Faleceu ontem, 10 de Fevereiro, Manuela de Azevedo, a Jornalista mais velha do Mundo.

 

manuela-de-azevedoMANUELA Saraiva DE AZEVEDO, Jornalista e Escritora, natural de Lisboa, nasceu a 31-08-1911 e faleceu a 10-02-2017. Era filha de António de Albuquerque Azevedo, republicano histórico e propagandista da República. Fez os Estudos Liceais em Viseu, onde foi Professora do Ensino Particular em Viseu. Desde 1938 dedicou-se ao jornalismo, subscrevendo críticas de teatro e de artes plásticas. Foi Redactora do jornal República, Chefe de Redacção da Revista Vida Mundial (1942-1945) e Redactora no Diário de Notícias.

Ingressou no Diário de Lisboa (1945-1958) e, por último, no Diário de Notícias (1960), onde se multiplica em colunas de crítica teatral, de bailado e artes plásticas e textos de investigação sobre, por exemplo, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Guerra Junqueiro, Alexandre Herculano, de quem adaptou, para os jovens, textos de Lendas e Narrativas, João de Deus, etc.

Manuela de Azevedo, fez-se passar por criada, para conseguir a entrevista, ao ex-Rei Humberto de Itália, que se encontrava exilado em Portugal após a implantação da República, publicada no Diário de Lisboa, em 1946.

Fundou e presidiu à Associação para a Reconstrução e Instalação da Casa-Memória de Camões em Constância.

Autora em cuja obra de ficção se apura uma convergência do romantismo e do rwalismo, expressa o primeiro nos temas de atmosferas; o segundo, na perspectiva de uma arte social finalista. Tão ignorada é a sua faceta de dramaturga como conhecida a longa dedicação que vota a João de Barros.

Manuela de Azevedo foi agraciada com a Ordem da Instrução Pública; com a Ordem da Liberdade e com a Medalha cde Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa.

Obras principais: Claridade, (poesia, 1935); Filhos do Diabo, (contos, 1954); O «Amor de Perdição»: A Novela Camiliana, (ensaio, 1955); Um Anjo Quase Demónio, (romance, 1956); Camilo e Fanny, (teatro, 1957); Filhos de Deus, (contos, 1959); A Cisma do Toca-la-Gaita, (novela, 1959; Itinerário Romântico de Portugal, (ensaio, 1961); O Tesouro das Ilhas Selvagens, (contos para adolescentes, 1964); À Sombra DE Eça e Camilo, (1969); Columbano, (ensaio, 1971); Cartas a João de Barros, (selecção, Prefácio e Notas, 1971); Cidadão João de Barros, (1977); Guerra Junqueiro: A Obra e o Homem, (ensaio, 1981); Nosso Confrade Herculano, (em colaboração, 1983).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, , Coordenação de Ilídio Rocha, Edição de Março de 1998, Publicações Europa América, Pág. 448 e 449)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 69).

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