No dia em que passam 100 anos da morte de Abel Botelho, Militar e Diplomata, que conseguiu que a Argentina fosse o primeiro País a reconhecer o novo regime Republicano, aqui ficam alguns dados biográficos.

 

Abel BotelhoABEL Acácio de Almeida BOTELHO, Militar,  Diplomata e Escritor, nasceu em Tabuaço, a 23-09-1855, e faleceu em Buenos Aires (Argentina), a 24-04-1917. Era filho de Luís Carlos de Almeida Botelho e de Maria Preciosa de Almeida Botelho. Oficial do Exército, Deputado Republicano e Diplomata.

Seguiu a carreira militar, frequentando o Colégio Militar entre 1867 e 1872, após a morte de seu pai. Entre 1872 e 1876 frequentou a Escola Politécnica e entre 1876 e 1878 fez o Curso do Estado-Maior da Escola do Exército.

Foi sucessivamente promovido a Alferes, em 1879; a Tenente, em 1881; a Capitão, em 1881; a Major, em 1893; a Tenente-Coronel, em 1898; a Coronel, em 1906; e a General, em 1916.

Ocupou diversos cargos na sua carreira militar, como Chefe da Repartição de Justiça no Quartel-General, Chefe do Estado-Maior da 1ª Divisão Militar e Chefe da 1ª Repartição da Secretaria do Ministério da Guerra.

Implantada a República, foi Deputado, Senador e Ministro de Portugal na Argentina. O Embaixador Abel Botelho que conseguiu que a Argentina fosse o primeiro país a reconhecer o Regime Republicano Português.

Jornalista, deu vasta colaboração a jornais como “O Dia”, “Ocidente”, e “Ilustração”. Publicou em 1885 o seu primeiro livro, com o nome “Lira Insubmissa”, e em 1888 o livro de contos “Mulheres da Beira”. Um dos seus melhores romances é “Amanhã”, de 1901, o primeiro na literatura portuguesa em que o proletariado surge como personagem colectiva. Este romance é o terceiro dos cinco que constituem a série “Patologia Social”, de 1898-1910, graças à qual se tornou, em Portugal, o mais característico representante do naturalismo ou realismo exagerado. O mesmo se verifica na sua obra teatral, por exemplo em “Jucunda”, em 1889, e “Claudina”, em 1890, em que ele se compraz no desenho de certas personagens mórbidas.

Foi membro da Academia de Belas-Artes e seu Inspector depois da implantação do regime republicano e da Comissão de Monumentos Nacionais.

Pertenceu à Maçonaria, tendo sido iniciado por comunicação (1910) e filiado na Loja Irradiação, nº 315, do RF, de Lisboa, com o nome simbólico de Spinosa. Irradiado em 22 de Junho de 1914 por falta de pagamento.

Obras principais: Lira Insubmissa, (versos, 1885); Claudina, (teatro, 1890); A Imaculável, (teatro, 1897); Os Lázaros, (figuras de hoje, romance, 1904); Sem Remédio, (etologia dum fraco, romance, 1900); Amor Crioulo, (vida Argentina, novela, 1919).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Arouca, Cascais (Freguesia de Alcabideche), Lisboa (Freguesia de São Domingos de Benfica, Edital de 12-03-1932), Seixal (Freguesia de Fernão Ferro), Tabuaço.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Publicações Europa América)

Fonte: “Parlamentares e Ministros da 1ª República” (1910-1926); (Coordenação de A. H. Oliveira Marques, Colecção Parlamento; Edições Afrontamento, Pág. 122 e 123)

Fonte: “Os Constituintes de 1911 e a Maçonaria”, (de António Ventura, Editora Temas e Debates e Círculo de Leitores, 2011, Pág. 65 e 66)

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 97).

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