“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim Guerra Junqueiro?

 

Jardim Guerra JunqueiroO Jardim Guerra Junqueiro, mais conhecido por Jardim da Estrela, fica no espaço compreendido entre a Praça da Estrela (por onde tem um acesso), Rua da Estrela; Rua São Jorge, Álvares Cabral (por onde tem outro acesso); Rua João Anastácio Rosa, Rua São Bernardo e Calçada da Estrela (Freguesia da Estrela).

Foi construído no Século XIX (em 1842), por iniciativa do Estadista Bernardo da Costa Cabral, Marquês de Tomar.

O Jardim Guerra Junqueiro, é um Jardim naturalista de concepção romântica, inspirado no tipo de Parque à inglesa, cercado por um gradeamento, com uma vegetação muito interessante que ela qualidade, quer pela diversidade.

Existem, neste Jardim, Lagos, Estatuária, Parque Infantil, Parque Juvenil, Equipamento de Fitness, Quiosque com Esplanada, Restaurante e Coreto.

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa”

Abílio Manuel GUERRA JUNQUEIRO, Escritor e Político, nasceu em Freixo de Espada à Cinta, a 15-09-1850, e faleceu em Lisboa, a 07-07-1923. Oriundo de uma família de comerciantes e lavradores. Era filho de José António Junqueiro Júnior e de Ana Maria Guerra.

Frequentou a Faculdade de Teologia (1866-1868), que abandonou para se formar em Direito (1868-1873). Na Faculdade de Direito encontrou João Penha, tendo colaborado no periódico por este editado, »A Folha«. Em 1875, dirigiu, com Guilherme de Azevedo, a revista »Lanterna Mágica« (onde surgiu a célebre caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro, o »Zé Povinho«).

Em 1876, foi nomeado Secretário-Geral dos Governos-Civis de Angra do Heroísmo e, depois, de Viana do Castelo.

Em 1879, filiou-se no Partido Progressista, monárquico, que estava na oposição, sendo eleito Deputado por Macedo de Cavaleiros. No mesmo ano, foi proibida a representação de uma peça da sua autoria, escrita em parceria com Guilherme de Azevedo, »Viagem à Roda da Parvónia«.

Em 1880 foi eleito Ddeputado pelo círculo de Quelimane (Moçambique). Em 1888, constitui-se o grupo dos Vencidos da Vida, de Guerra Junqueiro fez parte. Dois anos depois, aderiu ao Partido Republicano e ao movimento de protesto contra a monarquia, desencadeado pelo ultimato inglês. Em 1907 foi julgado e condenado por causa de um artigo contra o rei Dom Carlos.

Implantada a República, ocupou, entre 1911 e 1914, o cargo de Ministro Plenipotenciário de Portugal na Suíça.

Como Escritor, estreou-se em 1864, com »Duas Páginas dos Catorze Anos«, série de poemas ainda influenciados pelo Ultra-Romantismo. Ligado depois ao grupo dos Vencidos da Vida, veio a ser o mais popular poeta panfletário da sua época. Serviu-se dos seus dotes oratórios para, em textos de sátira violenta, quer ao clero (A Velhice do Padre Eterno, 1885), quer á dinastia de Bragança (Finis Patriae, 1891, e Pátria, 1896), procurar a adesão popular aos ideais revolucionários. Torna-se conhecido já em 1874, com »A Morte de Dom João«, sátira ao Dom-Juanismo nas suas consequências sociais. Esta obra contém já elementos que seriam particularmente desenvolvidos numa fase posterior e que revelam a dualidade da sua obra. São eles: a poesia de intervenção, em que é constante a presença de um certo visionarismo profético, face à decadência nacional, que veio a influenciar grandemente o movimento designado por Renascença Portuguesa, e a inferioridade de temas místicos, procurando Guerra Junqueiro, como poeta-filósofo, e de acordo com as tendências da época, conciliar a fé e a razão humanas num cristianismo pessoal e panteísta. »Os Simples« (1892), obra de apologia dos humildes e a sua publicação mais célebre, é exemplo desta fase, já influenciado pelo simbolismo. Em »A Musa Em Férias« (1880) e »Os Simples« (1892), Guerra Junqueiro procura reencontrar o »paraíso perdido«,  representado pela evocação nostálgica da infância e da natureza, que dá ao poeta força física e moral. Guerra Junqueiro publicou ainda, ao longo da sua vida, »Oração ao Pão« (1902), »Oração à Luz« (1904), e »Poesias Dispersas« (1920), para além das obras já referidas. Após a sua morte, surgiu »Horas de Combate« (1924), que reúne os seus discursos políticos. Tido em vida como um dos maiores poetas portugueses de sempre, a sua obra foi posteriormente objecto de controvérsia. Se uns continuaram a louvá-lo, outros acusaram-no de um certo primarismo de pensamento, reconhecendo, embora, valor na sua capacidade de sugestão metafórica e na sua técnica artística.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Albufeira, Alcanena, Almada (Freguesias de Almada, Charneca de Caparica, Feijó e Laranjeiro), Almeirim (Freguesias de Almeirim e Benfica do Ribatejo), Alpiarça, Amadora, Arouca, Benavente (Freguesia de Samora Correia), Bragança, Cadaval (Freguesia da Vermelha), Carrazeda de Ansiães, Cartaxo (Freguesia de Vila Chã de Ourique), Cascais (Freguesias de Alcabideche, Parede e São Domingos de Rana), Castro Verde, Coimbra, Covilhã (Freguesia de Vale Formoso), Évora, Fafe, Ferreira do Alentejo, Freixo-de Espada-à-Cinta, Gondomar (Freguesias de Fânzeres e Valbom), Guimarães, Ílhavo (Freguesia da Gafanha da Nazaré), Lagoa (Freguesia de Estômbar), Lagos (Freguesia de Odiáxere), Lisboa, Loures (Freguesias de Bobadela, Sacavém, Santa Iria da Azóia, Santo António dos Cavaleiros e São Julião do Tojal), Lousada (Freguesias de Boim e Pias), Macedo de Cavaleiros, Maia, Matosinhos (Freguesia de São Mamede de Infesta), Mirandela, Mogadouro, Moita (Freguesias da Baixa da Banheira e Moita), Montijo, Murtosa, Nisa, Odivelas (Freguesias de Famões, Odivelas e Ramada), Oeiras (Freguesias de Barcarena, Carnaxide e Oeiras), Olhão, Ovar (Freguesia de Esmoriz e Ovar), Palmela (Freguesias de Pinhal Novo e Quinta do Anjo), Pinhel, Porto, Sabugal, Salvaterra de Magos (Freguesia de Muge), Santa Maria da Feira (Freguesia da Arrifana), Santiago do Cacém (Freguesia do Cercal do Alentejo), Seixal (Freguesia de Corroios), São João da Madeira, Sesimbra, Setúbal, Sintra (Freguesias de Agualva-Cacém, Almargem do Bispo e Belas), Torres Vedras (Freguesia da Silveira), Trofa, Vale de Cambra, Valongo (Freguesias de Campo e Valongo), Valpaços, Vendas Novas, Viana do Castelo, Vila do Conde (Freguesias de Mindelo e Vila do Conde), Vila Franca de Xira (Freguesia da Póvoa de Santa Iria), Vila Nova de Famalicão (Freguesia de Riba de Ave), Vila Pouca de Aguiar, Vila Viçosa.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Publicações Europa América)

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol II, de D-M), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento, Pág. 465 e 466”

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 14, Pág. 387 e 388

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 286).

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