“Rogério Paulo que, além de ter sido um grande Actor, se distinguiu, também,como Político, deixou-nos faz hoje 24 anos”

 

rogerio-pauloROGÉRIO PAULO é o nome artístico de Rogério Gomes Lopes Ferreira, Actor e Político, nasceu em Silva Porto (Angola), a 17-11-1927, e faleceu em Lisboa, a 25-02-1993. Frequentou a Faculdade de Medicina de Lisboa, mas optou pela carreira teatral, tendo-se estreado em 1949. No ano seguinte, passou a fazer parte da Companhia de Alves da Cunha e adoptou o nome artístico de Rogério Paulo.

A partir de 1953, passou a fazer parte da Companhia do Teatro Nacional de D. Maria II, não só como Actor, mas também como Encenador.

Em 1962, foi o primeiro classificado no Curso Superior da Universidade de Treatro das Nações, em Paris, organismo onde desempenhou, no ano seguinte, o cargo de Assistente do Director.

Dirigiu vários grupos universitários de teatro, leccionou Teatro na Universidade de Havana (1972-1973) e continuou a representar praticamente até falecer.

Iniciou a carreira artística no Teatro-Estúdio do Salitre. Fundou e dirigiu o Teatro Moderno de Lisboa, de 1961 a 1964. Actuou também no cinema e na televisão. Principais filmes: “A Garça e a Serpente”, em 1952, “O Costa de África”, em 1954, “Encontro com a Vida”, em 1960, “O Crime da Aldeia Velha”, em 1964, “Recompensa”, em 1977, “Retalhos da Vida de Um Médico”, em 1980, e “Sem Sombra de Pecado”, em 1982. Como encenador teatral salientou-se em “As Raposas”, de L Hellman.

Militante do Partido Comunista Português desde 1953, foi preso em 1963 e proibido de actuar na RTP e na Emissora Nacional.

Conhecido como opositor ao Estado Novo, esteve ligado ao MUD Juvenil e veio a ser impedido de actuar na Emissora Nacional e na Rádio Televisão Portuguesa durante anos.

Foi candidato às eleições de 1957 pela Oposição Democrática. Esteve ligado à prepração da fuga de Álvaro Cunhal do Forte de Peniche.

Em 1969, foi um dos fundadores da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos e, em Maio de 1972, foi um dos subscritoresz de um manifesto intitulado «A Situação Política Portuguesa e o Fracasso do Reformismo», apreendido pela DGS – Direcção Geral de Segurança e por isso interrogado.

Leccionou na Universidade de Havana, de 1972 a 1973 e escreveu “Introdução ao Teatro Cubano”, em 1971, “Um Actro em Viagem”, em 1972, e “As Portas Foram Abertas aos Bandidos”, em 1981.

Depois do 25 de Abril de 1974, foi dirigente sindical, membro da Comissão de Trabalhadores do Teatro Nacional, e Deputado à Assembleia Constituinte em 1975-1976.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora; Loures (Freguesia de São João da Talha); Moita (Freguesia da Baixa da Banheira); Odivelas (Freguesia de Odivelas e Ramada); Oeiras (Freguesia de Barcarena); Seixal; Vila Franca de Xira (Freguesia de Vialonga).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 296).

Fonte: “Candidatos da Oposição à Assembleia Nacional do Estado Novo (1945-1973). Um Dicionário”, (de Mário Matos e Lemos, Luís Reis Torgal, Coordenador, Colecção Parlamento, Edição da Assembleia da República, 1ª Edição, Lisboa, Outubro de 2009, Pág. 220).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 405).

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