Os CTT, com este ou com outros nomes que foram tendo ao longo dos anos, tiveram, para o seu prestígio e engrandecimento, a contribuição de muitas pessoas. São essas pessoas que, dentro da medida do possível, pretendo dar a conhecer.

cavalo-dos-ctt-antigoHENRIQUE Jacinto Ferreira DE CARVALHO, foi o 2º Administrador-Geral dos Correios e Telégrafos, exerceu o cargo em 1919. Jacinto Ferreira de Carvalho, nasceu em Figueiró dos Vinhos, a 06 de Setembro de 1874 e faleceu em Lisboa a 07 de Junho de 1954. Era filho de António Ferreira de Carvalho e de D. Maria da Assunção Ferreira de Carvalho.

Depois de estudar preparatórios no Colégio Militar e na Escola Politécnica, ingressou na Escola do Exército, onde terminou o Curso de Engenharia, com distinção, em 1898.

Nomeado Alferes daquela Arma nesse mesmo ano, e promovido a Tenente, em 1900, e a Capitão, em 1907, fez quase toda a sua carreira nos Telégrafos Militares, servindo por último como Chefe do Laboratório da Inspecção daqueles Serviços. Nessa qualidade se encarregou da rfecepção e experiências do primeiro material da T.S.F. de campanha adquirido para o Exército, sendo então louvado, por decreto de 12 de Março de 1910, pela maneira inteligente e zelosíssima como planeou e dirigiu as aludidas experiências e pela inexcedível dedicação com que as acompanhou.

Em fins de 1915 requereu e obteve a passagem à situação de reserva, para se consagrar inteiramente à vida comercial e industrial, na qualidade de sócio-gerente e técnico da considerada firma Júlio Gomes Ferreira, Limitada, de Lisboa.

Eleito Director da Associação Comercial de Lisboa para o biénio de 1930-1931, foi reconduzido no biénio seguinte, mercê do prestígio qua as suas primorosas qualidades de carácter, de inteligência e de ponderação lhe grangearam no seio daquela importante agremiação.

A sua especialização em Telégrafos Militares levaram o Governo do General Pimenta de Castro a convidá-lo para o cargo de Administrador-Geral dos Correios e Telégrafos, interino, quando do primeiro afastamento, anteriormente citado, do Engenheiro António Maria da Silva. Nomeado para o lugar a 10 de Abril de 1915, abandonou-o no dia imeadiato à revolução de 14 de Maio daquele ano.

Chamado segunda vez a exercer interinamente a mesma função, em 22 de Dezembro de 1917, foi definitivamente provido no lugar, como Administrador-Geral efectivo, por decreto de 11 de Janeiro de 1919, e exonerado a 11 de Março seguinte, em face do parecer do Supremo Tribunal Administrativo, que anulou o despacho de demissão do Engenheiro António Maria da Silva.

Neste segundo período da sua gerência se publicou a reorganização de 13 de Julho de 1918, que estableceu a descentralização dos serviços, dividindo o País em duas Circunscrições, alargou os quadros, nomeadamente de Carteiros e Boletineiros, e condeceu diversas melhorias ao pessoal; esta organização foi, em virtude do decreto de 31 de Outubro seguinte, publicada de novo, com algumas alterações. Por esta mesma época, e como consequência da constante desvalorização da nossa moeda, se decretaram diversas alterações às tabelas de taxas postais, telegráficas, telefónicas e de indústrias elétricas.

Durante a efémera Monarquia do Norte, Janeiro e Fevereiro de 1919, a Junta Governativa do Reino de Portugal nomeou Administrador Geral interino dos C.T.T., o Capitão de Infantaria Levy Augusto de Vasconcelos, o qual tomou posse do cargo, no Porto, em 23 de Janeiro de 1919. A mesma Junta emitiu selos de franquia, que deveriam entrar em circulação em 13 de Fevereiro; mas, como justamente nesse dia foi restabelecido o regime republicano no Norte, não chegaram a ter curso oficial. Parece, no entanto, que alguns destes selos, bem poucos por certo, foram vendidos antecipadamente, e afixados em correspondências, que transitaram pelo Correio.

Era condecorado com o grau de Cavaleiro da Ordem Militar de São Bento de Avis e com a Medalha Militar de Comportamento Exemplar.

Fonte: “Dos Correios-Mores do Reino aos Administradores Gerais dos Correios e Telégrafos”, (De Godofredo Ferreira, 2ª Edição, revista e aumentada, Lisboa, 1963)

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Editado pelos CTT, Edição de 1949)

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