José Magro, mais um resistente antifascista, se fosse vivo, faria hoje 97 anos de idade

 

José MagroJOSÉ Alves Tavares MAGRO, político, natural da Freguesia de Alcântara (Lisboa), nasceu a 27-03-1920 e faleceu a 22-02-1980. Escriturário da Federação Nacional dos Produtores de Trigo, aderiu, por volta de 1940, às Juventudes Comunistas, e fez parte do MUNAF durante o serviço militar. Na situação de disponibilidade em 1945, passou à clandestinidade. Usando os pseudónimos de «Artur» e depois de «Victor», teve responsabilidade na edição de jornais ilegais destinados às Forças Armadas, como: A Voz do Sargento, A Voz do Soldado e A Voz do Oficial Miliciano, suplementos de Libertação Nacional, órgão do Conselho Nacional de Unidade Antifascista. Sempre actuando na clandestinidade, participou na campanha de Norton de Matos e foi depois responsável partidário pelo distrito de Lisboa (1950). Preso a 25 de Janeiro de 1951, foi julgado e condenado a três anos de prisão maior celular e suspensão de direitos políticos por 15 anos. Sofreu diversos castigos durante a detenção. A 20 de Janeiro de 1954 era descoberta uma tentativa de fuga do Forte de Peniche, através de um túnel, sofrendo os seus autores, entre os quais José Magro, novos castigos. Libertado a 14 de Fevereiro de 1957, retomou a clandestinidade cinco meses depois. Participou no V Congresso do PCP, sendo eleito para o Comité Central. A 13 de Maio de 1959, foi de novo preso e condenado, a 04 de Dezembro de 1961, ao cúmulo jurídico de 10 anos de prisão, suspensão de direitos políticos por 15 anos, e medidas de segurança de seis meses a três anos prorrogáveis. Evadiu-se de Caxias a 04 de Dezembro de 1961, no Chrisler blindado de Salazar, mas pouco tempo esteve em liberdade, porque foi recapturado a 24 de Maio de 1962, em São Domingos de Rana. Já com pouca saúde continuou a sua luta pela liberdade, que só recuperou com o 25 de Abril de 1974.

Publicou um livro de poemas: Torre Cinzenta, Lisboa, Edic Avante, 1980 e Cartas da Prsião. Vida Prisional, Lisboa, Edic Avante, 1975.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora; Barreiro; Lisboa (Freguesia da Ajuda); Loures (Freguesia de Unhos); Sintra (Freguesia de Massamá); Viana do Alentejo (Greguesia de Aguair).

Fonte: “Memórias da Resistência, Literatura Autobiográfica da Resistência ao Estado Novo, de António Ventura”.

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