“Maria Olguim, a Actriz, que por amor se fez Enfermeira, nasceu faz hoje 123 anos”.

 

Maria OlguimMARIA Cipriano Lobato OLGUIM, Actriz, nasceu em Castelo Branco, a 26-04-1894, e faleceu na Figueira da Foz, a 01-01-1984. Era filha de pais espanhóis, João Olguim Rodrigues e de Encarnação Lobato Santano. Partiu ainda criança para a Figueira da Foz, cidade onde cresceu e estudou. Iniciou a sua vida artística, como amadora, na Associação 1º de Maio.

Com o início da Primeira Grande Guerra torna-se Enfermeira de Guerra, com o objectivo de ir para o local onde o seu noivo se encontrava a combater. Porém, nunca chegaria a partir. Depois de uma dedicada aprendizagem, concluiu o Curso, o Grupo de Enfermeiras de guerra onde estava incluída partia dentro de dias. Mas inesperadamente declarou-se peste no barco e ficou adiada a partida. E, Maria Olguim acabou por não embarcar, entretanto, foi suspenso o envio de Enfermeiras portuguesas para o campo de batalha.

Começou a actuar nos palcos das colectividades de amadores, na Figueira da Foz, tendo-se estreado como profissional em 1928 no Porto, no teatro musicado (Tiro ao Alvo), então ainda costureira.

Trabalhou para o cinema durante quase 40 anos, tendo participado em cerca de 40 filmes, entre os quais: Tinoco em Bolandas, (1924); Ala Arriba, (1942); O Costa do Castelo, (1943), A Menina da Rádio, (1944); Um Homem do Ribatejo, (1946); O Hóspede do Quarto nº 13, (1947); Rua Sem Sol, (1947); Viela, (1947); O Leão da estrela, (1947); Não Há Rapazes Maus, (1948); Uma Vida Para Dois, (1949); Sol e Toiros, (1949); Heróis do Mar, (1949); Frei Luís de Sousa, (1950); O Grande Elias, (1950); Sonhar é Fácil, (1951); O Grande Circo (Saltimbancos), (1951); Madragoa, (1952); Nazaré, (1952); Parabéns, Senhor Vicente, (1955); Vidas Sem Rumo, (1956); O Noivo das Caldas, (1956); Realizadade da Fantasia, (1957); O Tarzan do 5º Esquerdo, (1958); A Costureirinha da Sé, (1959); Lisboa em Camisa, (1960); Retalhos da Vida de Um Médico, (1962); A Sentença, (1963); O Crime da Aldeia Velha, (1964); O Trigo e o Joio, (1965); Zé Bravo, O Bandoleiro, (1967); A Sapateira Prodigiosa, (1968); Lotação Esgotada, (1972); Recompensa, (1977); Manhã Submersa, (1980).

Em 12-01-1973, foi homenageada. Em 1952, obteve o Prémio da Crítica pela interpretação que teve em «Saltimbancos», de Manuel Guimarães.

O nome de Maria Olguim faz parte da Toponímia de: Figueira da Foz; Sintra (Freguesia de Algueirão-Mem Martins*)

Fonte: “O Grande Livro dos Portugueses”, (Círculo de Leitores, 1990)

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres, de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 984”

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 390 e 391).

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