“Faleceu na passada Terça-Feira, o Actor Fernando Taborda, aqui fica um pouco do muito que ele fez”

 

fernando-tabordaFERNANDO Manuel TABORDA de Azevedo Nogueira, Actor, nasceu na Freguesia de Aldeia Nova do Cabo (Fundão), em 1934, e faleceu no Hospital dos Covões, em Coimbra, a 28-02-2017. Professor Primário de formação, o Actor trabalhava na Bonifrates, em Coimbra, desde 1986, onde se destacou pelo desempenho na peça “A vida do grande D. Quixote de La Mancha e do gordo Sancho Pança”, de António José da Silva, em 1991, numa encenação de José Oliveira Barata. Na Bonifrates, o actor e encenador participou em mais de trinta espectáculos.

Depois de uma passagem forçada pela guerra colonial, em África, e o regresso a Coimbra, com passagem no Ateneu. Foi até aos seus últimos dias um dos mais emblemáticos e inspiradores Actores da Bonifrates – Cooperativa de Produções Teatrais, em Coimbra

Actor da dimensão de outros nomes maiores dos palcos portugueses – ontem mesmo Ruy de Carvalho celebrou 90 anos de vida e 75 de carreira, de que apenas o separava a distância que vai do “amador” ao “profissional”, Fernando Taborda participou ainda em várias produções cinematográficas, destacando-se o seu trabalho com o realizador (também de Coimbra) António Ferreira.

Mas da sua relação intensa e extraordinariamente rica com a Bonifrates ficamos a saber, numa declaração na primeira pessoa: “Na Bonifrates entrei em 1986, levado pelo José Barata, para substituir um Actor na “Esopaida”. E foi até hoje. O Teatro é a minha casa, a Bonifrates é a minha casa, é a minha (segunda) família (…)”.

Da Cooperativa Teatral que era a sua casa, a reacção não podia ser outra: “A Cooperativa Bonifrates perdeu um dos seus grandes. É com imensa tristeza que o vimos partir. Palmas ao Taborda, de pé! Não era para ser assim! Não era ainda esta a tua deixa… Tínhamos ainda tantas contracenas neste palco/vida… Quem te mandou sair de cena?”.

Fernando Taborda tinha o Curso do Magistério Primário, tendo as suas primeiras representações sido feitas, aliás, na Escola do Magistério Primário, em Coimbra.

De 1978 a 1986, Fernando Taborda fez parte da Direcção do Ateneu de Coimbra, tendo participado e codirigido as peças “A Farsa de Mestre Patellin”, de autor desconhecido, “O Doido e a Morte”, Raul Brandão, e “A Festa de Beneficência”, uma adaptação de Lauro António.

Em Julho de 1986, estreou-se na Companhia Bonifrates na peça “Esopaida”, de António José da Silva, com encenação de José Oliveira Barata. Nesta companhia conimbricense participou em mais de trinta espetáculos, entre os quais “Os Homens e as suas Sombras”, de Alfonso Sastre, “A Poesia também se Come”, de vários poetas portugueses, “Fly-By”, de Alfonso Vallejo, e “Quadros Negros”, uma criação teatral de Deolindo Pessoa, sobre textos de Gagey Mrozeck. O ator fez parte também dos elencos d’”A Família Dupond”, de Alicia Guerra, “A Coroação de Inês”, com encenação de João Maria André, um espetáculo apresentado na Expo’98, “D. Juan”, de Jean-Baptiste Molière, “Duplos Sentidos”, um espetáculo de poesia, com encenação de João Paulo Janicas, “Eu não sou o Rappaport”, de Herb Gardner, “Hysteria”, de Terry Johnson (projeto independente), “Médico à Força”, de Molière, e “Os últimos dias de Emanuel Kant”, de António Sastre, em junho de 2012, que foi a última peça em que participou. No cinema fez parte dos elencos de “Quase” (1992), de Francisco Manso, “Esquece tudo o que te disse” (2002), de António Ferreira, “Sagrada Família” (2007), de Frederico Moedas e Bruno Silva, “Pago para ver” (2008), de Luís Manuel Almeida, “Azeitona” (2008), de João Gazua, Humberto Rocha, Ana Almeida, Luís Campos, “Embargo” (2010), de António Ferreira, “Humilhados e Ofendidos” (2010), de Dany Horiuchi e Salvador Palm, e “O voo da papoila” (2011), de Nuno Portugal. Da sua participação no cinema consta ainda “Posfácio nas Confeções Canhão” (2012), de António Ferreira, e “Vida Tramada” (2012), de Salvador Palma e Rui Rodrigues.

No cinema, a sua última participação foi em “Paloma” (2015), de Nuno Portugal, desempenhando o papel de Papa. O Actor, segundo informação dos Bonifrates, estreou-se em junho de 1960 na peça “A Sapateira Prodigiosa”, de Federico García Lorca, que também encenou, e, no ano seguinte, voltou a dirigir e a participar em “O Apolo de Bellac”, de Jean Giraudoux.

Fonte: “Campeão das Províncias”

Fonte: “Diário das Beiras”

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