“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim Henrique Lopes de Mendonça?

 

Jardim Henrique Lopes de MendonçaO Jardim Henrique Lopes de Mendonça, mais conhecido por Jardim da Praça José Fontana, fica na Praça José Fontana, Freguesia de Arroios, frente ao antigo Liceu Camões, este Jardim foi assim designado em homenagem ao Escritor, autor da letra do Hino Nacional “A Portuguesa”.

Foi erguido um monumento, executado pelo Engenheiro Vasco Lopes de Mendonça, segundo estudo do Arquitecto Raul Lino, inaugurado em 1970.

Neste Jardim existe um Quiosque com Esplanada, um Coreto, um Lago, um Bebedouro e alguma Estatuária.

 

 

HENRIQUE LOPES DE MENDONÇA, Militar e Escritor, natural de Lisboa, nasceu a 02-02-1856 e faleceu a 24-08-1931. Sobrinho do célebre folhetinista António Lopes de Mendonça. Abraçou a carreira da Marinha, vindo a ser reformado, em 25-05-1912, no posto de Capitão-de-Mar-e-Guerra. A sua vida de Oficial da Armada não impediu a sua intensa produção literária, que lhe mereceu ser Presidente da Academia das Ciências de Lisboa.

O seu interesse pela história é notório no conjunto da sua produção literária, tanto nos dramas históricos de cunho neoromântico como nas escrupulosas evocações  de alguns dos seus romances, centrados em figuras exemplares da história pátria, nos quais põe um cuidado minucioso na reconstituição de usos, costumes, linguagem, armas e topografia.

Republicano convicto, Lopes de Mendonça mostra-se também sensível às figuras populares, que sabe movimentar no seu ambiente próprio, como a Alfama lisboeta do Século XVI. Interessado na renovação da dramaturgia nacional, as suas peças teatrais dividem-se pelos dois géneros mais cultivados nesse final do Século XIX: o drama histórico em verso (O duque de Viseu, A Morta, Afonso de Albuquerque) e o drama naturalista de costumes (Amor Louco, Nó Cego, O Azebre), em que critica moderadamente a sociedade hipócrita e convencional da época.

Colaborou na tentativa de criação de uma ópera nacional, com os libretos das óperas A Serrana (musicada por Alfredo Keil), O Tição Negro, sobre temas vicentinos, e O Espadachim do Outeiro (estas últimas musicadas por Augusto Machado). Com D. João da Câmara e outros escreveu as farsas Zé Palonso, e O Burro em Pancas e a peça fantástica A Aranha.

Foi colaborador de numerosos jornais e revistas, reuniu em vários volumes os folhetins saídos em O Comércio do Porto, sob a epígrafe Cenas da Vida Heróica, e publicou várias obras sobre figuras importantes da nossa história, como Camões e Afonso de Albuquerque.

O seu interesse pelos acontecimentos da história contemporânea levou-o a reagir violentamente contra o ultimato inglês com várias conferências e um “a-propósito patriótico”, As Cores da Bandeira, cuja marcha final, musicada por Alfredo Keil, viria a ser adoptada como Hino Nacional, após a implantação da República.

Com o advento da República em 5 de outubro de 1910 a Portuguesa irrompe de novo na população, decretando-se mesmo logo em Novembro o seu respeito e homenagem pelos militares sempre que entoado. Mas só na sessão de 19 de junho de 1911 da Assembleia Constituinte é que se proclamou a Portuguesa como Hino nacional. A versão oficial só foi aprovada, porém, em 4 de Setembro de 1957, por iniciativa do Ministro da Presidência Marcello Caetano. Frederico de Freitas, Compositor, Maestro e Musicólogo português compôs então uma versão sinfónica do Hino e depois uma versão marcial, pelo então Major Lourenço Alves Ribeiro.

Convém recordar que na sua versão original de 1890, de desdém aos ingleses devido ao vergonhoso Ultimato, na letra, ao contrário do actual “contra os canhões marchar, marchar” se cantava “contra os bretões, marchar, marchar”…

Especialista da História Naval, publicou: “Estudos sobre navios portugueses nos séculos XV e XVI”, em 1872.

Obras principais: A Noiva, (1884); O Duque de Viseu, (1886); Os Piratas do Norte, (versos, 1890); A Morta, (1890); As Cores da Bandeira, (1891); Estudos sobre os Navios Portugueses nos Séculos XV e XVI, (1892); Os Órfãos de Calecut (romance histórico-marítimo, 1894); Paraíso Conquistado, (1895); Afonso de Albuquerque, (1898); O Padre Fernão de Oliveira e a Sua Obra Náutica, (1898); Amor Louco, (1899); O Alfenim, (1902); O Tição Negro, (1902); Nó Cego, (1905); O Azebre, (1909); Auto das Tágides, (1911); A Herança, (1913); O Crime de Arrocnhes, (1924); Cenas da Vida Heróica (Sangue Português; Gente Namorada; Lanças na África; Capa e Espada; Fumos da Índia; Santos de Casa; Almas Penadas; Argueiros e Cavaleiros).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada; Amadora; Lisboa; Montijo; Oeiras (Freguesia de Cruz Quebrada/Dafundo); Porto; Seixal (Freguesia da Aldeia de Paio Pires); Setúbal; Trofa; Vila Franca de Xira.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Organizado pelo Instituto Português do Livro e da Leirura, Coordenação de Eugénio Lisboa, Publicações Europa América, Edição de 1990, Pág. 390 e 391)

Fonte: “A Marinha de Guerra Portuguesa e a Maçonaria”, (de António Ventura, Edições Nova Vega, 1ª Edição 2013, Pág. 135 e 136)

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 15, Pág. 444)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 356).

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