“Pessoas vinculadas aos CTT”

CTTOs CTT, com este ou com outros nomes que foram tendo ao longo dos anos, tiveram, para o seu prestígio e engrandecimento, a contribuição de muitas pessoas. São essas pessoas que, dentro da medida do possível, pretendo dar a conhecer.

 

EMÍDIO Augusto DA COSTA CABRAL, 17º Assistente do Correio-Mor do Reino, em Viseu, exeerceu o cargo de 1842 a 1846. Natural de Fornos de Algodres, nasceu a 09-10-1818. Era filho de António Bernardo da Silva Cabral e de D. Francisca Vitória da Costa Corte Real, e irmão do notável Estadista Costa Cabral, Conde de Tomar, e de José Bernardo da Silva Cabral, Conde de Cabral.

Criada, em 1834, a Guarda Nacional, para defesa do novo regime, logo se formou uma Companhia e,m Fornos de Algodres,para a qual Emídio da Costa Cabral teve nomeação de Tenente.

Era Aspirante do Tesouro Público quando, por Alvará de 18 de Janeiro do ano de 1842 foi nomeado Assistente do Correio de Viseu, cargo de que só deve ter tomado posse alguns dias mais tarde, pois em 13 do mês seguinte ainda estava em Fornos de Algodres, visto que assinou a Acta da Sessão que a Câmara daquela Vila  realizou pata manifestar o seu regozijo pelo restabelecimento da Carta Constitucional.

Em Viseu se conservou até ao deflagrar do movimento insurreccional contra o governo de Costa Cabral, que ficou na história com o nome de revolução de Maria da Fonte. O Correio Assistente de Viseu, como irmão do Ministgro alvejado, não se sentiu seguro perante o alastramento da revolta na sua Cidade, e, ausentou-se, em 15 de Maio de 1846; e logo a Câmara Municipal, resolveu restituir Silvério Abranches ao lugar de que fora injustamente despedido.

A revolução, no entanto, fraqueja na Beira Alta, as tropas fiéis ao Governo avançam, e Emídio Costa Cabral é mandado regressar ao seu posto, mas neste fervilhar de ódios, interesses e descaramento a que os políticos de então haviam conduzido o País, outgro masi audacioso se antecipou, e não teve efeito o regresso determinado por quem de direito.

Voltaria mais tarde quando acalmasse a tempestade.

Mas nem só os homens perturbavam a marcha do Correio; os elementos da natureza muitas vezes se encarniçaram também contra ela:

No dia 25 de Março de 1846, o Estafeta que conduzia o correio de Coimbra para Viseu, ao passar o rio do Botão foi levado pela corrente e certamente teria perecido se não fosse socorrido pelos habitantes do lugar, que acudiram aos seus gritos e o tiraram da água, a ele, à cavalgadura e às malas, já em diferentes sítios. Ficou maltratado sem poder continuar viajem.

Bibliografia: “Assistentes do Correio-Mor do Reino em Viseu”, (por Godofredo Ferreira, Edição dos CTT, Lisboa 1960)

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