Os CTT, com este ou com outros nomes que foram tendo ao longo dos anos, tiveram, para o seu prestígio e engrandecimento, a contribuição de muitas pessoas. São essas pessoas que, dentro da medida do possível, pretendo dar a conhecer.

cavalo-dos-ctt-antigoJOÃO de Oliveira FIÚZA, 7º Chefe dos Serviços Telégrafo-Postais do Distrito de Viseu, cargo que exerceu de 1936 a 1938; 1º Chefe da Circunscrição de Exploração dos CTT  da Província da Beira Alta, cargo que exerceu de 1939 a 1940. Nasceu na Freguesia da Caranguejeira (Leiria), a 09-04-1886, e faleceu em Lisboa, em data desconhecida. Era filho de Manuel de Oliveira Fiuza e de D. Vitória Brígida Fiuza. Foi casado com D. Maria José Crujo de Oliveira e Silva, de quem houve: D. Vitória Maria Crujo de Oliveira Fiúza, e de D. Olga Maria Crujo de Oliveira e Silva Fiuza.

Depois de estudar os Preparatórios em Leiria, assentou praça com 18 anos de idade, como voluntário, no Regimento de Infantaria nº 7, em Junho de 1904, e no mesmo ano foi promovido a Cabo. No ano imediato transitou para a Companhia de Telegrafistas de Praça, onde meses depois era promovido a 2º Sargento.

Na tropa frequentou, com aproveitamento, o Curso de Habilitação para 1º Sargento, e o Curso Elementar de Electrotécnia da Inspecção de Telégrafos Militares (1908).

Sendo já 1º Sargento, muito bem notado pela sua aptidão e interesse pelos Serviços Militares, resilveu abandonar a Tropa e requereu, em 1909, a admissão aos Exames do 1º e 2º anos da Escola Prática Elementar de Telegrafia de Lisboa, como aluno externo.

Classificado, depois, no concurso para 2º Aspirante, remiu a obrigação do Serviço Militar e ingressou nos Correios e Telégrafos em 1911. Quatro anos andados, transitou, por concurso, para o quadro de Fiéis, sendo então colocado em Beja como Fiel de 3ª Classe (Exactor). No mesmo ano foi promovido à 2ª Classe e colocado no Funchal, e em 1918 promovido à 1ª Classe e nomeado Chefe da 2ª Secção da Central Telegráfica do Porto.

Com a extinção do quadro de Fiéis pelo Decreto nº 23.555, de 1934, Joºao de Oliveira Fiuza ingressou no quadro de Inspectores, a que era equiparada a categoria de Fiéis de 1ª Classe, e continuou na 2ª Secção da Central Telegráfica do Porto, até que, por Alvará de 27 de Julho de 1936, foi colocado como Chefe dos Serviços Telégrafo-Postais do Distrito de Viseu.

Foi no período da susa gerência que o problema do alojamento condigno dos CTT em Viseu veio a ter desfecho com a conclusão do novo edifício e a sua inauguração em 13 de Novembro de 1938, pelo Governador Civil de Viseu, Senhor Dr. Francisco Inácio Pereira de Figueiredo. Este acto solene teve a presença do Senjor Administrador Geral, Engenheiro Luís de Albuquerque Couto dos Santos, que para o efeito se deslocou à Capital da Beira Alta, e a assistência de um representante do Prelado, das autoridades locais,, de todos os Funcionários dos CTT da Cidade e de muito povo.

Com a extinção das Secretarias Distritais e criação dasd Circunscrições Provinciais de Exploração, foi nomeado Chefe da Circunscrição de Exploração dos Correios, Telégrafos e Telefones da Província da Beira Alta, por Portaria de 15 de Fevereiro de 1939. Em Novembro do ano imediato, trocava a Circunscrição de Viseu pela Chefia da Estação Central Telegráfica de Lisboa.

Serviu depois na Direcção dos Serviços de Exploração, Lisboa (de 1942 a 1945); Chefe da Estação Central de Encomendas Postais de Lisboa (1945); Chefe da Circuinscrição de Exploração dos Açores (1945 a 1948); Chefe da Circunscrição do Alto Alentejo (1948 a 1951); Chefe da Circunscrição de Exploraºão do Baixo Alentejo (1951 a 1953); e de novo na Direcção dos Serviços de Exploração, em Lisboa, até que foi aposentado por atingir o limite de idade em 09 de Abril de 1956.

Prestou assim 52 anos de Serviços Públicos, sete na Tropa e quarenta e cinco nos CTT, estes últimos no desempenho de serviços de responsabilidade, em que sempre deu provas de competência e dedicação, como o atestam os quatro louvores averbados no seu registo biográfico e a concessão da Medalha de Prata dos CTT, que lhe foi atribuída em Maio de 1935, e enregue numa sessão especialmente realizada no Gabinete do Senhor Correio-Mor.

São ainda prova der interesse pela profissão o magnífico Ficheiro de Legislação dos CTT, que organizou e que a Administração Geral editou, em 1955, em dois grossos volumes.

À margem da profissão oficial, dedicou-se também a trabalhos manuais, em que se revelou habilíssimo; e, entre outros que executou, é de raro encanto uma colecção de mais de duas dúzias de miniaturas, em marfim, d ecarros rurais de lavoura, de todas as regiões de Portugal. Esta colecção, que pode classificar-se de peças de Museu, obteve o Primeiro Prémio no 1º Salão de Trabalhos dos Prfofissionais de Telecomunicações (artesanato artístico) realizado no Palácio Galveias, quando dasd comemorações de S. Gabriel, de 1960.

Uma miniatura de carro alentejano deste género, que ofereceu para ser leiloada, quando das festas organziadas pelo pessoal dos CTT de Évora, em 1951, destinadas a angariar fundos para as suas Obras Sociais, foi arrematada pela elevada quantia de 7.640$00,o que dá a medida do interesse que artístico trabalho despertou.

Muito interessante, igualmente, a reprodução de um curioso carro de correio alentejano, do Século XIX, que faz parte da preciosa colecção de Oliveira Fiuza.

Bibliografia: “Assistentes do Correio-Mor do Reino em Viseu”, (por Godofredo Ferreira, Edição dos CTT, Lisboa 1960)

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