Os C.T.T., com este ou com outros nomes que foram tendo ao longo dos anos, tiveram, para o seu prestígio e engrandecimento, a contribuição de muitas pessoas. São essas pessoas que, dentro da medida do possível, pretendo dar a conhecer.

cavalo-dos-ctt-antigoLuís de Albuquerque COUTO DOS SANTOS, Engenheiro; 4º Administrador-Geral dos Correios e Telégrafos, exerceu este cargo de 1933 a 1937; e 12º( e último) Correio-Mor, cargo que exerceu desde 1947.

Nasceu no Porto, na Freguesia do Bonfim, a 10 de Agosto de 1896, e faleceu em Lisboa, em 1976. Era filho do Engenheiro Luís Couto dos Santos, Professor Catedrático e Director da Faculdade de Engenharia do Porto, e de D. Laura Eulália de Azevedo Albuquerque Couto dos Santos. Neto paterno de Miguel Couto dos Santos, Cavaleiro das Ordens de Cristo, de Santiagom e da Rosa; Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa; Mestre Ferreiro e Serralheiro da Casa Imperial do Brasil, e fundador, em 1862, na cidade do Rio de Janeiro, da «Imperial Fábrica de Fundição de Ferro e Bronze»; neto materno do Engenheiro Joaquim de Azevedo de Sousa Vieira da Silva Albuqerque, Senhor das Casas das Virtudes (Porto); Casal Dasco (Santiago de Besteiros) e Cortinhães (Penalva do Castelo) e Lente Catedrático da antiga Academia Politécnica do Porto, onde era proprietário da cadeira de Mecãnica Racional e Cinemática (1876).

Fez o Curso completo dos Liceus no afamado Colégio da Boavista, do Porto, de que foi Director e Professor João Diogo (1908-1913).

Cursava Engenharia na Universidade de Bruxelas, quando o deflagrar da guerra europeia de 1914 o forço a abandonar aquela Escola Superior.

Voltando ao Porto, frquentou preparatórios de Engenharia civil na Faculdade de Ciências (1914 a 1917) e concluíu a formatura na Faculdade de Engenharia, com 17 valores, em Agosto de 1920.

De Outubro de 1918 até ao fim do ano lectivo de 1920 desempenhou, a convite do Professor Dr. Sousa Pinto,o cargo de 2º Assistente de Física da Faculdade de Ciências do Porto, e em 1919-1920 foi Professor de Desenho da mesma Faculdade, no impedimento, por doença, do proprietário da cadeira, Engenheiro Paulo Ferreira.

Em Outubro de 1920 passou a exercer o lugar de 2º Assistente da Facudlade de Engenharia, no grupo de Electrotécnia, situação que se conservou até ao ano de 1929, em que, mediante concurso de provas públicas, teve a nomeação de Professor Auxiliar do mesmo grupo.

Encarregado da regência da cadeira de «Medidas Eléctricas», desde 1923, organizou e montou completamente o respectivo Laboratório e publicou um Guia de Trabalhos Práticos de Medidas Eléctricas; dois dos mais distintos alunos desta cadeira publicaram as lições do Sr. Engenheiro Couto dos Santos.

Exerceu também as funções de: Chefe das Oficinas da Companhia Carris de Fero do Porto; Engenheiro-Inspector de Obras da Santa Casa da Misericórdia da mesma Cidade; Secretário da Direcção da Associação dos Engenheiros Civis do Norte de Portugal; e Comissário do Governo junto das Companhias Reunidas de Gás e Electricidade de Lisboa.

De Julho de 1929 a Julho de 1932 ocupou o lugar de Chefe de Gabinete do Ministro do Comércio e Comunicações, Dr. João Antunes Guimarães.

Finda esta comissão regressou à regência da sua cadeira na Faculdade de Engenharia, que acumulou com a assistência aos trabalhos práticos doutras disciplinas.

Em Agosto de 1933 foi convidado a desempenhar interinamente, em comissão de serviço, o cargo de Administrador-Geral dos Correios e Telégrafos, de que tomou posse em 26 do mesmo mês; e a 18 de Março de 1938 foi definitivamente provido no lugar, após a aposentação do Sr. Engenheiro António Maria da Silva. Por este motivo teve de abandonar o magistério, que exercia com devotado carinho.

Depois de 1947, graças à doutrina do Decreto-Lei nº 36.155, de 10 de Maio daquele ano, regressou à tradição restabelecendo-se o título de Correio-Mor na pessoa do Administrador-Geral.

