Júlio Proença, um Fadista praticamente desconhecido, aqui lembrado no dia em que fassam 116 anos do seu nascimento

Júlio ProençaJúlio Proença, é o nome artístico de Júlio José da Fonseca), Fadista, cantador de voz quente e sentimental, nasceu em Lisboa, na Rua do Capelão, nº 20, a 25-10-1901 (perto da casa onde morou a Severa), em pleno coração da Mouraria, e ali aprendeu a cantar com a mãe e faleceu em Moçambique, a 21-09-1970. Era filho de Amélia da Conceição Proença.

Mais tarde mudou para o Bairro Alto (Rua das Gáveas) e em 1917, pela mão do cantador António Lado, começou a cantar como amador em festas de beneficência, nos retiros, em esperas de touros, em cinemas, nos teatros Apolo, Trindade, Avenida, Maria Vitória e no Salão Artístico de Fados.

Em 1927 tomou parte, ainda como amador, numa digressão por várias localidades do País – a primeira que se realizou no género – com Joaquim Campos, Alberto Costa, Raul Ceia e Maria do Carmo, os guitarristas Armandinho e Herculano Rodrigues e o violista Abel Negrão. Trabalhando como estofador-decorador na firma Manuel Domingos Lopes, Júlio Proença tornou-se cantador profissional em 1929, ano em que no Coliseu dos Recreios participou na opereta Mouraria.

Actuou também nos Teatros Joaquim de Almeida, Eden-Teatro, São Luís, Capitólio e Variedades, nos Clubes Monumental, Ritz, Olímpia e Maxim’s, no Retiro da Severa, no Solar da Alegria (que reabriu sob a sua direcção e a de Deonilde Gouveia em Março de 1931) e nos Cafés Ginásio, Mondego e Luso.

Com um estilo sentimental e boa dicção, Júlio Proença cantou versos dos Poetas Augusto Sousa, Fernando Teles, Júlio Guimarães, Henrique Rego, Frederico de Brito e João Linhares Barbosa, e distinguiu-se como autor de música de fados, entre eles o Fado Proença, Fado Camélias e Fado Moral. Das suas intrepretações gravadas em disco, citam-se: Como Nasceu o Fado, Três Beijos, Olhos Fatais, Mentindo Sempre, Meu Sonho, Minha Terra, etc.

Júlio Proença, foi dos primeiros Fadistas a cartar na Rádio (Rádio Luso, Rádio Peninsular; Rádio Condes e C.T.1AA).

Em 21-05-1946, Júlio Proença foi homenageado numa concorrida festa realizada na Sala Júlia Mendes (Parque Mayer) e pouco depois partia para Moçambique, onde se fixou e faleceu em 21-09-1970.

Fonte: “Museu do Fado”

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 3º Volume, L-P, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 1066)

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