Os CTT, com este ou com outros nomes que foram tendo ao longo dos anos, tiveram, para o seu prestígio e engrandecimento, a contribuição de muitas pessoas. São essas pessoas que, dentro da medida do possível, pretendo dar a conhecer.

CTTSILVÉRIO Augusto de ABRANCHES Coelho e Moura, 18º Correio-Mor do Reino, em Viseu, exerceu o cargo de 1836 a 1841 e de 1846 a 1847. Nasceu na Freguesia de Cabanas do Viriato (Carregal do Sal), a 22-12-1813, e faleceu em Viseu, a 13-02-1896. Era filho de João Pais de Abranches e de D. Maria Delfina de Coelho e Moura, e irmão do 15º Assistente do Correio-Mor do Reino, António de Abranches Coelho e Moura. Foi casado com D. Maria Efigénia de Sousa Lemos e Menses, de quem houve nada menos de 18 filhos, um dos quais foi o distinto Oficial de Engenharia, General Dr. Silvério Abranches Coelho de Lemos e Meneses, pai do Dr. Silvério Abranches, Conservador do Registo Predial.

Carácter impoluto e bondosíssimo, figura imponente de Viseu, legou à numerosíssima família os mais austeros princípios de honra e dignidade.

A 15 de Maio de 1846 dá-se o pronunciamento do povo e tropas de Viseu (Revolução da Maria da Fonte), instala-se uma Junta Provisional e um novo Governador Civil, e Emídio da Costa Cabral achou prudente fugir, abandonando o cargo, que um tal Augusto Tobério do Vale passou a servir a título precário. Mas logo em 25 desse mês a Câmara Municipal restituiu a Silvério Abranches o seu antigo emprego.

A nomeação da Câmara era, porém, provisória, e por isso outros pretendentes apareceram: Pedro Carlos Ernesto Teixeira Carvalho Sampaio, Luís Borges de Castro Azevedo e Melo, etc. Não obstante a concorrência, Silvério Abranches foi confirmado pela Sub-Inspecção em 11 de Agosto.

Estava, no entanto, escrito que não se equilibraria no lugar na contradança política que alastrava de Norte a Sul do País. A Patuleia não se aguentou na Beira, e ele, que era Capitão da 2ª Companhia do 1º Batalhão da Guarda Nacional de Viseu, intimamente ligado à revolução, achou conveniente ausentar-se, à aproximação das forças leais do Exército, em operações, em Janeiro de 1847; e logo foi demitido do cargo, pela 2ª vez, e mandado reintegrar o Costa Cabral, o que não chegou a executar-se, porque o Duque de Saldanha, lugar tenente da Rainha nas Províncias do Norte, encontrou um tercius gaudet na pessoa de António Soares de Albergaria, de triste memória.

Silvério Abranches foi depois Escrivão e Tabelião em Viseu, Vereador e prestigioso chefe político do Partido Progressista, no seu Distrito, cavaleiro fidalgo, Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

Bibliografia: “Assistentes do Correio-Mor do Reino em Viseu”, (por Godofredo Ferreira, Edição dos CTT, Lisboa 1960)

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