Enumeram-se seguidamente, como índice do seu constante e infatigável labor, as principais providências legislativas e administrativas do período de 1933 a 1962:

Extingue-se o Conselho de Administração dos Correios e Telégrafos (Decreto de 14 de Outubro de 1933).

Criaram-se dois lugares de Administradores-Adjuntos (Decreto de 14 de Outubro de 1933).

Torna-se extensiva ao pessoal dependente da Direcção dos Serviços de Viação a faculdade atribuída aos funcionários dos C.T.T. de apreenderem as correspondências transportadas clandestinamente, com prejuízo do Monopólio do Estado (Decreto de 31 de Outubro de 1933).

Extingue-se a Direcção de Ensino Profissional, e fazem-se outras alterações à Organização dos Serviços (Decreto de 07 de Fevereiro de 1934).

Remodela-se o Serviço de Ambulâncias Postais (Decreto de 10 de Março de 1934).

Fundem-se numa só Direcção, a dos Serviços de Exploração Postal e a dos Serviços de Exploração Eléctrica; Cria-se a Direcção de Serviços Industriais, e fazem-se ainda outras alterações nos quadros da Administração-Geral dos C.T.T. (Decreto de 09 de Janeiro de 1935).

Institue-se o Fundo de Cauções destinado a indemnizar quaisquer prejuízos provenientes de alcance ou peculato (Lei 1922 de 14 de Junho de 1936).

Oficializa-se o emblema escolhido pela Administração-Geral dos C.T.T. (Portaria de 28 de Agosto de 1936).

Organiza-se uma Secção de Informações e Reclamações (Ordem de Serviço de 29 de Janeiro de 1937).

Organiza-se provisoriamente, uma Secção de Propaganda e Publicidade (Ordem de Serviço de 05 de Abril de 1937).

É aprovado o programa de remodelação do material e instalações da Administração-Geral dos C.T.T., compreendendo: a) o plano geral de construções Telefónicas e Telegráficas, a realizar no prazo de quinze anos, no valor total de 326.000 contos; b) Um plano de edificações, a realizar no prazo de cinco anos, no total de 66.500 contos; c) Um plano de aquisição de material, incluindo mobiliário para as estações e serviços, automóveis, máquinas e diversos, a realizar no prazo de cinco anos, no total de 21.800 contos. Pata custear estas despesas de execução do programa referido é autorizado a concessão de um empréstimo à Administração-Geral dos C.T.T. até à importância máxima de 414.300 contos, a utilizar durante quinze anos (Lei 1959, de 03 de Agosto de 1937).

Fazem-se algumas emendas aos Regulamento dos Serviços de Encomendas Postais (Decreto de 03 de Setembro de 1937).

Estabelece-se o pré-aviso no Serviço Telefónico Interno (Decreto de 18 de Fevereiro de 1938).

Regulamentam-se as formalidades preliminares indispensáveis para a emissão de fórmulas de franquia postal (Decreto de 18 de Fevereiro de 1938).

Fixam-se as taxas para exploração, pelos C.T.T., dos serviços de anúncios nas Estações, Listas Telefónicas, Cadernetas, rosto dos Bilhetes Postais, etc. (Decreto de 18 de Fevereiro de 1938).

Estabelecem-se as taxas de Telegramas noticiosos de imprensa entre Continente e Ilhas e o Império Colonial Português (Decreto de 19 de Fevereiro de 1938).

Estabelecem-se as normas mínimas, a que, tecnicamente, devem obedecer os postos particulares de Radiodifusão (Decreto de 03 de Março de 1938).

Eleva-se para 100 contos o limite máximo de declaração de valor de cartas, caixas ou Encomendas Postais (Decreto de 20 de Julho de 1938).

Regulamenta-se a escolha e a execução das fórmulas de franquia (Decreto de 25 de Agosto de 1938).

Reorganizam-se os serviços, quadros e vencimentos do pessoal dos C.T.T. (Decreto de 07 de Dezembro de 1938).

Estabelece-se a tabela de taxas Telegráficas Nacionais do Continente e Ilhas Adjacentes e coordenam-se algumas disposições relativas ao Serviço Telegráfico (Decreto de 26 de Julho de 1939).

Regulamentam-se os concursos de admissão e promoção do pessoal dos C.T.T. (Decreto de 21 de Agosto de 1939).

