No que em que, se fosse vivo, faria 74 anos de idade, recordamos aqui o Escritor e Jornalista João Aguiar.

 

João AguiarJOÃO Casimiro Namorado de AGUIAR, Escritor e Jornalista, natural de Lisboa, nasceu a 28-10-1943 e faleceu a 03-06-2010. João Aguiar viveu a infância entre Lisboa, cidade natal, e a Beira, em Moçambique. A mãe ensinou-o a ler para mantê-lo sossegado na cama, durante um longo período de doença, e de leitor interessado passou rapidamente a aspirante a escritor. Mas antes dos livros, dedicou-se ao jornalismo.

Cumpriu o serviço militar em Angola, onde fez Rádio e trabalhou como Jornalista. Em Dezembro de 1974, viajou para a Holanda, onde esteve a trabalhar no Centro de Turismo Português, em Amesterdão. Regressou a Portugal, em 1976, altura em que reiniciou o Jornalismo, tendo trabalhado para a RTP e em diversos diários, semanários e revistas.

João Aguiar frequentou em Lisboa os cursos superiores de Direito e Filosofia, mas foi em Bruxelas que se licenciou em Jornalismo, profissão que entretanto tinha começado a exercer. Considerou-se sempre jornalista, mesmo passados largos anos desde que abandonara a actividade profissional. Começou pela RTP – onde também coordenou uma série da Rua Sésamo – e passou depois por jornais como Diário de Notícias, A Luta, O País.

Fez rádio no Canadá, onde trabalhou com Henrique Mendes. Os romances publicados chegaram já depois dos 40 anos.

Nos livros que escreveu regressou aos primórdios para falar de Sertório e publicou até um trabalho não ficcionado sobre o menino do Lapedo. Viajou para Macau com a ficção para escrever «Os Comedores de Pérolas» e «O Dragão de Fumo». Para a televisão criou duas séries destinadas ao público mais jovem – «Sebastião e os Mundos Secretos» e o «Bando dos Quatro», no qual ele próprio figura na personagem do Tio João. A doença que veio a provocar-lhe a morte impediu-o de concluir o livro que preparava sobre a revolução de 1383. Numa autobiografia irónica que escreveu para o jornal de Letras em 2005, João Aguiar concluía: «A minha vida não dava um livro, e ainda bem. Em compensação, o facto de os meus livros darem uma vida – boa ou má, não importa para o caso – , esse facto devo-o, em grande parte, aos momentos de não-glória que acabo de relatar. E estou-lhes muito grato». Em 1984 publicou o primeiro romance histórico «A Voz dos Deuses», centrado na figura de Viriato.

Obras princpais: Uma Incursão no Exoterimo Português, (1983); A Voz dos Deuses, (1984); O Trono do Altíssimo (1988); O Canto dos Fantasmas, (1990); Os Comedores de Pérolas, (1992); A Hora de Sertório, (1994); A Encomendação das Almas, (1995); O Navegador Solitério, (1996); Inês de Portugal, (1997); O Dragão de Fumo, (1998); A Catedral Verde, (2000); Diálogo das Compensadas, (2001); Uma Deusa na Bruma, (2003); O Sétimo Herói, (2004); O jardim das Delícias, (2005); O Priorado do Cifrão, (2008).

Fonte: “Jornal Destakes”

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 16).

Fonte: “Infopédia – Dicionários Porto Editora”

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