Mário Pereira, grande Actor Português, praticamente esquecido, se fosse vivo, faria hoje 83 anos de idade.

 

Mário PereiraMÁRIO PEREIRA, Actor, nasceu no Barreiro, a 12-05-1934, e faleceu em Lisboa, a 14-09-1996. Iniciou-se, no teatro, como amador, num grupo ligado à Mocidade Portuguesa. Cursou, depois, o Conservatório, onde se diplomou em Julho de 1954. A carreira profissional de Mário Pereira começa nesse mesmo ano sob o signo de espectáculos infantis, no Teatro Avenida, um tipo de teatro a que ele estará ligado com alguma constância (desde Nau Catrineta, de Alice Gomes, em 1954, passando pelo Teatro do Gerifalto, a cujo elenco pertenceu em 1957 e 1958, até O Chapéu Mágico, de Carlos Correia, que interpretou em 1982 na Sala Experimental do Teatro Nacional.

Em 1955 encontramo-lo, contudo, num tipo de teatro bem diverso (A Severa, de Júlio Dantas, com encenação de Santos Carvalho, no Teatro Monumental), indo depois para o Teatro Avenida onde fez, entre 1955 e 1959, um vasto conjunto de peças de que se destacam Joana D’Arc, de Jean Anouilh, A Desconhecida, de Pirandello, O Mentiroso, de Goldini, Seis Personagens em Busca de Autor, de Pirandello, O Gebo e a Sombra, de Raúl Brandão, Envelhecer, de Marcelino Mesquita, O Drama Que Ele Não Escreveu, de Rui Corrêa Leite, Fachada, de Laura Chaves. Em 1959 ingressa no Teatro Nacional Popular, de dirigido por Francisco Ribeiro, e faz, no Teatro da Trindade, Lucy Crown, de Irving Shaw, Doze Homens Fechados, de Reginald Rose, Leonor Teles, de António Lopes Ribeiro, e O Amor, o Dinheiro e a Morte, de Olavo d’Eça Leal.

De 1961 a 1967 está no Teatro da Trindade, na Companhia Nacional de Teatro dirigida por Couto Viana, onde interpreta, nomeadamente, O Príncipe Homburgo, de Heinrich Von Kleist, O Pai, de Strindberg, As Mamas de Tirésias, de Apollinaire, A Primeira Família, de Superville, A Rapariga do Bar, de Olga Alves Guerra, Nunca Se Sabe, de Bernard Shaw, O Mercador de Veneza, de Shakespeare, Auto da Visitação, de Gil Vicente, Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente, O Milagre da Rua, de Costa Ferreira, Escola de Má Língua, de Sheridan, A Rainha e os Revolucionários, de Ugo Betti, Todos Eram Meus Filhos, de Arthur Miller, A Barca Sem Pescador, de Casona, O Casamento, de Gogol, Traição Inverosímel, de Domingos Monteiro.

Entre 1967 e 1969 integra o elenco do teatro Experimental de Cascais dirigido por Carlos Avilez: Fedra, de Racine, O Comissário de Polícia, de Gervásio Lobato, Bodas de Sangue, de Garcia Lorca, D. Quixote, de Yves Jamiaque, Maria Stuart, de Schiller. De 1969 a 1971 faz parte da Companhia dirigida por Igrejas Caeiro que inaugura o Teatro Maria Matos: Tombo no Inferno, de Aquilino Ribeiro, com encenação de Igrejas Caeiro, A Relíquia, de Eça de Queirós, O Inocente, de Calvo Sotelo.

Em 1977 faz uma digressão com o Teatro da Bugiganga com Flores de Papel, de Egon Wol e encenação de Artur Ramos, após o que ingressa na Companhia do Teatro Nacional D. Maria II, onde se manteve até 1989 e, interpretou, entre outras, as seguintes peças: Auto da Geração Humana, (atribuído a Gil Vicente), Felizmente Há Luar, As Alegres Comadres de Windsor, A Bisbilhoteira, As Três Irmãs, O Judeu, Rómulo, O Grande, O Chapéu Mágico, Pedro O Crú, A Carroça do Poder, Jardim de Outono, Mãe Coragem e os Seus Filhos, Romance de Lobos, etc.

No cinema entrou nos seguintes filmes: O Homem do Dia, A Luz Vem do Alto, Um Dia de Vida, O Crime da Aldeia Velha, O Trigo e o Joio, Gil Vicente e o seu Teatro, Sarilho de Fraldas, Uma Vontade Maior, Traição Inverosímel, Retalhos da Vida de Um Médico, A Noite e a Madrugada, Duarte & Ccompanhia e Crime à Portuguesa.

Em 1959 recebeu o Prémio de Melhor Actor de Cinema, pela sua interpretação  em A Luz Vem do Alto e, em 1963, o Prémio de Melhor Actor de Teatro pelas suas interpretações em o Príncipe de Hamburgo e a Rainha dos Revolucionários.

Máeio Pereira fundou e dirigiu sete Grupos de Teatro de Amadores em Fábricas e Escolas.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora, Barreiro, Cascais (Freguesia de Alcabideche), Odivelas (Freguesia da Ramada), Seixal (Freguesia de Corroios), Vila Franca de Xira (Freguesia de Vialonga).

Fonte: “Dicionário do Cinema Português (1962-1988)”, de Jorge Leitão Ramos, Editora Caminho, 1989, Pág. 302 e 303).

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