Sebastião Lucas da Fonseca, mais conhecido por Matateu, se fosse vivo, faria hoje 90 anos de idade.

 

MatateuSebastião Lucas da Fonseca “MATATEU”, Desportista, nasceu em Lourenço Marques (Moçanbique), a 26-07-1927, e faleceu em Toronto (Canadá), a 27-01-2000. A maior figura da história do Futebol no Belenenses, clube pelo qual conquistou uma Taça de Portugal.

Matateu deu os primeiros toques numa bola de futebol no bairro de Alto Maé, em Lourenço Marques, atual Maputo. As ruas ensinaram-lhe o jeito instintivo de jogar que cativou o árbitro e antigo jogador do Belenenses João Pedro Belo, carimbando-lhe o passaporte para o clube do Restelo.

Aos 24 anos, Matateu estava em Lisboa… preparado para encantar. O avançado estreou-se com a camisola azul num clássico da pré-época contra o F.C. Porto e chegou a dar um ar da sua graça, mas a glória estava para chegar na semana seguinte. Frente ao Sporting, Matateu marcou e deu a marcar, garantindo a vitória do seu clube na primeira jornada do campeonato. Nascia um novo ídolo, um rosto que haveria de ficar para sempre ligado à camisola da Cruz de Cristo.

Ao serviço do Belenenses, Matateu disputou 291 jogos e marcou por 217 vezes. Uma história recheada de êxitos, mas que lhe deixou uma mágoa: o médio nunca venceu um campeonato nacional, isto apesar de não lhe ter faltado oportunidade para isso. Em 1955, Matateu teve nos pés o terceiro golo frente ao Sporting, que lhe haveria de valer o primeiro título nacional, mas o derby acabou empatado e o Benfica, que bateu o Atlético por 3-0, sagrou-se campeão.

Pela selecção, Matateu estreou-se a 23 de Novembro de 1952, contra a Áustria, para marcar 13 golos em 27 encontros. Até ao início da década de 60, Matateu tornou-se a principal referência da equipa nacional, tal como Peyroteo o fôra nos anos 40 e Eusébio viria a ser nas duas décadas seguintes. O encontro entre os três goleadores falhou por uma casualidade histórica: com Peyroteo a seleccionador, uma lesão impediu Matateu de jogar contra o Luxemburgo em jogo de qualificação para o Mundial de 62. Eusébio fez a sua estreia, com apenas 19 anos, marcando o primeiro dos seus 41 golos com a camisola de Portugal. Portugal perdeu 4-2, e Eusébio e Matateu nunca chegariam a actuar juntos.

A potência de remate e o arranque surpreendente de Matateu continuaram, no entanto, a passear-se pelos campos de futebol, mas com menor intensidade. Até Dezembro de 1964, com a camisola do Belenenses, depois de ter sido dispensado do clube do Restelo ¿ num divórcio que deixou marcas em Matateu para o rosto da sua vida – ao serviço de clubes mais modestos.

O Atlético, o Gouveia, o Amora, e o Chaves encerraram o seu percurso no futebol português. O First Portuguese e o Sagres de Victoria, deram seguimento à sua paixão pelo futebol, no incipiente futebol canadiano. Por destino, ou simples devoção, o Bola de Prata das épocas 52/53 e 54/55 continuou a pisar os relvados até aos 55 anos. Só após o seu falecimento, no Canadá, no início do ano 2000, foi possível trazer de volta a Portugal a mais carismática figura na história do Belenenses. Emigrou para o Canadá, onde jogou até aos 50 anos de idade.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa, (Freguesia de Belém, Edital nº 106/2016).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 348).

Fonte: “Mais Futebol

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