Publica-se um novo plano de fardamentos para o pesoal menor (Portaria de 07 de Outubro de 1939).

Regula-se a instrução e julgamento dos processos por crime de furto ou dano de traçados de telecomunicações (Decreto de 23 de Maio de 1940).

Regulamenta-se o serviço de correspondências fonopostais (Decreto de 02 de Julho de 1940).

Cria-se o Serviço de Correspondência Postal com a designação de resposta sem franquia (Decreto de 22 de Outubro de 1940).

Regulamenta-se o Serviço Telegráfico de Radiocomunicações de múltiplos destinos (Decreto de 28 de Março de 1941).

Cria-se o Serviços de Radiotelegramas-cartas a permutar entre as Estações Costeiras Portuguesas do triângulo Continente-Açores-Madeira e navios portugueses que naveguem fora da zona marítima do referido triângulo (Decreto de 07 de Maio de 1941).

Tornam-se extensivas às correspondências postais permutadas em todo o território do Império Português as taxas que vigorarem nos Serviços Metropolitanos, e autoriza-se o Governo a negociar a celebração de Convénios Postais e Telegráficos com o Brasil e a rever os Convénios existentes com a Espanha (Decreto de 26 de Julho de 1941).

Estabelecem-se as taxas de Encomendas Postais trocadas entre a Metrópole e as Provícnias Ultramatinas (Decreto–Lei de 29 de Julho de 1941).

Estabelecem-se as taxas de Encolmendas Postais do serviço imperial (Decreto-Lei de 29 de Julho de 1941).

Altera-se a tabela de taxas telegráficas metropolitanas (Decreto de 11 de Agosto de 1941).

Publicam-se algumas alterações ao Regulamento para os Serviços dos Correios de 1902 (Decreto de 21 de Agosto de 1941).

Fazem-se algumas emendas ao Regulamento para o serviço de Encomendas Postais de 22 de Agosto de 1911 (Decreto de 28 de Janeiro de 1942).

Aprovam-se as bases de cooperação entre a Administração-Geral dos C.T.T. e os Serviços Radiotelegráficos Militares (Portaria de 26 de Maio de 1942).

Publica-se o novo Regulamento de exploração e tarifas da Rede Telefónica Nacional (Decreto de 10 de Setembro de 1942).

Aditam-se ao Regulamento anterior algumas disposições relativas aos Açores (Decreto de 29 de Dezembro de 1942).

Estabelecem-se as bases de entendimento entre a Administração-Geral dos C.T.T. e a Junta Autónoma de Estradas, para resolução dos problemas que interessem aos dois organismos oficiais (Portaria de 16 de Fevereiro de 1944).

Como complemento ao Decreto nº 31.421, de 1941, que estabeleceu a uniformização de portes do correio em todo o território português, fixam-se as taxas e prémios relativos aos serviços de assinaturas de jornais, correspondências contra reembolso, títulos a cobrar, vales do correio e valores declarados, e as normas para a execução desses mesmos serviços (Decreto de 05 de Dezembro de 1944).

Legisla-se sobre o Serviço de Radiocomunicações de destinos múltiplos – R.D.M. (Decreto de 05 de Janeiro de 1945).

É aprovado um acordo telegráfico luso-espanhol (Decreto-lei de 23 de Julho de 1945).

Adoptam-se algumas providências complementares relativas às reclamações e indemnizações nos Serviços de Encomendas Postais (Decreto de 16 de Novembro de 1945).

Publica-se o Regulamento dos conjuntos atenuadores de interferências rádio-eléctricas de origem industrial (Decreto de 08 de Janeiro de 1946).

Faz-se uma profunda revisão da orgânica dos serviços, quadros e vencimentos do pessoal dos C.T.T (Decreto-Lei de 10 de Fevereiro de 1947).

Fixam-se as condições técnicas e de exploração em que deverão funcionar os postos de TSF de amadores (Decreto de 29 de Julho de 1947).

Estabelecem-se novas normas tarifárias aplicáveis aos telegrams do regime ultramarino, de acordo com a Companhia Marconi (Decreto de 10 de Setembro de 1947).

Ampliam-se algumas disposições do Regulamento de Encomendas Postais (Decretos de 06 e 13 de Janeiro, de 02 de Junho e de 04 de Novembro de 1948).

A Administração-Geral dos C.TT. é autorizada a explorar o serviço de comunicações telegráficas por aparelhos teleimpressores entre assinantes (Decreto de 09 de Janeiro de 1948).

