamente o Prémio Domingos Bomtempo (1935) e o Prémio Nacional Carlos Seixas (1962).

A sua última composição interpretada foi Alexandre Herculano. In Memoriam, encomendada pela Sexretaria de Estado da Cultura para a comemoração do Centenário da morte do Escritor, nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, em 1977.

Por decisão unânime da Sua Assembleia Geral, de 06 de Dezembro de 1979, foi nomeado Presidente de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores, de que foi sócio fundador.

Ensinou Composição até ao final da su vida no Instituto Gregoriano de Lisboa, onde trabalhou por longos anos, em estreita colaboração com Júlia de Almendra, desde a fundação do anterior Cnetro de Estudos Gregorianos.

Desempenhou cargos directivos na Liga dos Amigos do Canto Gregoriano e prestou colaboração em numerosas Semanas Gregorianas, em Coimbra e depois em Fátima.

Da sua vasta produção, no domínio da Composição, resta uma considrável obra póstuma da qual se destacam várias composições para quinteto de sopros, de entre as quais Pentafonia, uma peça dodecafónica; um andamento, um conjunto de nove peças humorísticas e uma Marcha/Hino para grande Orquestra. Restam ainda também inéditas algumas obras de vulto, das quais se destacam: Dotes do corpo glorioso, pequenas peças para Canto e vários instrumentos, quatro peças para Violoncelo e Piano, Tema e Variações para Piano e as 13 variações para Violoncelo e Piano.

Exerceu actividade pedagógica em várias instituições a partir de 1923, nomeadamente no Liceu Camões e no Oliceu Gil Vicente, onde leccionou Canto Coral e no Centro de Estudos Gregorianos (actual Instituto Gregoriano de Lisboa), onde leccionou Composição, Contraponto e Fuga (a partir de 1967).

Entre as suas obras mais notáveis contam-se: »Quarteto Concertante« (1934), »A Dança da Menina Tonta« (1941), »Suite Medieval« (1958), »Sonata da Igreja« (1961), e »Dom João e os Sonhos« (1971).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica), Amadora, Lisboa (Freguesia de São Domingos de Benfica, Edital de 11-11-1983)), Matosinhos (Freguesia de Custóias), Moita (Freguesia de Alhos Vedros), Oeiras (Freguesia de Carnaxide), Seixal (Freguesia de Corroios), Sesimbra, Sintra (Freguesias de Algueirão-Mem Martins e Colares).

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 11, Pág. 843 e 844)

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 2º Volume, C-L, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Fevereiro de 2010, Pág. 524, 525, 526, 527, 528 e 529)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 235).

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