Francisco Pereira de Moura, o mais mediático Economista do tempo do PREC, se fosse vivo, faria hoje 92 anos de idade.

 

Pereira de MouraFRANCISCO José Cruz PEREIRA DE MOURA, Professor e Político, natural de Lisboa, nasceu a 17-04-1925 e faleceu a 06-04-1998. Era filho de Diamantino Pereira de Moura e de Maria Lúcia Cruz Viiera Pereira de Moura.

Fez os seus Estudos Secundários no Liceu Pedro Nunes e frequentou, entre 1942 e 1945, o Curso de Engenharia Mecânica no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa. Após interregno por motivos de saúde, matriculou-se no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (depois Instituto Superior de Economia e Instituto Superior de Economia e Gestão), Licenciadno-se em Finanças e Economia em 1949.

Doutorou-se em 1961, no mesmo Instituto, com a classificação de 19 valores.

No plano associativo, Pereira de Moura pertenceu à Juventude Universitária Católica (JUC), à Associação Académica dos Estudantes do Instituto Superior Técnico e à Associação Académica do ISCEF.

Foi ainda bolseiro do Centro de Estudos Económicos do Instituto Nacional de Estatísitca (1952), com vista à elaboração do estudo Estrutura da Economia Portuguesa, e do Gabinete de Estudos Corporativos (1954), neste último para preparar um texto sobre o funcionamento da economia corporativa portuguesa.

Professor no ISCEF, viria a ser Assistente da cadeira de Economia (1950-1957 e 1961-1970), Professor Auxiliar (1970-1972) e Professor Catedrático (1972). Leccionou também no Instituto de Serviço Social de Lisboa (1957-1968 e 1973-1974) e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas Ultramarinas (1962-1963), tendo sido Professor visitante na Universidade Estadual de São Paulo, Brasil, (1964), e na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique (1977).

Colaborou ainda na estruturação do Gabinete de Estudos Corporativos e da sua revista (1950-1953) e foi consultor e director do Centro de Estudos de Economia Aplicada da Associação Industrial Portuguesa (1958-1967).

Em 25 de Novembro de 1957, após ter sido Secretário-Geral e principal organizador do II Congresso da Indústria Portuguesa, aí apresentando a comunicação «Estudo sobre a indústria portuguesa», e ter colaborado na organização do II Congresso dos Economistas Portugueses, que decorreu em simultâneo, foi Procurador à Câmara Corporativa nas VII e VII Legislaturas (1957-1961 e 1961-1965), integrando a 6ª Subsecção (Finanças e Economia Geral) da Secção de Interesses de Ordem Administrativa.

Após esta passagem pela Câmara Corporativa, Francisco Pereira de Moura afastar-se-ia progressivamente do regime de Salazar. Assim, integrou a Comissão Promotora do Voto (1968) e a Comissão Nacional de Socorros aos Presos Políticos (1971-1972) e foi candidato pela Comissão Democrática Eleitora (1969).

Participou também em várias manifestações contra a guerra colonial, como a «vigília da Capela do Rato», em 1973, aquando da celebração do Dia Mundial da Paz, de que resultaria a sua demissão da Universidade, e interveio no III Congresso da Oposição Democrática, também no ano de 1973. Já muito antes havia subscrito um abaixo-assinado de um grupo de católicos dirigido ao director do jornal Novidades, criticando a atitude dessa publicação face à campanha eleitoral de 1958, campanha essa que viria a considerar «tristíssimo fracasso para as possibilidades de evolução pacífica das coisas». Parece, aliás, terem sido as eleições de 1958 que levaram Pereira de Moura a perder a esperança «numa evolução pacífica para novas formas de política».

Durante a revolução de Abril de 1974, como dirigente do MDP/CDE, apoiou a Junta de Salvação Nacional, tendo ainda sido Ministro nos I, IV e V Governos Provisórios.

Regressou depois ao ISEG, onde foi Director do Departamento de Economia e do Conselho Directivo (1979-1980) e Presidente do Conselho Científico (1984-1986 e 1989-1990). Jubilou-se em 1995.

Em 1995 seria agraciado com o Oficialato da Ordem da Instrução Pública.

Obras principais: “Localização das Indústrias e Desenvolvimento Económico”, em 1961, “Lições de Economia”, de 1961, “Planeamento Industrial e Desenvolvimento Regional”, de 1967, “A Banca, o Estado Social e a Expansão dos Lucros”, de 1973.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada, Lisboa (Freguesia de Carnide, Edital de 15-06-2000), Seixal (Freguesia de Aldeia de Paio Pires).

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1935-1974, (Volume II de M-Z), Direcção de Manuel Braga da Cruz e António Costa Pinto, Colecção Parlamento, Pág., 196, 197 e 198).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 299 e 300).

Fonte: “Candidatos da Oposição à Assembleia~Nacional do Estado Novo (1945-1973). Um Dicionário”, (de Mário Matos e Lemos, Luís Reis Torgal, Coordenador, Colecção Parlamento, Edição da Assembleia da República, 1ª Edição, Lisboa, Outubro de 2009, Pág. 210).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 377)

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