Actualizam-se algumas disposições do regulamento para o serviço de permutação de fundos por intermédio do Correio (Decreto de 14 de Janeiro de 1948).

Regulamenta-se a admissão e promoção do pessoal dos C.T.T. em novos moldes (Decreto de 17 de Maio de 1948).

Fazem-se algumas alterações à legislação da exploração e tarifas na rede telefónica (Decretos de 03 e 04 de Novembro de 1948).

Fixam-se novos valores para algumas das taxas unitárias dos sistemas tarifários dos serviços nacionais de exploração dos C.T.T. (Decreto de 03 de Novembro de 1948).

Institui-se o servilo de franquia de correspondências postais por meio de máquinas apropriadas (Decreto de 14 de Janeiro de 1949).

Restabelece-se a «Medalha dos C.T.T.» de bom serviço e exemplar comportamento (Portaria de 03 de Março de 1949).

Publica-se o Estatuto Disciplinar do Pessoal dos Correios, Telégrafos e Telefones (Portaria de 24 de Julho de 1950).

Remodela-se o serviço de receptáculos domiciliários de correspondência postal (Decreto-lei de 01 de Agosto de 1950).

Celebra-se, com a Companhia Portuguesa Rádio Marconi, um contrato adicional ao Convénio da execução de serviços telegráficos assinado em 1941 (Decreto de 19 de Outubro de 1951).

Publicam-se algumas alterações no Regulamento para o serviço de permutação de fundos por intermédio do Correio (Decreto de 30 de Agosto de 1952).

Instituem-se os vales de cobrança (Decreto de 23 de Janeiro de 1953).

Adopta-se um novo emblema dos C.T.T. (Portaria de 23 de Stembro de 1953). Aprovam-se novos estatutos de concessão com as Companhias de Cabos de Submarinos estabelecidas em território português (Decreto-Lei de 06 de Janeiro e 21 de Maio de 1956, 01 de Fevereiro de 1957, 08 de Fevereiro e 23 de Maio de 1960 e 11 de Setembro de 1962).

Publica-se o Estatuto do Selo Postal (decreto-lei de 27 de Julho de 1959).

Dos acontecimentos de relevo deste período de administração (de 1933 a 1963), sobressaem, pelo imediato interesse que despertaram no público, as realizações seguintes:

Construção e instalação, em 1933-1934, da Emissora Nacional, primeira Estação de Radiodifusão do Estado, que, algum tempo após a sua inauguração, deixou de fazer parte do quadro de serviços da Administração-Geral dos Correios e Telégrafos.

Instalação, em 1939, da moderna Estação dos C.T.T. dos Restauradores, destinada a servir uma das zonas de maior movimento da Capital.

Estabelecimento, em 1941, do Serviço Postal Imperial, isto é, a criação de uma tarifa única para todas as correspondências permutadas entre o Continente, as Ilhas Adjacentes e as Províncias do Ultramar Português.

Estabelecimento, em 1941, da taxa telegráfica única para todas as Províncias Ultramatinas.

Assinatura, em 30 de Abril de 1942, do Acordo Postal com o Brasil, para a aplicação da tarifa postal interna à correspondência permutada entre os dois países: Um dos factos de maior alcance político, de mais relevante utilidade e de mais perfeita compreensão, de todo o ciclo de acontecimentos que nos últimos três anos se tem produzido na política luso-brasileira, na opinião do notável Escritor Dr. Júlio Dantas.

Construção, por conta do Estado, dos primeiros 88 novos edifícios de Correios, Telégrafos e Telefones, dos 100 previstos no plano geral de edificações a realizar no Continente e Ilhas. (Os edifícios construídos foram os seguintes:

Póvoa de Varzim; Vila Nova de Gaia; Mealhada; Albergaria-a-Velha; Penafiel; Estarreja; Setúbal; Vila Nova de Ourém; e Peso da Régua, em 1941.

Tomar; Amarante; Aveiro, Estoril; Entroncamento; Funchal e São João da Madeira, em 1942.

Abrantes; Torres Vedras; Beja; Loulé; Figueira da Foz e Barreiro, em 1943.

Pedras Salgadas; Coruche; Vila Franca de Xira; Aljustrel; Almeirim; Montijo; Valença; Fronteira; Crato; Nelas; Tondela; Golegã e Grândola, em 1944.

