O Compositor Manuel Paião (pai de Carlos Paião), se fosse vivo faria hoje 91 anos de idade.

 

Manuel Paião, apesar de tudo o que fez pela Música Ligeira Portuguesa, apesar de muitas das canções que compôs continuarem hoje a ser cantadas, Manuel Paião, continua ignorado do grande público e ignorado pelos Autarcas, até hoje ainda não mereceu da parte dos Autarcas o seu nome “Toponomizado”.

 

Manuel PaiãoMANUEL Afoldo da Maia PAIÃO, Compositor, nasceu em Ílhavo, a 04-06-1926, e faleceu na Parede (Cascais), a 12-08-2005. Manuel Paião foi um dos mais prolíferos Compositores no âmbito da Música ligeira: Fado, Teatro de Revista; Cinema e para as Marchas Populares de Lisboa desde finaus da década de 1940. Fixou-se em Lisboa com a família, onde estabeleceu o primeiro contacto com a Música através de aulas de Piano, a partir dos sete anos de idade.

Em 1938 estreou-se em Teatro, com Milu, na peça infantil O Preto Mazalipatão. Embora cantasse, durante o perído em que frequentou o Liceu optpi por desencvolver as suas competências compositivas, tendo crauido algumas canções para as letras do seu colega Botelho da Silva.

Em 1947, por ocasião das comemorações do Centenário da Escola Académica (instituição onde concluiu o Curso de Liceus), representou o papel principal na peça D. Quixote, no Teatro de D. Maria II. Por esta altura, já aluno do Instituto Superior Técnico, formou com o Autor Teatral Eduardo Damas uma das mais bem-sucedidas e produtivas parcerias do panorama musical português.

A primeira canção que resultou da parceria foi Desde Que Fiquei Sem Ti (gravada por Francisco José e editada no Brasil).

No entanto, a sua profissionalização teve início na Emissora Nacional com as canções Serenata a Lisboa e Monmartre, ambas interpretadas por Milu.

Em 1951 estrearam-se no Teatro com as canções Cabaret e Passou Por Mim Alguém, interpretadas por Laura Alves na peça Marido Solteiro.

Um ano depois, além de ter musicado peças infantis escritas por Eduardo Damas (Era uma nez uma princezinha; O pastorinho beija-flor; Grande aventura de Robin dos Bosques; A torre encantada; Heidi, entre outras), começou a compôr para Cinema em parceria com Eduardo Damas, temdo colaborado nos filmes Os Três da Vida Airada (1952); Dois Dias no Paraíso (1957) e Passagem de Nível (1965).

Em, 1954, criaram a Marcha do Sporting, canção que assinalou a estreia de Maria José Valério, e cujo êxito permanece.

Dois anos depois, escreveram D’aqui Fala o Zé (1956), a primeira de uma extensa produção de peças de Teatro de Revista ao longo da sua carreira, entre as quais se destacam: Já Cá Canta a Música; Mulheres e Fantasia (1957); Sopa no Mel e E Viva o Velho! (1965); Rudo à Mostra (1966); Lisboa Acordou (1975); Põe-te na Bicha e Direita Volver! (1978); Reviravolta (1980); Todos Tesos (1983); É Tudo a Roibar (1984); a Pão e Laranjas (1993).

Em 1958 participaram no primeiro Festival da Canção Portuguesa com a canção Lisboa Feliz (interpretação de Maria de Lourdes Resende) e um ano depois venceram este certame com a canção Olhos Azuis (interpretação de Alice Amaro).

Em 1965, escreveram  Oh Tempo Volta Pra Trás, um êxito que, temndo sido eleito a melhor canção desse ano, promoveu decisivamente a carreira do Cantor António Mourão na sua estreia na revista E Viva o Velho!.

Em seu nome, Manuel Paião deixa um repertório de mais de 500 canções e centenas de revistas. Em 1981 teve um programa de rádio com Artur Artur Agostinho e Maria da Graça. Manuel Paião escreveu alguns dos maiores êxitos da música popular portuguesa e que foi interpretada pelos artistas mais consagrados da época, nomes como: António Mourão, Artur Garcia, Fernanda Maria, Maria Clara, Simone de Oliveira, Maria Valejo, Ada de Castro, Tony de Matos, Hermínia Silva, foram alguns dos nomes que interpretaram composições suas. No âmbito das comemorações do 80º aniversário da Sociedade Portuguesa de Autores, da qual era o sócio nº 411, foi distinguido com a Medalha de Honra. Manuel Paião era pai do cantor, precocemente desaparecido, Carlos Paião. O funeral de Manuel Paião realizou-se em Ílhavo, sua terra natal.

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 3º Volume, L-P, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 961 e 962)

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