Alfredo Dinis, mais conhecido por Alex, se fosse vivo, faria hoje 100 anos de idade.

 

Alfredo DinisALFREDO DINIS “ALEX”, Operário e Político, nasceu em Lisboa, a 29-03-1917, e foi assassinado pela PIDE, próximo de Bucelas (Loures), a 04-07-1945. Alfredo Dinis, que na clandestinidade usou o pseudónimo de Alex. Operário Metalúrgico da Parry & Son, trabalhava de dia e à noite estudava numa Escola Industrial.

Aos 19 anos entrou para as Juventudes Comunistas, tendo igualmente pertencido ao Socorro Vermelho Internacional. Preso em Agosto de 1938 pela polícia fascista foi condenado a 18 meses de prisão. Quando saiu da prisão retomou a sua actividade revolucionária. Na qualidade de secretário da célula do PCP na Parry & Son passou a fazer parte do Comité Local de Almada.

Em 1943 entrou para o Comité Local de Almada. Também em 1943 entrou para o Comité Regional de Lisboa e pouco depois foi eleito para o Comité Central no III Congresso (Ilegal) do Partido, realizado nesse mesmo ano, passando a fazer parte do então existente Bureau Político.

Alfredo Dinis desenvolveu uma intensa actividade, participou na organização das lutas de 1942 na região de Lisboa e mais tarde na organização e direcção das grandes vagas de greves de 1943 e 1944 na região de Lisboa, Margem Sul e Ribatejo, assim como nas grandiosas manifestações da vitória sobre o nazi-fascismo de Maio de 1945.

Alfredo Dinis conhecia profundamente os problemas da classe operária, conhecia a classe, acompanhava dia a dia as lutas dos sectores que lhes estavam confiados, era um óptimo organizador das lutas reivindicativas

Como responsável pelo comité local de Almada evidenciou-se pela sua capacidade de organização durante as greves de 1942 na margem Sul, passando à clandestinidade no ano seguinte com o pseudónimo de «Alex», por que ficou conhecido.

Como funcionário do comité regional de Lisboa teve um importante papel na organização das greves de 1943 e 1944 e nas manifestações que celebraram a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. Foi eleito membro do CC no III Congresso do PCP realizado em Novembro de 1943. Em 04 de Julho de 1945 foi assassinado em Bucelas por uma brigada da PVDE (mais tarde PIDE) chefiada por José Gonçalves, tornando-se uma figura de destaque na galeria de mártires do partido.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesias de Cacilhas, Charneca de Caparica e Sobreda); Barreiro; Loures (Freguesias de Bucelas, Fanhões, São Julião do nTopjal e Unhos); Moita (Freguesias da Moita e Vale da Amorerira); Odivelas (Freguesia da Ramada); Palmela (Freguesia da Quinta do Anjo).

Fonte: “O Militante nº 277 de Julho/Agosto de 2005”, (por Maria da Piedasde Morgadinho)

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