“Gravadores de Selos Postais Portugueses”

cavalo-dos-ctt-antigoJosé ARMANDO PEDROSO Gomes da Silva, Gravador, nasceu em Lisboa, a 08-01-1867, e faleceu na Avenida Duque de Loulé, nº 81, também em Lisboa, a 22-09-1944. Era filho de Carlos Pedroso Gomes da Silva e de Matilde Rosa da Piedade Pedroso Gomes da Silva.

Depois de ter frequentado a Academia de Belas Artes, onde foi discípulo, na Aula de Gravura em Madeira, de seu tio João Pedroso, partiu para Paris, apenas com 18 anos de idade,e ali recebeu lições do célebre Laplante, também Gravador em Madeira.

Colaborou depois com o famoso Gustavo Doré na ilustração das edições monumentais dos livros Gil Blas de Santilhana; D. Quixote de la Mancha e outros. Entretanto, entregava-se ao estudo da Gravura em talhe-doce.

De regresso a Portugal, desenvolveu aqui uma prodigiosa actividade, quer como Ilustrador de diferentes revistas e especialmente do Ocidente, onde publicou magníficas gravuras em madeira; quer regendo,  rurante sete anos, uma das Aulas nocturnas da Academia de Belas Artes; quer ainda na execução de inúmeros desenhos e gravuras para títulos de Estado e diversos valores fiduciários.

A sua actividade tornou-se, porém, mais notável no exercício das suas funções artísticas no Banco de Portugal, onde veio a atingir o lugar de Director Técnico dos Serviços de Estamparia. Quando do processo da célebre burla do Angola e Metrópole, Armando Pedroso foi a Londres na qualidade de perito do mesmo Bnaco.

Ao longo da sua carreira profissional, fez várias viagens de estudo a França e a Inglaterra.

Não foi grande, infelizmente, a actividade filatélica do notável Gravador Armando Pedroso; e pena é, porque muito teria ganho o selo postal português com mais larga colaboração do consagrado artista neste ramo de actividade.

Gravou o cunho em aço do selo da emissão de 1915-1925 com a legenda Para os Pobres, cujo desenho original foi do Professor Pedro Guedes; e colaborou com seu afilhado Renato de Araújo, na gravura, em talhe-doce, de três dos quatro cunhos de que se compunha a explêndida emissão Comemorativa dos Centenários da Fundação da Restauração de Portugal (1940). Esses três cunhos são os dos selos das taxas de: $10 e $80 (Exposição do Mundo Português, 1940); $25 e 1$00 (Era das Descobertas); e $40 e 1$75 (Afonso Henriques).

Fonte: “Velhos Papéis do Correio”, (de Godofredo Ferreira, Editado pelos CTT, Edição de 1949)

Anúncios

No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: