“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim António Nobre?

 

Jardim António NobreO Jardim António Nobre, também conhecido por Jardim São Pedro de Alcântara ou Alameda de São Pedro de Alcântara, fica na Freguesia da Misericórdia, ex- Freguesia da Encarnação.

Tm uma vista panorâmica da Avenida da Liberdade ao Castelo de São Jorge e um dos mais belos panoramas da Cidade de Lisboa.

O Jardim, foi construído no Século XIX, foi edificado a partir de um terreno em socalcos. Constituído por dois patamares ligados por escadas em pedra, suportado por uma muralha mandada construir por D. João V em meados do Século XVIII.

No patamar superior do Jardim encontra-se um painel de azulejos reproduzindo a panorâmica do Miradouro. Este patamar tem sobretudo árvores, caminhos e um lago central.

O patamar inferior, com um groto embutido ni muro de suporte e uma série de canteiros geométriso, foi adornado com uma sérir de Bustos de Deuses e de Heróis Portugueses dos Descobrimentos, entre os quais Vasco da Gama, Luís de Camões e Afonso de Albuquerque.

O gradeamento, veio do Palácio da Inquisição do Rossio.

Neste Jardim encontra-se, também, a Estátua de Eduardo Coelho, da autoria do Arquitecto Álvaro Machado e do Escultor Costa Mota (tio), foi erguida em 1904.

fundador do Diário de Notícias

Fonte. “Câmara Municipal de Lisboa”

Fonte: “Estatuária de Lisboa”, (de Rafael Laborde Ferreira e Vítor Manuel Lopes Vieira, Edição de Dezembro de 1985)

 

 

ANTÓNIO  Pereira NOBRE, Poeta, natural do Porto, nasceu a 16-08-1867 e faleceu a 18-03-1900. Em 1888 foi para Coimbra cursar a Faculdade de Direito. Duas reprovações sucessivas no 1º ano levaram-no a ir a Paris, em 1890, onde se licenciou em Ciências Políticas no ano de 1895. Aprovado no concurso para a carreira Diplomática, devido à terberculose, que se lhe agravou na capital francesa, desde o princípio do curso, não chegou a ser nomeado para nenhum cargo. Os últimos anos da vida passa-os na perspectiva próxima da morte, buscando desesperadamente a saúde em viagens demoradas que o levaram à Suíça, à Madeira e Nova Iorque.

No seu mundo interior fervilhava a oposição entre a memória de uma infância e adolescência acarinhadas e felizes, em ambiente familiar provinciano, e entre o passado próximo e o presente, marcados pela inadaptação desgastante, pelo tédio e pelo sentimento de abandono.

Em Coimbra tornara-se a figura dominante do grupo da Boémia Nova (1889). Publicou apenas o volume “Só”, 1892. Saíram póstumos: “Despedidas” (1895-1899), 1902, “Primeiros Versos” (1882-1889), 1921, “Cartas e Bilhetes-Postais a Justino de Montalvão”, 1956, e “Correspondência”, 1967. O seu lirismo inovador vive da sua experiência directa de gentes, lugares e sensações que ele visualiza e a que dá força anímica, interpelando o leitor num tom coloquial com novas formas de música e cor. Deste modo prolonga e enriquece o nacionalismo tradicional português revivido em Garrett.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Albufeira; Almada (Freguesias de Almada e Sobreda); Amadora; Amarante (Freguesia de Vila Meã); Benavente (Freguesia de Samora Correia); Cadaval (Freguesia do Cercal); Cascais (Freguesias de Alcabideche, Cascais e São Domingos de Rana); Castelo Branco (Freguesia de Alcains); Chaves; Coimbra; Fafe (Freguesia de Regadas); Felgueiras (Freguesias de Felgueiras e Lixa); Funchal; Gondomar (Freguesias de Gondomar e Rio Tinto); Ílhavo (Freguesia da Gafanha da Nazaré); Lisboa (Freguesia de São Domingos de Benfica); Loures (Freguesias de Santo Antão do Tojal, Santo António dos Cavaleiros e São João da Talha); Lousada (Freguesia de Caíde de Rei); Maia; Matosinhos; Moita (Freguesias de Alhos Vedros e Vale da Amoreira); Montijo; Odivelas (Freguesias de Famões e Odivelas); Oeiras (Freguesias de Carnaxide, Linda-a-Velha e Queijas); Oliveira do Hospital; Ovar; Palmela (Freguesia da Quinta do Anjo); Penafiel (Freguesias de Galegos, Novelas, Penafiel e São Martinho de Recezinhos); Porto; Póvoa de Varzim; Santa Maria da Feira (Freguesia de Arrifana); São João da Madeira); Seixal (Freguesias da Amora, Corroios e Fernão Ferro); Sesimbra; Setúbal (Azeitão); Sintra (Freguesias de Agualva-Cacém, Queluz e Rio de Mouro); Trofa (Freguesias de Guidões e Trofa); Valongo (Freguesia de Ermesinde); Vila Franca de Xira; Vila Nova de Famalicão; Vila Nova de Gaia; Vila Real.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. III, Publicações Europa América, Organizado pelo Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Coordenado por Eugénio Lisboa, 1994, Pág. 52, 53 e 54)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 384).

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