Ruas com história

O Poeta Armando Silva Carvalho, deixou-nos ontem, aqui fica esta pequena homenagem

 

ARMANDO SILVA CARVALHO, Poeta, nasceu na Freguesia de Olho Marinho (Óbidos), a 28-03-1938, e faleceu num Hospital das Caldas da Rainha, a 01-06-2017. Escritor e Tradutor. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, depois de uma passagem fortuita por Filosofia, Armando Silva Carvalho exerceu Advocacia durante um curto período.

Depois foi Jornalista, Professor do Ensino Secundário e Técnico de Publicidade. Depois passou a dedicar-se à Tradução e à Consultadoria de Publicidade.

Oriundo do Grupo que fez a Antologia de Poesia Universitária (1959), ai lado de Ruy Belo; Fiama; Luiza Neto Jorge; Gastão Cruz e outros, estreou-se com Lírica Consumível, em 1965, que em 1962 havia recebido o Prémio Revelação da Sociedade Portuguesa de Escritores

Personalidade discreta da vida literária portuguesa, é autor de uma obra de grande coerência formal, centrada no radicalismo de algumas opções bem caracterizadas. A partir do início dos anos sessenta colaborou nas mais variadas publicações: Diário de Lisboa; JL – Jornal de Letras; O Diário; Poemas Livres; Colóquio-Letras; Hífen; As Escadas Não Têm Degraus; Silex; Nova; Limiar; Via Latina; Loreto 13, entre outras.

Entre as suas traduções mais relevantes, devem citar-se obras de Beckett; Duras; Cesaire; Voznesensky; Genet; E. E. Cummings; Aleixandre e Mallarmé.

Armando Silva Carvalho, está traduzido em castelhano, russo, francês, inglês, sueco, letão, alemão, italiano e neerlandês.

Obras principais: Lírica Consumível, (Poesia, 1965); O Comércio dos Nervos, (Poesia, 1968); Os Ovos d’Oiro, (Poesia, 1969); O Peso das Fronteiras, (Poesia, 1972); Antologia Poética, (Organização de Gastão Cruz, 1976); Eu Era Dessa Areia, (Poesia, 1977); Armas Brancas, (Poesia, 1977); Técnicas de Engate, (Poesia, 1979); Sentimento dum Acidental, (Poesia, 1981); Alexandre Bissexto, (Poesia, 1983); Canis Dei, (Poesia, Prémio do Pen Clube, 1995); Obra Poética 1965-1995, Lisboa 1995); O Alicate, (Ficção, 1972); O Uso e o Abuso, (Ficção 1976); Portuguguex, (Ficção, 1977); Donamorta, (Ficção, 1984); A Vingança de Maria Noronha, (ficção, 1989); Em Nome da Mãe, (ficção, 1994); A Sombra do Mar (2015, (ganhou os prémios da Sociedade Portuguesa de Autores, da Fundação Inês de Castro, da revista Cão Celeste e do festival Correntes d’Escritas, e venceu ainda o Grande Prémio de Poesia António Feijó, co-atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e pela Câmara de Ponte de Lima).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Volume VI, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas; Publicações Europa América; Coordenação de Ilídio Rocha, Edição de Junho de 2001, Pág. 485 e 486)

Fonte: “Jornal Público”

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