No dia em que passam 150 anos sobre a morte da Actriz Margarida Clementina, em jeito de homenagem, aqui ficam alguns traços biográficos.

 

Margarida ClementinaMARGARIDA CLEMENTINA Pereira, Actriz, natural da Freguesia de Cadafais (Alenquer), nasceu em 1849 e faleceu a 08-04-1867. Foi das primeiras “ingénuas” dramáticas do Teatro Português. Era filha de Agostinho Lourenço Pereira e de Maria Isabel Pereira, irmã de Ana Elisa Pereira* , uma das maiores Atrizes do seu tempo, e de Francisco Xavier Pereira, que foi Solicitador encartado na Comarca de Lisboa.

Bastante pobres, vieram para Lisboa depois da cegueira do pai, a fim de procurar algum trabalho. Como eram muito pequenas, Romão António Martins, Encenador do Ginásio e antigo condiscípulo do pai, integrava as crianças em peças infantis para ajudar nas dificuldades financeiras da família. Eram conhecidas, entre os actores, como “as filhas do cego”. Clementina era, no dizer de Eça Leal, “branca, loira, delicada de voz suave, todos os predicados de «ingénua»”.

Em 1858, entrou para o Ginásio como Actriz e, em 1862, as irmãs foram contratadas por Emília das Neves* para fazer parte de uma Companhia em digressão pelas Províncias e, no Porto, representaram a comédia O Que Tem de Ser. A Companhia seguiu para Coimbra, onde as irmãs Ana e Margarida Clementina foram muito bem recebidas no Teatro D. Luís.

Em 1864, a Empresa César de Lima & Francisco Viana Ruas, do Teatro do Príncipe Real, em Lisboa, escriturou ambas. Margarida Clementina estreou-se na inauguração do Teatro, a 28 de Setembro de 1865, em Dois Pobres a uma Porta, comédia em 3 actos, e Muito Padece Quem Ama, ópera cómica em 1 acto, imitação de Aristides Abranches e Rangel de Lima.

Como era bonita, elegante e tinha boa voz foi, desde logo, muito festejada pelo público. Depois de alcançar grandes aplausos na Condessa de Vilar, comédia em 3 actos de José do Lago (que foi o seu benefício a 30/12/1865), e outras peças, abandonou o Teatro para casar com o Industrial e Capitalista Júlio César da Silva. Faleceu, cerca de dois anos depois, de parto, em 1867.

Fonte: “FEMINAE – Dicionário Contemporâneo”, (Direcção de João Esteves e Zília Osório de Castro, Coordenação de Ilda Soares de Abreu e Maria Emília Stone, Comissão para a Cidadania e a Igualde de Género, 2013,Pág. 486 e 487)

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