Os C.T.T., com este ou com outros nomes que foram tendo ao longo dos anos, tiveram, para o seu prestígio e engrandecimento, a contribuição de muitas pessoas. São essas pessoas que, dentro da medida do possível, pretendo dar a conhecer.

cavalo-dos-ctt-antigoANTÓNIO MARIA DA SILVA, foi o 3º Administrador-Geral dos Correios e Telégrafos, exerceu o cargo de 1919 a 1938.

Sob o parecer favorável do Supremo Tribunal Administrativo, para o qual recorreu do despacho de exoneração, foi o Sr. António Maria da Silva restituído ao lugar de Administrador-Geral dos Correios e Telégrafos, por decreto de 03 de Março de 1919, após a queda da situação sidonista; e, logo a 10 de Maio seguinte, promoveu a publicação da organização de serviços, que, em parte, vigorou até à década de 1960.

Seguiram-se-lhe os regulamentos do Ensino Profissional (Decreto de 14 de Janeiro de 1920);

Regulamento da Biblioteca (Decreto de 18 de Julho de 1920);

As alterações de alguns artigos da mesma organização (Decreto de 14 de Dezembro de 1921);

Regulamento do Conselho Disciplinar (Decreto de 27 de Julho de 1922); Regulamento das Correspondências Telegráficas (Decreto de 18 de Março de 1922);

Regulamento para o estabelecimento e execução do Serviço de Recptáculos de Correspondências Domiciliárias (Decreto de 06 de Setembro de 1924).

Em 26 de Março de 1923, assinou-se em Madrid uma Convenção entre Portugal e Espanha, para a permutação de correspondência, cartas e caixas com valor declarado.

Pela lei nº 1574, de 02 de Abril de 1924, estabeleceram-se as bases em que o Governo era autorizado a reorganziar os Serviços Postais, Telegráficos, Telefónicos, Semafóricos e da Fiscalização das Indústrias Eléctricas; e, ao abrigo desse diploma legislativo, tornou-se possível a publicação do decreto nº 10. 204, de 22 de Outubro do mesmo ano, que modificou as categorias do pessoal, e lhes atribuiu vencimentos mais de harmonia com a natureza das funções que lhe competiam.

Pela lei nº 1644, de 04 de Agosto de 1924, foram autorzadas as Juntas Gerais dos Distritos a cobrar um imposto adicional sobre a contribuição industrial, destinado exclusivamente ao custaeamento das despesas de construção das linhas telefónicas interurbanas a estabelecer segundo o plano eleborado quando da proclamação da lei nº 1075, de 10 de Novembro de 1920, que autorizou a Administração-Geral dos Correios e Telégrafos a contrair um empréstimo de 8.000 contos. Como, porém, este empréstimo se não efectivou, e a lei nº 1644 foi de resultados insignificantes, a execução do plano só quase três anos depois se tornou uma realidade.

Logo no início da situação política resultante do golpe militar de 28 d eMaio de 1926, foi o Engenheiro António Maria da Silva afastado do serviço, e em 22 de Janeiro de 1938, aposentado, a seu pedido, com a pensão anual de 32.640$00.

Durante o afastamento do Engenheiro António Maria da Silva serviram sucessivamente como Administradores-Gerais interinos o Engenheiro Henrique Jacinto Ferreira de Carvalho; o Capitão de Engenharia Ricardo Pereira Dias; o Tenente-Coronel de Engenharia Artur Arsénio de Oliveira Moreira; o Major de Engenharia Miguel Vaz Duarte Bacelar; e o Engenheiro Luís Albuquerque Coutos dos Santos.

Fonte: “Dos Correios-Mores do Reino aos Administradores Gerais dos Correios e Telégrafos”, (De Godofredo Ferreira, 2ª Edição, revista e aumentada, Lisboa, 1963)

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Editado pelos CTT, Edição de 1949)

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