Lília da Fonseca, Escritora, Jornalista e Antifascista, se fosse viva, faria hoje 101 anos de idade. Aqui fica esta simples homenagem.

 

Lília da FonsecaLÍLIA DA FONSECA é o pseudónimo de Maria Lígia Valente da Fonseca Severino, Escritora e Jornalista, nasceu em Benguela (Angola), a 21-05-1916, e faleceu em Alverca do Ribatejo (Vila Franca de Xira), a 13-08-1991. Fez os Estudos Secundários em Coimbra, no Liceu Infanta D. Maria, e no Porto, na Escola Carolina Michaëlis. Por trabalhos em prosa  e verso recebeu vários prémios em jogos florais da Emissora Nacional. Colaborou na Seara Nova.

Fundou e dirigiu, entre 1950 e 1956, o jornal Magazine da Mulher. Em 1962 fundou o Teatro de Fantoches de Branca Flor, onde criou o Centro de Animação de Fantoches, que dirigiu até ser extinto, em 1979. Especializou-se em Teatro Infantil e de Marionetas, tendo estagiado para isso no estrangeiro (1964-1965, 1969,1973).

Na sua obra escrita avulta o sector da literatura infantil, em diversos livros distinguidos com prémios. Fora deste sector publicou livros de poesia, como: “Poemas da Hora Presente”, em 1958, o volume de contos “Filha de Branco”, em 1960, e romances, como: “Panguila”, em 1944 e “Relógio Parado”, em 1961 (apreendido pela censura).

Lília da Fonseca, também marcou presença na Associação Feminina Portuguesa para a Paz, temdo assinado um escrito sobre a Paz no seu Boletim “A Paz pela transformação do homem”; Boletim da Associação Feminina Portuguesa para a Paz.

A seguir ao fim da Guerra, em Novembro de 1945, foi signatária de um manifesto de intelectuais em que se protestava contra «as limitações de toda a espécie», de que a sua actividade era objecto.

Em 1957, com a Médica Cesina Bermudes e a Escritora Natália Correia, fez parte da Comis~sao Cívica Eleitoral de Lisboa, que procurava dar enquadramento legal à oposição nas eleições que se avizinhavam.

A partir de 1977, e até ao seu falecimento, integrou o Conselho Nacional do Movimento Democrático de Mulheres.

Obras principais: Panguila, (romance, 1944); Poemas da Hora Presente, (1958); Filha de Branco, (contos e novelas, 1960); O Malmequer das Cem Folhas, (contos para a infância, 1960); O Relógio Parado, (romance, 1961). No âmbito da  literatura infantil propriamente dita publicou mais de trinta títulos, como: As Três Bolas de Sabão, A Borboleta Azul, O Livro da Teresinha, etc.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Odivelas, Seixal (Freguesia de Corroios).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Publicações Europa América)

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 11, Pág. 566)

Fonte: “Candidatos da Oposição à Assembleia~Nacional do Estado Novo (1945-1973). Um Dicionário”, (de Mário Matos e Lemos, Luís Reis Torgal, Coordenador, Colecção Parlamento, Edição da Assembleia da República, 1ª Edição, Lisboa, Outubro de 2009, Pág. 170 e 171).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág.  226).

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