Reguengos de Monsaraz; Bragança; Moura; Águeda; Anadia; Braga; Odemira, Ourique e Bom Sucesso (Pavilhão), em 1945.

Proença-a-Nova; Albufeira; Nisa; Portimão; Seia; Leiria; Mértola; Mogadouro; Oliveira do Hospital e Campo Maior, em 1946.

Macedo de Cavaleiros; Moncorvo; Castro Verde e Ferreira do Alentejo, em 1947.

Tortosendo, Santa Comba Dão; Évora; Vendas Novas; Pombal; Arganil e Silves, em 1948.

Horta; Angra do Heroísmo,  Matosinhos e Santa Cruz das Flores, em 1949.

Covilhã e Lisboa (Praça D. Luís), em 1950.

Vila Real, em 1952.

Ponta Delgada, em 1954.

Freixo de Espada-à-Cinta, em 1956.

Lagoa (Faro) e Castelo de Vide, em 1958.

Oliveira de Azeméis, em 1959.

Olhão; Oeiras; Óbidos; Figueiró dos Vinhos; Faro; Vila Verde da Raia e Montemor-o-Novo, em 1961.

Felgueiras e Beja (Depósito de Material), em 1962.

Praia da Vitória e Mafra, em 1963.

Além destes, de 1941 a 1962 foram construídos por particulares, para arrendamento aos C.T.T., mais de 193 edifícios especialmente para esse efeito.

Automatização do serviço telefónico local e regional, a cargo dos C.T.T., do grupo de resdes de Coimbra (1942), a que se seguiram os grupos de redes de Braga (1943); Viseu (1945); Torres Novas (1946); Setúbal (1949); Caldas da Rainha (1949); Leiria (1949); Viana do Castelo (1952); Évora (1952); Figueira da Foz (1952); Covilhã (1958); Funchal (1958); Ponta Delgada (1959); Aveiro (1959); Vila Real (1960), e Mealhada (1961).

Instalação, em 1945, dos primeiros aparelhos teleimpressores.

Instalação, em 1947, do primeiro cabo telefónico interurbano (Lisboa-Vila Franca de Xira).

Criação, dem 1947, do Museu dos Correios, Telégrafos e Telefones.

Criação, em 1947, do importante serviço de Ambulâncias Postais por Estrada, que tanto veio a facilitar o giro das correspondências, especialmente entre pequenos aglomerados populacionais.

Realização, em Outubro de 1953, da notável Exposição Filatélica Internacional de Lisboa, integrada nas Comemorações do Centenário do Selo do Correio Português.

Estabelecimento, em 1954, da rede telex-internacional.

Entrada em funcionamento, em 1960, do cabo telefónico coaxial Lisboa-Porto com capacidade para 3.000 circuitos em alta frequência.

Automatização integral, em 1961, da rede telegráfica nacional, tanto para o serviço das estações telegráficas equpadas com teleimpressores, como para os assinantes do serviço «telex».

Automatização, em 1961, do serviço telefónico interurbano Lisboa-Porto.

Inauguração, em 1962, da estação interurbana automática de Coimbra, permitindo comunicações automáticas entre os assinantes dos grupos de redes de Coimbra, Aveiro, Figueira da Foz, Mealhada e Viseu, e destes grupos de redes para Lisboa e outras localidades.

Colaborando nas brilhantes comemorações do Duplo Centenário, 1140-1640, os CTT emitiram uma série de 8 selos com desenhos alusivos ao patriótico acontecimento, e construiram no recinto da Exposição do Mundo Português o elegante Pavilhão das Telecomunicações, inaugurado em 19 de Julho de 1940, onde funcionou uma Estação que desempenhava todos os serviços de Correios, Telégrafos e Telefones, incluindo as correspondências fonopostais que pela primeira vez, em Portugal, foram postas à disposição do público.

No que se refere a benefícios materiais e morais concedidos ao pessoal, neste período dos últimos trinta anos, destaca-se, pela sua longa projecção, a magnífica instituição das Obras Sociais dos CTT, que compreendem as secções seguintes:

Centro de Assistência (sede em Lisboa, delegações no Porto, Coimbra, Beja, Braga, Castelo Branco, Covilhã, Évora, Faro, Funchal, Leiria, Pombal, Ponta Delgada, Santarém, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

Assistência Médico-Cirúrgica, higiene da maternidade, higiene infantil, e serviço de enfermagem.

