“LISBOA E OS SEUS JARDINS”

Sabe onde fica o Jardim Júlio de Castilho?

 

 

Jardim Júlio de CastilhoO Jardim Júlio de Castilho, mais conhecido por Miradouro de Santa Luzia, fica no Largo de Santa Luzia, na Freguesia de Santa Maria Maior. Um dos mais belos Miradouros da Cidade, com vista para Alfama e o Rio Tejo.

Nos detalhados azulejos deste Miradouro podemos também ver representações da Praça do Comércio antes do terramoto de 1755 e também do ataque cristão ao Castelo de São Jorge.

Destaque, também, para o busto do Escritor Júlio de Castilho, em homenagem ao famoso olisipógrafo que foi Júlio de Castilho.

 

 

JÚLIO DE CASTILHO, Escritor, natural de Lisboa, nasceu a 30-04-1840 e faleceu a 08-02-1919. Era filho de António Feliciano de Castilho, veio a ser o 2º visconde de Castilho. Envolveu-se desde muito cedo na vida cultural do seu tempo, com uma intervenção em defesa de seu pai na polémica conhecida como Questão Coimbrã. Esse empenhamento cultural conjugou-se com uma vida pública como Governador Civil e Diplomata. Fez o curso superior de Letras. Foi governador civil da Horta (1877-1878), cônsul em Zanzibar (1888), bibliotecário na Biblioteca Nacional de Lisboa e professor do príncipe real Dom Luís Filipe desde 1906. Dramaturgo, historiador, arqueólogo e memorialista, publicou em 1881 “As Memórias de Castilho” (seu pai), em dois volumes, afirmou-se sobretudo como olisipógrafo, sobressaindo a sua obra “Lisboa Antiga” (1879-1890), em oito tomos, completada com a “Ribeira de Lisboa”, 1893.

Obras principais: O Senhor António Feliciano de Castilho e o Senhor Antero de Quental, (1865); Memórias dos Vinte Anos, (1866); Primeiros Versos, (1867); António Ferreira, Poeta Quinhentista, (1875); D. Inês de Castro, (1875); O Ermitério (poesias, 1875); Memórias de Castilho, (2 volumes, 1881); Ilhas Ocidentais do Arquipélago Açoriano, (1886); Manuelinas (poesias, 1889); A Mocidade de Gil Vicente, (1897); Lisboa Antiga, (13 volumes, 1879-1890); A Ribeira de Lisboa, (1893); Amores de Vieira Lusitano, (1901); Os Dois Plínios, (1906); José Rodrigues, Pintor Português, (1909); Fastos Portugueses, (poema em seis livros, 1918).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia do Lumiar, Edital de 02-03-1925, era o antigo Largo da Duquesa); Seixal (Freguesia de Fernão Ferro).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Publicações Europa América)

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Hemeroteca Municipal”

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 138).

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