Os CTT, com este ou com outros nomes que foram tendo ao longo dos anos, tiveram, para o seu prestígio e engrandecimento, a contribuição de muitas pessoas. São essas pessoas que, dentro da medida do possível, pretendo dar a conhecer.

cavalo-dos-ctt-antigoFRANCISCO ZUZARTE Maldonado, natural de Coimbra. 9º Assistente do Correio-Mor do Reino, em Coimbra, cargo que exerceu de 1701 a 1728, ano da sua morte, faleceu a 15-12-1728. Era filho de Agostinho Zuzarte Maldonado e de D. Ana Teresa da Silva. Sucedeu a seu pai no lugar de Correio. Foi casado com D. Mariana Machado de Paços, filha herdeira de António Machado de Paços, e dela houve: António Xavier Zuzarte Maldonado, D. Joana Eusébia da Silva, Freira em Santa Clara de Coimbra; D. Luísa Isabel da Purificação, Freira em Santana; D. Francisca Xavier Zuzarte Cardoso, que casou com Bernardo da Silva Castelo Branco; e D. Maria Vitória Maldonado Cardoso.

Formou-se em Leis, na Universidade de Coimbra, em 1694, foi familiar do Santo Ofício; fidalgo-cavaleiro por mercê do Rei D. João V; e teve carta de brasão de armas dos apelidos «Zuzarte, Cardosos Ribeiros e Maldonados», em 1723.

Instituiu o moargado dos «Zuzartes” e teve, além disso, os senhorios da Capela dos Silvas Tojeiros, de Matosinhos, por herança, e do prazo de Vilarinho Casais das Eiras, que comprou.

Erigiu uma Ermida perto do Arco da Copeira, cuja invocação era a de um «Crucifixo Milagroso», de grande devoção popular.

A excelente casa solarenga que os «Zuzartes» possuíam na velha rua das Fangas (hoje Rua Fernandes Tomás) estava implantada no sítio onde outrora foi o «mercado das farinhas». É bem provável que esta casa fosse adaptação, ou até mesmo reconstrução, de outra ali existente à data em que os Zuzartes nela se fixaram, o primeiro dos quais terá sido Francisco Zuzarte Maldonado. O brasão colocado sobre a porta principal do imóvel é justamente o que em 1723 foi concedido a este Assistente do Correio-Mor do Reino, e o aspecto arquitectónico da casa não vai fora dessa mesma época, apesar das alterações com que terá chegado aos nossos dias. As traseiras do edifício davam para a antiga rua de S. Cristóvão, que veio a chamar-se «rua do Correio», depois que nesta parte do mesmo edifício se alojou aquele serviço público, e lá se conservou por mais de um século. E por tal forma o nome se colou à rua, que, muitos anos depois dali ter saído o Correio, e de a mesma artéria ser crismada de Joaquim António de Aguiar, ainda o vulgo a designava pelo antigo nome.

A velha casa teve vários inquilinos depois que de lá saíram os «Zuzartes», em 1813, e o Correio depois. Ali tiveram assento, alternadamente, duas associações secretas, em 1848; e para que as entradas e saídas dos «encobertos» associados se não tornassem notadas, improvisou-se uma sala de diversões, com bilhar, que mascarava a verdadeira finalidade das reuniões. Em 1854, 1856 e 1863 ali esteve a Tipografia «Comercial»; e…nada mais sabemos do decaído solar, de que reproduzimos três fotografias”.

Fonte: “Assistentes do Correio-Mor do Reino em Coimbra”, (De Godofredo Ferreira)

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