Farmácias (Lisboa e Porto): venda de especialidades e produtos galénicos. Em Lisboa, fabrico de algumas especialidades.

Cantinas: (Lisboa, Porto e Funchal); serviço de refeições à lista, merendas, etc.

Presepe dos Cêtêtêzitos (Lisboa); abrigo diurno, com missão educativa, de crianças até 7 anos de idade, filhos de funcionários dos CTT.

Lar de Raparigas CTT (Lisboa): casa destinada a funcionárias sem família que as possa acolher.

Colónias de Férias: Caparica (quatro pavilhões privativos no conjunto FNAT, viagens de ida e volta pagas); Vila Nova de Milfontes, Louriçal do Campo, Gala (Figueira da Foz) e Nazaré (transporte e estadia de crianças nas Colónias locais).

Visitadoria: serviço destinado a possibilitar a investigação de situações de vida dos funcionários que necessitem sensato conselho ou protecção maternal.

Subsídios para Estudos: comparticipação nas despesas com matrículas, propinas, livros, transportes e mantença dos filhos dos funcionários ou dos próprios funcionários.

Balneário: (Lisboa): banhos de chuveiro, quentes e frios.

Centro de Desporto, Cultura e Recreio: Centro de Alegria no Trabalho, filiado na FNAT; grupo coral; grupo cénico; cursos profissionais, de línguas e trabalhos femininos, exposições de fotografia, desenho e pintura, excursões, grupos desportivos, salas de leitura, jogos e convívio, etc.

Fundo Casa de Saúde: instituição particular dos funcionários, administrada em colaboração com as Obras Sociais, destinada a auxiliar o internamento em hospitais e casas de saúde.

Casas Económias: aquisição do direito perpétuo de arrendamento por servidores dos CTT de casas económicas expressamente construídas em Lisboa, Porto, Beja, Aveiro, Évora, Portalegre e Viseu.

Fundpo Especial de Assistência: concecessão de empréstimos e donativos a servidores para solucionar crises económicas acidentais.

Núcleos Cristãos (Lisboa, Porto, Beja, Braga, Castelo Branco, Évora, Faro, Santarém, Vila Real e Viseu): associações voluntárias de funcionários dos CTT; interessados em proporcionar ao semelhante quanto esteja nas suas possibilidades, tanto no aspecto material como no campo moral e espiritual.

Serviços Locais de Assistência: ajustes para prestações de serviços médicos em moldes económicos para servidores dos CTT residentes em localidades onde não existam delegações do CA.

Higiene da Maternida (na província): auxílio às parturientes residentes em localidades onde não haja CA ou Delegações.

Auxílio Especial para Serviços Clínicos e de Enfermagem: subsídios a servidores internados em estabelecimentos hospitalares ou casas de saúde de localidades onde não funcionam Delegações do CA.

Fundo de Maneio dos Beneficiários: capital necessário para permitir pagar em prestações alguns dos serviços solicitados.

Esta obra monumental; única no seu género dentro dos serviços do Estado, foi possível mercê do disposto no artº 50º do Decreto-Lei nº 36.155, de 10 de Fevereiro de 1947, que autorizou a Administração Geral dos CTT a instituir obras de carácter social e cultural em benefício dos seus servidores.

Por virtude do mesmo diploma se estabeleceu a Medalha de Bons Serviços do Pessoal dos CTT, que havia sido extinta em Outubro de 1910.

Como Administrador-Geral dos CTT, o Engenheiro Couto dos Santos presidiu à terceira Reunião do Comité Consultivo Internacional de Radiocomunicações, realizado no Estoril em Setembro de 1934; e em Maio de 1963 presidiu à Delegação portuguesa que tomou parte, em Paris, nas comemorações do Centenário da Conferência Postal Multilateral de 1863.

Fez parte do Conselho Superior dos Caminhos de Ferro; e foi membro do Conselho Superior de Obras Públicas, e da Junta Nacional de Educação.

Era condecorado com o Grande Oficialato da Ordem de Cristo; Comendador da Ordem da Coroa, de Itália; Medalha de Bons Serviços da Legião Portuguesa e a Medalha de Ouro dos CTT.

Fonte: “Dos Correios-Mores do Reino aos Administradores Gerais dos Correios e Telégrafos”, (De Godofredo Ferreira, 2ª Edição, revista e aumentada, Lisboa, 1963)

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Editado pelos CTT, Edição de 1949)

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