No dia em que a RTP anuncia a estreia da série “Madre Paula”, deixo aqui alguns traços biográficos sobre a célebre Madre Paula

 

 

Madre PaulaMADRE PAULA, de seu nome secular, Paula Teresa da Silva e Almeida, nasceu em Lisboa, a 17-01-1718, e faleceu no Convento de Odivelas, a 22-04-1785. Era filha do ourives Adrião de Almeida (de origem alemã), e de Josefina da Silva, e neta de João Paulo de Bryt, de nacionalidade alemã, que fora Soldado da Guarda estrangeira do Imperador Carlos V, e, depois de obter baixa, veio a fixar-se em Lisboa, onde passou a exercer a profissão de Ourives.

Do casamento de Adrião de Almeida com Josefa da Silva, nasceram três filhas: Maria Micaela da Luz Silva e Almeida; Paula Teresa da Silva e Almeida (que veio a ser a famosa Madre Paula), e Leocádia Felícia de Assis e Almeida, a quem o Rei D. João V, ao apiaxonar-se pela irmã, dotou com cento e oitenta mil cruzados de juro real, em cinco vidas, para casar com José Falcão de Gamboa Fragoso.

Seguindo o exemplo de sua irmã Maria da Luz,Paula entrou para o Convento de Odivelas aos 17 anos de idade, e professou após um ano de noviciado. Dom João V, que era frequentador assíduo do Convento de Odivelas, onde matinha várias amantes, que ía substituindo conforme lhe apetecia., ao topar a jovem Paula, ficou loucamente apaixonado, e, pouco depois, tornou-se amante de Dom João V, de quem teve Dom José (1720-1801), um dos “Meninos de Palhavã”, (por ter sido criado neste Palácio, como D. António e D. Gaspar, filhos de outras amantes do Rei), que se formou em Teologia pela Universidade de Coimbra e chega a Inquisidor-Mor em 1758.

Madre Paula, tornou-se uma verdadeira Pompadour, vivendo em aposentos verdadeiramente régios. O soberano ao morrer dotou-a de uma mesada principesca, que ela usou com magnificência de soberana nas recepções que dava e com generosidade na protecção aos desamparados da fortuna.

Paula era enérgica e impunha a sua vontade ao soberano, conseguindo dele quanto queria. O próprio pai de Paula foi largamente favorecido.

  1. João V visitava-a de noite, em Odivelas, e, quando se atrasava, era objecto de recriminações. O Rei Magnânimo, ao morrer, em 1750, deixou-lhe uma mesada, que lhe permitiu continuar a viver, no seu Mosteiro, com o fausto anterior, tornando-lhe possível, ainda, dar muitas esmolas e proteger os menos favorecidos da sorte, que dela se aproximavam nas horas díficeis. Paula, nos trinta e cinco anos da sua «viuvez», soube viver com honestidade e dignidade, respeitando a memória de seu régio amante. Ficou sepultada no próprio Mosteiro de Odivelas.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Odivelas (Freguesia da Ramada).

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres, de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 1019”

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 405).

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 20, Pág. 663 e 664)

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