Barbosa Collen, Jornalista e Político, faleceu faz hoje 100 anos.

 

Barbosa CollenJosé Augusto BARBOSA COLLEN, Jornalisra, Escritor e Político, nasceu em Almeida, em 1849, e faleceu em Lisboa, a 15-05-1917. Iniciou-se, muito jovem,  na vida jornalística em Lisboa, adqurindo notoriedade na redacção do Correio da Noite, um dos principais títulos do Partido Progressista.

Acompanhou depois Emídio Navarro na funação do jornal Novidades, nos meados da década de 1880, criando em Portugal o tipo do repórter noticioso moderno, trabalho que acumulou com o de Secretário Ministerial de Navarro, quando este sobraçou a pasta das Obras Públicas, entre 1886 e 1889, no executivo progressista de José Luciano de Castro.

O sucesso político e comercial do Novidades valeu-lhe ser contratado, a 15 de Janeiro de 1890, para redactor do Diário das Câmaras, logo passando a desempenhar as funções de Chefe de Redacção dos serviços parlamentares. Nos últimos anos do Século XIX, passou a escrever crónicas para o Brasil Portugal.

Depois da morte de Emídio Navarro, em 1905, a família do estadista, à qual Barbosa Collen estava ligado, pelo casamento de uma sua filha com Armando Navarro, convidou-o a dirigir novamente o Novidades, associando-o à empresa.

O tom polemista e agressivo da sua prosa levou-o a bater-se pelo menos quatro vezes em duelo.

Escreveu ainda, como Redactor, para o jornal O Progresso. Como Escritor, distinguiu-se na área da investigação histórica, encarregando-se da continuação da História de Portugal de Pinheiro Chagas, escrevendo biografias de figuras de destaque e prefaciando livros de jovens escritores e m início de carreira.

Entre 1890 e 1916, foi ainda Director da Companhia Anglo-Portuguesa dos Telefones.

Barbosa Collen foi Deputado uma única vez, na Legislatura de 1887-1889, eleito pelo Partido Progressista no círculo uninominal de Figueira de Castelo Rodrigo, sendo eleito para a Comissão Parlamentar de Obras Públicas.

Publicou: Entre Duas Revoluções 1848-1881, (1901- 1902); e os três volumes da História de Portugal escrita por Pinheiro Chagas.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Cascais (Freguesia do Estoril); Lisboa (Freguesia de São João de Deus, Edital de 18-07-1933, era a antiga Rua 2 do Bairro Social do Arco do Cego); Mealhada (Freguesia do Luso).

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol I, de A-C), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento, (Pág. 812 e 813)”.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 157).

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